Oportunidades para Oncologistas

Fabiana Rocha

Fabiana Rocha

A Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica - SBOC segue preocupada com a divulgação de mensagens sobre o câncer por profissional autodeclarado "especialista em modulação hormonal".

A afirmação de não existência de células malignas, a atribuição do surgimento do câncer à carência de hormônio e a divulgação da cura da doença por meio do uso de reposição de testosterona são um absurdo científico e não encontram amparo em qualquer publicação médica respeitável. Mais que isso, são um desrespeito aos doentes que, na natural busca por tratamentos para seus males, veem-se sensibilizados a aceitar informações de indivíduos que oferecem promessas de cura.

A SBOC se vê na obrigação de esclarecer que a reposição de testosterora não tem ação significativa contra tumores, pode ter efeito deletério sobre o paciente em tratamento oncológico e, em alguns casos, tem mesmo a capacidade de acelerar a progressão do câncer e de aumentar o risco de morte.

A SBOC apoia o alerta emitido pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia - SBEM, em 4 de janeiro de 2019, sobre o não reconhecimento de especialista em modulação hormonal. O posicionamento da SBEM vem ao encontro da Resolução do Conselho Federal de Medicina nº 1999/2012, que estipula que a reposição de deficiências de hormônios e de outros elementos essenciais se fará somente em caso de deficiência específica comprovada e com benefícios cientificamente comprovados.

Em face ao potencial dano da divulgação de supostos benefícios antitumorais da assim chamada modulação hormonal sobre pacientes com câncer, a SBOC acompanhará com atenção o desenrolar das denúncias já feitas junto aos órgãos criminais e de defesa profissional, com a expectativa de que tais afirmações sejam retiradas de circulação.

Dr. Sergio D. Simon
Presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica - SBOC

Em 22 de janeiro aconteceu, no Rio de Janeiro, o Workshop da Agência Nacional de Saúde Suplementar - ANS. O objetivo principal do evento foi detalhar e esclarecer a Resolução Normativa nº 439, publicada em dezembro de 2018, que estabelece fluxos para a revisão periódica da lista de coberturas dos planos de saúde.

Uma das principais novidades trazidas pela medida é a ampliação da participação social no pleito por incorporações. Isso será feito por meio de um formulário eletrônico, que passa a ser o canal exclusivo para apresentação de propostas e contribuições. A ferramenta será disponibilizada no portal da ANS sempre no início dos ciclos de atualização, por um período pré-determinado. Até então, as demandas de alteração do Rol eram encaminhadas apenas pelos membros do Comitê Permanente de Regulação da Atenção à Saúde - Cosaúde.

A Resolução Normativa estabelece revisões periódicas do Rol a cada dois anos. Com isso, após o período de disponibilização do formulário, só poderão ser solicitadas novas submissões para o biênio seguinte. Por exemplo, para a próxima atualização do Rol, prevista para 2021, o período de submissão de novas incorporações ou de qualquer solicitação será de 04 de fevereiro a 04 de maio de 2019. Depois disso, o formulário estará disponível novamente em 2021 para a revisão que entrará em vigor em 2023.

Estiveram presentes no evento, representando a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica - SBOC, a Dra. Cinthya Sternberg, Diretora Executiva, e o Dr. Tiago Matos, Gerente Jurídico. Ambos entendem que o novo processo pode tornar mais difícil solicitar novas submissões. "Esse fluxo é pouco flexível. Dessa forma não estão sendo priorizados os interesses da sociedade", diz Dra. Cinthya. Ela conta que em grupos de trabalhos anteriores, tanto a SBOC quanto outras instituições propuseram outras medidas que tornavam o processo menos "engessado". "Apresentamos uma proposta para que o processo de submissão fosse contínuo, como o da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologia no SUS - CONITEC, por exemplo, no qual é possível submeter novas solicitações em qualquer período, com um prazo específico para avaliação. Mas não foi aceita", completa.

