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Três residentes são selecionados para o programa internacional de Oncogenética da SBOC

Notícias Quinta, 27 Abril 2017 17:19
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Guilherme Nader Marta, Renata Rodrigues da Cunha Colombo Bonadio e Virginia Moreira Braga são os três residentes selecionados pela Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) para o programa internacional “Oncogenética em foco”. Cada um receberá uma bolsa que inclui passagens aéreas e hospedagem de 1 a 9 de junho em Chicago (EUA). Eles participarão de atividades específicas no The University of Chicago Center for Global Health e também do Congresso da American Society of Clinical Oncology (ASCO, 2 a 6 de junho), quando terão uma agenda exclusiva com líderes da área.

Na visão da SBOC, os cânceres hereditários são altamente relevantes, já que compreendem de 5% a 10% de todos os tumores malignos atualmente diagnosticados. Segundo o edital do programa, o aconselhamento genético tem um papel fundamental no manejo desses casos, tornando a Oncogenética um ramo notável da Oncologia.

A Dra. Cinthya Sternberg, diretora executiva da SBOC explica que, no Brasil, a abordagem multidisciplinar em genética clínica tem recebido pouca atenção, tanto no sistema de saúde público como no privado. “O número de serviços genéticos brasileiros atuando na Oncogenética é extremamente baixo e a concentração desses serviços nas capitais de alguns Estados dificulta o acesso da população”, afirma. “Dentro desse contexto, a SBOC se propôs a despertar nos residentes o interesse pelo tema e estimular a formação de especialistas nessa área, colaborando com o aumento de massa crítica de profissionais que possam atuar efetivamente para prevenção, redução de risco, diagnóstico e tratamento do câncer hereditário”, destaca a diretora executiva.

Palavra dos vencedores

O Dr. Guilherme Nader Marta, residente do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) é de Bauru, no interior do Estado, graduou-se na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e está na capital há quase dez anos. Aos 27 anos, ele está convencido da importância da Oncogenética e feliz com a oportunidade oferecida pela SBOC. “Acompanhei um caso de câncer hereditário na residência e isso me motivou a buscar um treinamento formal específico”, conta. “As expectativas são bem altas, tanto do ponto de vista assistencial quanto da área de pesquisa”, diz, referindo-se ao programa. “Quero aprender mais sobre o manejo dos pacientes e dos familiares e aprofundar o conhecimento na área. Os campos de pesquisa são enormes”, afirma entusiasmado.

Natural de Minas Gerais, mas em São Paulo há uma década, a Dra. Renata Bonadio, de 28 anos, também fez FMUSP e é residente do Icesp. “A Oncogenética tem proporcionado um melhor entendimento da carcinogênese. São inúmeras pesquisas. Isso determinará como será o tratamento do câncer no futuro de forma geral”, avalia a médica. “Este assunto é de grande interesse de todo oncologista”, classifica. “Programas com esse foco são ainda mais raros para residentes brasileiros. É uma oportunidade muito bacana e estou superanimada”, relata, acrescentando ter interesse também na atuação clínica e em pesquisa.

A cearense Virginia Moreira Braga, de 31 anos, é a terceira bolsista. Nascida em Fortaleza, fez graduação na Universidade Federal de Alagoas e Clínica Médica no Hospital Walter Cantídio da Universidade Federal do Ceará. Agora está no último ano da residência em Oncologia Clínica no Hospital da Beneficência Portuguesa de São Paulo (BP), completando três anos na cidade. Ela foi incentivada por seus preceptores a inscrever-se no programa da SBOC. “É uma oportunidade maravilhosa, que vai me proporcionar um crescimento profissional extremamente relevante”, destaca. “A Oncogenética é hoje a base dos estudos em Oncologia, com importantes descobertas que repercutem na prática clínica”, observa. “Pretendo conhecer os avanços genéticos para colocá-los em prática, além de desenhar possíveis projetos de pesquisa”, planeja.

Sobre o Congresso da American Society of Clinical Oncology, os três participarão pela primeira vez e estão animadíssimos. “É um adicional muito positivo do programa”, diz o Dr. Guilherme. “Todo residente quer ir para o ASCO”, sentencia a Dra. Virginia.

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