Portal SBOC

Site SBOC

Site SBOC

Se você é médico residente de Oncologia Clínica, não pode perder a Gincana Virtual de Oncologia da SBOC, uma competição on-line entre residentes de todo o Brasil. A gincana tem como objetivo disseminar conhecimento médico em Oncologia, integrando a comunidade de preceptores e residentes de todo o Brasil.

A cada 15 dias, um caso será inserido no sistema. Ao longo da semana, os participantes deverão responder de uma a cinco perguntas sobre ele. A pontuação vai considerar o tempo para a resposta e a alternativa correta.

Prêmios

Os primeiros quatro colocados serão premiados.

Vencedor – Uma semana de preceptorship em instituição internacional de referência, a ser definida pela SBOC.
Segundo colocado – Pacote para a ASCO 2017, incluindo passagem, estadia e inscrição.
Terceiro colocado – Anuidade da SBOC para 2017 e inscrição gratuita para o Congresso da SBOC.
Quarto colocado – Anuidade SBOC para 2017.

Os dez primeiros ainda terão a sua posição publicada no site.

Inscrições e informações

As inscrições vão até o dia 30 de junho e a gincana se inicia no dia 4 de julho. Participe!

Veja o regulamento completo e mais informações no site da Gincana Virtual.

 

O número de casos de câncer tem aumentado nos últimos anos e um dos principais fatores de risco é o envelhecimento da população, segundo os médicos Gustavo Fernandes, presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), e Ademar Lopes, vice-presidente do AC Camargo Cancer Center, de São Paulo. Os dois foram os convidados do USP Talks, evento promovido pela Universidade de São Paulo (USP) e pelo jornal O Estado de S. Paulo para debater "os mitos e as realidades" sobre a cura do câncer. O encontro aconteceu nesta quarta (29) no Teatro Eva Herz, na Livraria Cultura, em São Paulo.

Apesar do aumento do número de casos, os médicos salientaram a evolução dos tratamentos, que tem possibilitado a cura da doença. “Hoje, temos tratamentos curativos para 70% dos casos de câncer. Esse tratamento é feito com cirurgia, radioterapia, quimioterapia, drogas-alvo e, mais recentemente, imunoterapia”, explicou Dr. Fernandes.

Fosfoetanolamina

No auditório lotado, com cerca de 170 pessoas e transmissão ao vivo pela internet, os médicos também trataram de assuntos que têm sido tema de discussão nos últimos tempos, como a fosfoetanolamina, substância que teve seu uso autorizado por lei sancionada em abril deste ano.

"Quando se diz que alguém melhorou utilizando a substância, isso não é ciência. É preciso aprofundar as pesquisas”, resumiu o presidente da SBOC. “Pessoalmente, não tenho nada contra a fosfoetanolamina, mas ela não passou por estudos clínicos. Não sabemos sua toxicidade e a metodologia utilizada para verificar seu resultado precisa ser mais clara”, disse Dr. Lopes.

Imunoterapia

O presidente da SBOC também falou sobre o uso da imunoterapia, algo que está no espectro da medicina há mais de um século, mas que só começou a apresentar resultados mais promissores para a oncologia recentemente. “A imunoterapia ficou adormecida por 100 anos", disse ele, referindo-se ao período em que teve seus mecanismos e possível aplicabilidade estudados.

Só nos últimos cinco anos é que, por meio dela, tem sido possível conseguir melhores resultados ao inibir os sinais exibidos pelas células tumorais que impediam que elas fossem reconhecidas como câncer pelo sistema imunológico e atacadas por ele. "Mas isso não acontece com todos os tumores", ressaltou Dr. Fernandes. Isso se dá principalmente com os tipos tumorais que acumulam um maior número de mutações. Segundo ele, o tratamento do câncer de pulmão é um dos que vem apresentando mais recentemente avanços com a utilização de imunoterapia.

No Brasil, a estimativa é de que 600 mil casos de câncer sejam registrados este ano. Apenas 10% deles são hereditários. Com o aumento da expectativa de vida – no caso do brasileiro, ela passou de 43 anos em 1950 para 75 nos dias atuais –, há mais exposição a agentes físicos, químicos e biológicos que podem levar ao surgimento de um tumor. Além disso, com o envelhecimento, outros mecanismos intrínsecos do organismo para detectar células potencialmente tumorais também começam a falhar. “Não podemos impedir totalmente o desenvolvimento do câncer, mas é possível prevenir alguns e retardar outros”, afirmou Dr. Lopes. “É possível se prevenir contra o papiloma vírus humano (HPV), que causa câncer de colo de útero nas mulheres”, exemplificou.

Perspectivas

Além da apresentação dos dois médicos, o evento do USP Talks contou com debates da plateia. Dr. Fernandes comentou que a questão da cura do câncer é múltipla e complexa. “Um dos erros é que denominamos câncer diferentes tipos de tumores que surgem no organismo e desconsideramos ainda como a doença se comporta em cada pessoa. Não é tão simples, não existe uma chave que é só ir lá desligar", disse.