Com as etapas e fluxos estabelecidos na Resolução Normativa nº 439, não poderão mais ser apresentadas propostas ou solicitações de novas incorporações em consulta pública da ANS. Por isso, as comissões e sociedades representativas do setor, os órgãos de defesa do consumidor e a sociedade como um todo devem estar atentos ao prazo de envio do formulário. Para situações excepcionais em casos relevantes de saúde pública, a resolução prevê a possibilidade de incorporações extraordinárias. Para o Dr. Tiago, o grande intervalo de tempo para o pedido de submissões dentro do fluxo vai acabar aumentando as necessidades de avaliações extraordinárias, principalmente para casos relacionados a câncer, já que a doença é considerada pelo próprio Ministério da Saúde, além da OMS, um grave problema de saúde pública. “Tecnologias em saúde que se mostrem eficazes para a redução da taxa de morbimortalidade por câncer ganham, assim, status de relevância em saúde pública e, consequentemente, deverão ser objeto de análise pela ANS para incorporações extraordinárias ao rol. É atribuição - até mesmo legal - das sociedades médicas de especialidade cobrar da ANS esse tipo de análise. Por isso, estaremos atentos para fazer valer essa prerrogativa."

O cronograma do ciclo para a próxima atualização do Rol já está disponível no site da ANS: http://www.ans.gov.br/

Tumores Neuroendócrinos (TNE) são um grupo de tumores relativamente raros, mas complexos e heterogêneos, cuja incidência e prevalência vêm aumentando nas últimas décadas. A fim de incentivar o interesse e a formação de oncologistas nessa área, a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica – SBOC promove o Programa de Especialização em Tumores Neuroendócrinos para jovens oncologistas, em colaboração com o A.C.Camargo Cancer Center, centro de diagnóstico, tratamento, ensino e pesquisa, localizado em São Paulo.

O candidato selecionado para participar do programa, que tem duração de 12 meses e carga horária de 20 horas semanais, terá treinamento em manejo de pacientes, acompanhando os atendimentos no ambulatório do A.C.Camargo Cancer Center, sob supervisão da Dra. Rachel Riechelmann, Diretora do Departamento de Oncologia Clínica da instituição. Haverá também tempo reservado para pesquisa e produção científica na área.

A partir de hoje, 24 de janeiro, as inscrições para esse programa estão abertas. Os interessados devem se inscrever por meio do site até o dia 22 de fevereiro.

Para mais infomações, acesse: https://sboc.org.br/programas-para-jovens-oncologistas/item/1131-programa-de-especializacao-em-tumores-neuroendocrinos-2018

 

A ANVISA anunciou na semana passada a aprovação de uma nova opção de tratamento para câncer de pulmão de não pequenas células avançado com rearranjo de ALK (ALK+). O estudo que embasou a aprovação demonstrou que o uso de Alectinibe reduziu em mais da metade o risco de progressão da doença, em comparação com o tratamento padrão atual, aumentando a sobrevida livre de progressão mediana de um ano para mais de dois anos. Mostrou, ainda, redução de mais de 80% no risco de desenvolvimento de metástase cerebral.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer, cerca de 85% dos pacientes diagnosticados com câncer de pulmão no país são do tipo não pequenas células. Destes, 5% possuem rearranjos de ALK.

Para a Dra. Clarissa Baldotto, Oncologista e Diretora da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica - SBOC, a nova opção de tratamento é mais um avanço em benefício dos pacientes com câncer de pulmão, mas ainda temos grandes desafios. "O câncer de pulmão apresenta taxas de incidência e de mortalidade muito altas. Além da redução do tabagismo, muitos avanços no tratamento aconteceram nos últimos anos. Mas o acesso aos novos medicamentos e exames ainda é restrito no Brasil."

O medicamento Alectinibe, registrado no Brasil com o nome comercial Alecensa®, é desenvolvido pela Roche.

 

Reportagem do SBT Brasil veiculada em 14/01 reforça que, por reivindicação da SBOC junto ao Ministério da Saúde, os pacientes do SUS diagnosticados com câncer de rim ganharam novas alternativas na luta contra a doença.

O Ministério da Saúde oficializou a decisão de incorporar os medicamentos pazopanibe e sunitinibe ao SUS para o tratamento de pacientes com carcinoma renal de células claras metastático (CCRm). A medida, oficializada no final de dezembro, tem prazo de 180 dias para começar a vigorar. Portanto, os medicamentos devem estar disponíveis para a rede pública a partir de julho.

Em entrevista ao SBT Brasil, Dr. Sergio Simon, presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica - SBOC, ratificou a importância dessa incorporação, já que o câncer de rim costuma ser agressivo e que tratamentos como quimioterapia não costumam ser eficazes. "Frequentemente esse tumor é diagnosticado em fase avançada e a cirurgia às vezes sequer é possível. Então, os pacientes dependem do tratamento medicamentoso."

