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Post sobre atendimento de paciente com câncer viraliza na internet

Notícias Terça, 11 Julho 2017 16:32
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O relato do residente João Carlos Resende Martins Medeiros Trindade sobre a consulta de uma idosa com câncer foi compartilhado mais de 75 mil vezes no Facebook, chamando atenção para a importância da relação médico-paciente. O   jovem médico se diz surpreso com a repercussão, mas satisfeito. “Fico feliz por este depoimento provocar reflexão em outros médicos e em pessoas que lutam contra o câncer”, afirma. João tem 32 anos e é de Campina Grande, na Paraíba, onde fez a graduação e a residência em Clínica Médica. Hoje é residente em Oncologia Clínica no Hospital de Câncer de Barretos, no interior de São Paulo.

O médico conta que sempre gostou de escrever, mas que dividia os textos somente com sua rede de contatos. No caso deste post, uma amiga gostou muito e o convenceu a torná-lo público. O residente revela ainda que estava fragilizado naquele dia, com saudades de casa e pensando em desistir do treinamento em Barretos. “A D. Socorro fez muito mais por mim, na consulta, do que eu por ela”, afirma. Esta constatação reforça a via de mão dupla na relação médico-paciente. “Sempre se pensa no acolhimento que o médico pode oferecer ao paciente num contato mais humanizado, mas o contrário ocorre igualmente. O binômio paciente-médico precisa ser valorizado no mesmo grau”, defende.

Por ter “o coração mole”, o jovem foi desestimulado a seguir a especialidade. Ouviu que “iria sofrer muito”, mas persistiu. “Minha sensibilidade só me trouxe coisas boas até agora. A oncologia me ofereceu contato com as pessoas mais extraordinárias que conheci neste mundo”, salienta João, que desde o início da faculdade se encantou pelo contato com pacientes graves. “Fazemos a ciência, claro, mas muitas vezes o paciente precisa buscar a cura de suas feridas como seres humanos”, explica. “Recomendo que a pessoa encare o desafio da doença como oportunidade para se tornar alguém melhor, para se reconciliar com pessoas queridas, valorizar o que realmente é importante para ela”, descreve. “Acredito que muitos possam trabalhar a fragilidade diante do câncer para ressignificar a sua existência”, finaliza.

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