Oportunidades para Oncologistas

Fabiana Rocha

Fabiana Rocha

Cumprindo os termos do Estatuto e do Regimento Interno, a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) publicou hoje, 10 de julho de 2019, o edital do processo eleitoral para a composição da diretoria, comissão de ética e conselho fiscal - gestão 2019/2021.

As chapas interessadas em concorrer ao pleito têm entre os dias 15 de julho e 9 de agosto para realizar sua inscrição.

A votação acontecerá no período de 12 a 23 de setembro. Poderão votar os associados que estiverem quites com as anuidades, inclusive com a de 2019. De acordo com as determinações estabelecidas no edital, o prazo limite para quitar a anuidade e regularizar a situação para participar das eleições é 9 de agosto.

A divulgação dos resultados da eleição está prevista para 25 de setembro e a cerimônia de posse da nova diretoria será realizada em 26 de outubro, no XXI Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica.

A SBOC enviou aos seus associados e disponibilizou em seu portal um manual eletrônico com todas as etapas do processo eleitoral. Acesse aqui.

Para mais informações, acesse: https://sboc.org.br/sboc/eleicoes.

 

Em 26 de junho, a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) esteve presente em reunião promovida pelo Centro de Estudos Estratégicos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), com representantes das principais sociedades médicas oncológicas do país para discutir o futuro das tecnologias de diagnóstico e tratamento do câncer. A iniciativa, que faz parte de uma série de estudos desenvolvidos pela Fiocruz sobre o futuro do sistema de saúde brasileiro, visa construir cenários e gerar informação qualificada sobre tecnologias que poderão ser relevantes para a atenção ao câncer nos próximos 30 anos, além de orientar políticas públicas, pesquisas e ações de melhoria.

Durante a reunião, foi apresentado um projeto já concluído, no qual os pesquisadores da Fiocruz fizeram a revisão de 207 editoriais de revistas indexadas da área de oncologia e selecionaram nove tecnologias apontadas como tendências. A partir desses dados, criaram um questionário abordando expectativas em relação às tecnologias e enviaram para aproximadamente 81 mil especialistas de todo o mundo. Obtiveram 1.348 respostas qualificadas. A ideia é melhorar o questionário e aplicá-lo aos profissionais brasileiros de assistência e pesquisa. O objetivo é entender de que maneira os profissionais que estão na linha de frente, atendendo os pacientes tanto do Sistema Único de Saúde (SUS) quanto do setor privado, veem as tecnologias para o diagnóstico e tratamento do câncer e quais são, atualmente, as principais barreiras do acesso dos pacientes aos recursos disponíveis.

Para a continuidade desse trabalho, será formalizado um Acordo de Cooperação entre a Fiocruz e as sociedades médicas oncológicas. Além da SBOC, participaram da reunião e farão parte do Acordo de Cooperação as Sociedades Brasileiras de Cancerologia (SBC), de Cirurgia Oncológica (SBCO), de Radioterapia (SBRT), de Oncologia Pediátrica (SOBOPE), de Transplante de Medula Óssea (SBTMO), a Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH) e a Academia Nacional de Cuidados Paliativos (ANCP).

O presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), Dr. Sergio D. Simon, e o vice-presidente da SBOC para Ensino da Oncologia, Dr. Rodrigo Munhoz, explicam sobre a importância do Título de Especialista em Oncologia Clínica (TEOC) e como vai funcionar o Exame para obtenção do Título. As inscrições para o Exame estão abertas até 18 de julho. As provas acontecem em 22 e 23 de outubro, no Rio de Janeiro.

Confira aqui o vídeo.

Para mais informações sobre o Exame para obtenção do TEOC, clique aqui.

Com o objetivo de reunir as principais novidades e atualizações apresentadas no ASCO Annual Meeting 2019 e fortalecer a comunicação entre a sociedade científica, aconteceu, em 28 e 29 de junho, o Pós-ASCO SBOC-RJ, realizado pela regional da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) do Rio de Janeiro, no Hotel Hilton Copacabana.