Ao ser indagado sobre o papel da indústria farmacêutica na busca da cura do câncer, Dr. Fernandes disse que não é possível apenas criticar seu desempenho. “Não acredito que a indústria farmacêutica tem a cura do câncer e está guardando isso por algum motivo econômico. Ainda que a indústria farmacêutica faça lobby, precisamos acompanhá-la porque ela é quem vem oferecendo novas drogas. No Brasil, o governo não paga o desenvolvimento de novas drogas”, analisou.

Vídeos

Assista na íntegra os vídeos do evento.

Apresentação do Dr. Gustavo Fernandes, presidente da SBOC, no USP Talks

 

Apresentação do Dr. Ademar Lopes durante o USP Talks

 

Dr. Gustavo Fernandes e Dr. Ademar Lopes respondem a perguntas da plateia no USP Talks

A partir de 4 de julho, médicos residentes de Oncologia Clínica de todo o país vão se enfrentar na Gincana Virtual de Oncologia da SBOC, competição on-line que vai testar os conhecimentos dos participantes na área. Serão 224 competidores, de 71 instituições em 16 estados.

Um dos organizadores do evento, Dr. João Nunes, vice-presidente para ensino da SBOC, explica que a ideia de promover uma gincana on-line foi inspirada em uma competição realizada, em 2015, entre escolas de medicina da Bahia, idealizada pela Dra. Clarissa Mathias, secretária geral da SBOC. Ele ressalta a importância da iniciativa. “A gincana servirá como catalisador do interesse dos residentes em estudar Oncologia, e a competição entre jovens médicos é um potente estimulante para isso. Junta-se o gosto pelo estudo ao desafio proporcionado pela competição”, avalia.

Na Gincana Virtual de Oncologia da SBOC, a cada 15 dias um caso clínico será inserido no sistema on-line. Ao longo da semana, os competidores deverão responder de uma a cinco perguntas sobre ele. A pontuação vai levar em consideração o tempo para a resposta e a alternativa correta. “Serão exigidos conhecimentos gerais de Oncologia, como diagnóstico, estadiamento e história natural da doença, mas também epidemiologia, biologia molecular e domínio sobre o tratamento dos principais tumores”, explica Dr. Nunes.

Qualidade técnica

O fato de a competição ser organizada pela SBOC garante a qualidade e idoneidade da disputa. O nível de complexidade de todos os casos clínicos e questões enviados aos candidatos será padronizado e todos os passos da competição serão registrados on-line, de modo a garantir a transparência ao longo do processo.

“A SBOC tem como missão disseminar o melhor conhecimento da Oncologia e esta competição é parte dessa missão”, resume o Dr. Nunes. Além dele e da Dra. Clarissa Mathias, a Dra. Clarissa Baldotto, membro da Comissão de Ética da SBOC, também integra a Comissão Científica da gincana.

Prêmios

Ao final da disputa, o vencedor receberá uma semana de preceptorship em uma instituição internacional de referência, a ser definida pela SBOC. Há ainda outros prêmios em disputa. O segundo colocado será presenteado com um pacote para ASCO 2017, incluindo passagem, estadia e inscrição.

Quem atingir a terceira posição ganhará a anuidade da SBOC para 2017, além de inscrição gratuita para o Congresso da SBOC. Por fim, o competidor com a quarta melhor colocação receberá a anuidade da SBOC para 2017. Os dez primeiros colocados terão sua posição divulgada no site da gincana.

Para mais informações e para assistir aos vídeos explicativos dos casos clínicos da gincana, acesse o site do evento.

 

Já está no ar o vídeo explicativo do Caso Clínico 1 da Gincana Virtual de Oncologia da SBOC. Elaborado pelo oncologista clínico João Soares Nunes, vice-presidente para Ensino da SBOC e um dos organizadores do evento, o Caso Clínico 1 teve 5 perguntas, a primeira delas publicada no lançamento da Gincana, no dia 4 de julho.

A Gincana Virtual de Oncologia da SBOC vai testar os conhecimentos de 224 médicos residentes de Oncologia Clínica de 71 instituições, em 16 estados. A cada 15 dias, um novo caso será inserido no sistema on-line. O próximo será divulgado no dia 18 de julho a partir das 22h. Ao longo da semana, os competidores responderão de uma a cinco perguntas sobre ele. A pontuação considera o tempo para a resposta e a alternativa correta. Ao final da disputa, o vencedor receberá uma semana de preceptorship em uma instituição internacional de referência, a ser definida pela SBOC. Há ainda premiação para os outros três primeiros colocados.

Confira o vídeo no site do evento.