A droga sunitinibe foi aprovada pela Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] em 2006 e a pazopanibe em 2011, mas ambas estavam disponíveis apenas para pacientes de convênios ou particulares. A incorporação ao SUS representa um grande avanço na sobrevida e na qualidade de vida dos pacientes com metástase.

Assista à reportagem: http://bit.ly/2TVr6Zn

 

O Instituto de Oncologia e Radioterapia São Pellegrino, em Porto Velho – Rondônia, seleciona Oncologistas Clínicos para atuarem em seu corpo clínico para atendimento a pacientes do SUS, de convênios e particulares. Interessados devem entrar em contato com Sr. Mario dos Santos - cel.: (21) 96966-5571, ou com Dr. Carlos Manoel – cel.: (21) 98225-8238.

O Programa de Capacitação em Pesquisa Clínica da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) dá oportunidade para dois residentes e quatro jovens oncologistas visitarem, por três dias, em períodos alternados, o Centro de Pesquisa Clínica em Oncologia do Hospital de Caridade de Ijuí (RS) – ONCOSITE.

O objetivo é que conheçam, in loco, uma instituição que superou as adversidades e se tornou referência nacional em pesquisa clínica, atualmente responsável pelo maior número de estudos em andamento no país. O Programa tem como proposta estimular jovens oncologistas e residentes sobre as possibilidades e viabilidade de estruturar um serviço de Oncologia voltado à pesquisa clínica no Brasil e terá a coordenação do Dr. Fábio Franke, vice-presidente SBOC para Pesquisa Clínica e Estudos Corporativos e fundador do ONCOSITE.


Inscrições Residentes: Encerradas em 26/04/2019

Inscrições Jovens Oncologistas: Encerradas em 28/06/2019

São duas vagas para residentes em Oncologia Clínica:
- Um das regiões Norte/Nordeste/Centro-Oeste;
- Um das regiões Sul/Sudeste.

E quatro vagas para jovens oncologistas, de até 40 anos de idade, com residência em Oncologia Clínica concluída:
- Um da região Centro-Oeste;
- Um da região Norte;
- Um da região Nordeste;
- Um das regiões Sul/ Sudeste.


Datas de realização do Programa em Ijuí
 

Residentes: 17 a 19/06/2019
Jovens Oncologistas: 
- Dois jovens oncologistas (Norte e Sul/Sudeste): 26 a 28/08/2019
- Dois jovens oncologistas (Nordeste e Centro-Oeste) 04 a 06/11/2019

Acesse aqui o Edital 

 

Residentes selecionados 2019

Regiões Sul/ Sudeste: Angelo Borsarelli Carvalho de Brito
Instituição: A.C.Camargo Cancer Center - São Paulo/ SP

Regiões Norte/ Nordeste/ Centro-Oeste: Aline Barros Pinheiro
Instituição: Santa Casa da Bahia - Hospital Santa Izabel - Salvador/ BA

Clique aqui para ler os depoimentos dos selecionados.


Jovens oncologistas selecionados 2019

Região Centro-Oeste: Renata Reis Figueiredo - Brasília/ DF

Regiões Norte: Gabriel Clemente de Brito Pereira - Macapá/ AP

Região Nordeste: Leila Coutinho Taguchi - Recife/ PE

Regiões Sul/ Sudeste: Vitor Fiorin de Vasconcellos - Vilha Velha/ ES

 

 

Confira abaixo os selecionados na edição de 2018

2 vagas para residentes em Oncologia Clínica
1 das regiões Norte/Nordeste/Centro-Oeste
1 das regiões Sul/Sudeste

Selecionados:
Hyrlana Leal Barbosa Passos, do Hospital Português, em Salvador (BA)
Marcos Dumont Bonfim Santos, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)

4 vagas para jovens oncologistas
1 da região Centro-Oeste
1 da região Norte
1 da região Nordeste
1 das regiões Sul/Sudeste

Selecionados:
Antonio Carlos Cavalcante Godoy (MS)
Claudio Henrique Lima Rocha (PI)
Gilmara Anne da Silva Resende (AM)
Patrícia Bottamendi Ratto (SP)