A abertura do evento foi realizada pela Dra. Cinthya Sternberg, diretora executiva da SBOC Nacional. “A ASCO é o congresso anual mais importante do mundo na área da oncologia, no qual temos acesso a estudos que mudam a prática clínica no dia a dia. Por isso, o pós-ASCO é tão relevante, pois traz a contextualização do que foi apresentado em Chicago para a realidade brasileira, além de ser uma oportunidade para quem não pôde estar presente no congresso”, afirmou a diretora.

O evento contou com a participação de grandes nomes da oncologia, entre eles o Dr. Gustavo Fernandes, vice-presidente da SBOC para Relações Nacionais e Internacionais, que apresentou a Palestra Magna com o tema “Oncologia ontem, hoje e amanhã”; o Dr. Roberto de Almeida Gil, vice-presidente de Assistência Médica e Defesa Profissional, que ministrou o simpósio satélite sobre atualização no tratamento colorretal metastático e foi moderador dos debates sobre tumores do trato gastrointestinal; Dra. Clarissa Baldotto e Dra. Andréia Melo, diretoras da SBOC. A primeira ministrou palestra sobre terapia-alvo para câncer de pulmão e a segunda moderou as discussões sobre tumores ginecológicos.

Aproximadamente 120 profissionais estiveram presentres no Pós-ASCO SBOC-RJ

As Sociedades Brasileiras de Oncologia Clínica (SBOC), Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML), Patologia (SBP) e o Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR) promovem, em conjunto, o Encontro de Sociedades Médicas – Câncer: Diagnóstico e Conduta, que será realizado nos dias 2 e 3 de agosto, no Hotel Intercontinental, em São Paulo.

O encontro terá conteúdo de atualização científica a respeito do diagnóstico do câncer e do tratamento do paciente em suas interfaces multidisciplinares. Além dos médicos especialistas, são convidados para o Encontro de Sociedades Médicas todos os profissionais de saúde envolvidos no diagnóstico e no tratamento do câncer.

A programação conta com mesas redondas, debates e conferências sobre tumores de pulmão, do trato gastrointestinal, de mama, reto, do trato gênito urinário, câncer ginecológico e melanoma, abordando questões como a identificação de fatores preditivos de resposta a terapia-alvo e imunoterapia, recursos laboratoriais para o diagnóstico e monitoramento, classificação molecular e testes multigênicos, entre outras.

As inscrições podem ser feitas até o dia 1º de agosto. Os valores são R$ 300,00 para associados adimplentes das Sociedades que promovem a atividade e R$ 400,00 para os demais. Residentes têm valores reduzidos.

Para acessar a programação completa e se inscrever, acesse site www.sbpc.org.br.

As inscrições para a quarta edição do prêmio anual Astellas Oncologia C3 Prize® (Changing Cancer Care) estão abertas até o dia 15 de julho. É a primeira vez que o prêmio receberá inscrições do Brasil. A Astellas convida inovadores em cuidados em saúde a apresentar ideias que possam ajudar a melhorar a vida das pessoas afetadas pelo câncer. As ideias podem ser na forma de ferramentas de suporte, esforços educacionais, soluções de tecnologia e muito mais. O prêmio está aberto a qualquer ideia que possa ter impacto, especialmente se for simples. A proposta deve se concentrar em uma das três categorias de submissão:

- Jornada do Tratamento Oncológico: ideias que ajudam a diminuir o peso do dia a dia para os pacientes e cuidadores. As ideias podem melhorar a comunicação, coordenar o transporte, reduzir a sobrecarga da tomada de decisão, melhorar a capacidade emocional e mental dos pacientes e sua perspectiva física, e/ou abordar outro aspecto da jornada de cuidado.

- Disparidades na Saúde do Câncer: ideias para remover, reduzir e aliviar a carga desigual do tratamento do câncer, que afeta desproporcionalmente certas populações, incluindo disparidades nas complicações, sobrevivência, triagem e detecção, incidência geral e outras condições que os pacientes e cuidadores em determinadas populações enfrentam.

- Sobrevivência ao Câncer: ideias para ajudar os sobreviventes do câncer e seus familiares a ter uma vida melhor após o tratamento do câncer, mesmo que as pessoas vivam mais com o câncer ou vivam mais livres dele, ainda assim serão profundamente afetadas física e emocionalmente.