A análise das estimativas do INCA permite prever que 2008 mulheres serão diagnosticadas com câncer de mama metastático HER2-positivo em 2016. Neste contingente estão incluídas as pacientes diagnosticadas inicialmente já com a doença metastática e os casos de recorrência de doenças previamente diagnosticadas. Com base nos dados dos principais estudos clínicos para esse perfil de pacientes, pode-se estimar que, se essas mulheres forem tratadas apenas com quimioterapia (tratamento oferecido pelo SUS), somente 808 estarão vivas após dois anos. Entretanto, a combinação de quimioterapia e trastuzumab, elevaria esse número para 1408 mulheres. Já com a associação de quimioterapia, trastuzumab e pertuzumab, 1576 pacientes sobreviveriam. Os dados são do artigo Estimation of Premature Deaths From Lack of Access to Anti-HER2 Therapy for Advanced Breast Cancer in the Brazilian Public Health System, publicado este mês no Journal of Global Oncology.

O artigo foi escrito por oito médicos: os oncologistas membros da SBOC, doutores Márcio Debiasi, Tomás Reinert, Rafael Kaliks, Gilberto Amorim (da Comissão de Ética da SBOC), Carlos Sampaio, Gustavo Fernandes (presidente da SBOC) e Carlos Barrios, e a mastologista Dra. Maira Caleffi. O texto destaca: “15 anos após a aprovação mundial do trastuzumab para câncer de mama metastático e um ano após sua inclusão na lista de medicamentos essenciais da OMS, o sistema de saúde pública brasileiro ainda não fornece esse tratamento a sua população”. E, em seguida, reforça: “A introdução de trastuzumab e pertuzumab (no sistema público) aumentaria significativamente o tempo de vida de mulheres com câncer de mama metastático HER2-positivo no Brasil, evitando 768 mortes prematuras nos próximos dois anos.

Leia aqui o artigo na íntegra.

O vídeo explicativo do Caso Clínico 2 da Gincana Virtual de Oncologia da SBOC já está disponível. Foram cinco perguntas que os 224 médicos residentes de Oncologia Clínica de 71 instituições de vários estados do país tiveram de responder ao longo da semana passada. O Caso Clínico 2 foi elaborado pelo oncologista clínico João Soares Nunes, vice-presidente para Ensino da SBOC e um dos organizadores do evento. Na página da Gincana, é possível acompanhar o ranking da disputa.

A Gincana Virtual de Oncologia da SBOC vai propor um novo caso a cada 15 dias. O próximo estará no ar no dia 1° de agosto, a partir das 22h. Como nos dois primeiros, os competidores responderão de uma a cinco perguntas sobre ele durante a semana.

A pontuação considera o tempo para a resposta e a alternativa correta. O vencedor passará uma semana de preceptorship em uma instituição internacional de referência, a ser definida pela SBOC. Os outros três primeiros colocados também serão premiados.

Clique aqui para conferir o vídeo.

Pela primeira vez, um brasileiro é eleito pesquisador-destaque pela Conquer Cancer Foundation, fundação da American Society of Clinical Oncology (ASCO). Membro da SBOC, o oncologista Luiz Henrique de Lima Araujo foi reconhecido pelo seu estudo sobre a genotipagem do câncer de pulmão em pacientes brasileiros.

A relação do oncologista de 37 anos com a ASCO começou há seis anos, quando ele ganhou o International Development and Educational Award (IDEA). O prêmio foi uma bolsa para participar do Congresso da ASCO e uma semana de mentoria num centro de referência em câncer nos Estados Unidos. “Passei esse período em Vanderbilt com o Dr. David Carbone, meu mentor até hoje”, diz o Dr. Araujo. Em 2012, o médico tornou-se o primeiro brasileiro a ser selecionado pelo Long-Term International Fellowship (LIFe), que deu a ele a oportunidade de ficar três anos nos Estados Unidos, também sob mentoria do Dr. David Carbone. "As terapias-alvo estavam em ascensão nos Estados Unidos. Meu projeto, que rendeu a bolsa, foi fazer o perfil das mutações dos brasileiros com câncer de pulmão, pesquisa que desenvolvo até agora e que rendeu mais esse reconhecimento da ASCO”, conta.

Tratamento personalizado

O projeto, denominado Perfil Molecular do Adenocarcinoma de Pulmão no Brasil, incluirá 516 pacientes brasileiros até o final do próximo ano. Até agora, já ultrapassou 200, oriundos de instituições de todas as regiões do país. “Os resultados preliminares ainda não foram publicados, mas supomos que o perfil das mutações no Brasil é diferente das que ocorrem nos Estados Unidos e na Europa por causa da nossa miscigenação”, conta o oncologista. “As terapias-alvo são caras. Ao mapear a frequência das mutações no país, poderemos selecionar quais pacientes se beneficiariam de cada medicamento, chegando a um tratamento mais efetivo”, diz.

Dr. Araujo atua como oncologista e pesquisador no INCA e nas Clínicas Oncológicas Integradas (Grupo COI), no Rio de Janeiro. “Tenho como objetivo estimular projetos de pesquisa e ajudar a melhorar a formação acadêmica dos colegas, contribuindo para o avanço da Oncologia no país”, afirma.