As inscrições serão avaliadas com base na viabilidade, originalidade, criatividade e impacto potencial das ideias enviadas, além da visão do participante sobre como alcançar pessoas que podem se beneficiar da ideia.

Para consultar os termos e condições para participação ou para se inscrever, acesse www.C3Prize.com.

Próximo ao fim de mais um mandato, a diretoria da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) definiu o calendário eleitoral deste ano e nomeou os integrantes da Comissão responsável por coordenar, junto à equipe administrativa, a divulgação e a realização de todas as etapas do processo eleitoral nos termos do Estatuto e do Regimento Interno da entidade.

O início do processo eleitoral está programado para a segunda semana de julho, quando será publicado o edital de convocação. As inscrições das chapas interessadas em concorrer estarão abertas a partir da semana seguinte.

A votação e apuração estão previstas para setembro e a posse dos eleitos acontecerá durante II Semana Brasileira da Oncologia, no Rio de Janeiro. Para votar, os associados devem estar quites com as anuidades, inclusive com a de 2019, sendo que o prazo para regularização é dia 9 de agosto.

Confira abaixo os integrantes da Comissão Eleitoral e o cronograma completo das Eleições SBOC - Gestão 2019/2021.

Membros da Comissão Eleitoral
Juvenal Antunes de Oliveira Filho (Presidente)
Evanius Garcia Wiermann (1º Secretário)
William Nassib William Junior (2º Secretário)

 

CRONOGRAMA V3

Está no site da IV Gincana Nacional da Oncologia para Residentes o vídeo do sétimo caso da Gincana deste ano, sobre câncer de pulmão, com a Dra. Ana Gelatti. A Oncologista Clínica é membro da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC); Mestre em Medicina e Ciências da Saúde pela PUC/RS; investigadora do Centro de Pesquisa em Oncologia do Hospital São Lucas - PUC/RS; e vice-presidente do Grupo Brasileiro de Oncologia Torácica. Ela comenta, no vídeo, as características do caso apresentado e as respostas das cinco questões publicadas.

Clique aqui para ver o vídeo.

Acesse aqui mais informações sobre a Gincana.

No mês de junho comemora-se o Dia Mundial de Combate ao Câncer de Rim e trazemos aqui alguns avanços importantes no tratamento da doença.

Em 2005, o tratamento desse tipo de câncer foi elevado a outro patamar em vários países do mundo, com terapias-alvo como o sunitinibe, aprovado há 12 anos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para utilização no Brasil. Em 2018, a Anvisa aprovou o cabozantinibe que, considerado para segunda linha de tratamento, mostrou ser mais potente do que outras opções similares frente ao câncer de rim metastático. Para se ter uma ideia, na pesquisa que embasou sua aprovação, ele apresentou uma queda de 52% no risco de progressão da doença em pacientes avançados que não haviam sido tratados antes, quando comparado ao sunitinibe.

E, mais recentemente, a combinação de imunoterapias também tem representado uma nova opção no tratamento efetivo do câncer de rim. No ano passado, por exemplo, foi aprovada, pelo FDA e pela Anvisa, a combinação de dois medicamentos imunoterápicos que levou a uma taxa de resposta superior a 40% para pacientes com carcinomas de células claras, o tipo mais comum de câncer renal- um resultado sem precedente na história do combate à doença. A utilização de nivolumabe associado a ipilimumabe propiciou taxas de resposta que saltaram de 27% com uso isolado de sunitinibe para 40% com essa combinação.
O avanço é tão significativo que o Prêmio Nobel de Medicina de 2018 foi para os cientistas James Allison, do MD Anderson, dos Estados Unidos e Tasuku Honjo, da Universidade de Kyoto, no Japão, pela descoberta quanto ao papel das moléculas CTLA-4 e PD-1 no sistema imunológico, justamente as protagonistas da combinação de imunoterapias para câncer de rim.


Mas e o acesso?

Apesar desses avanços, uma questão importantíssima para o tratamento, não só desse tipo de câncer mas como de muitos outros, é o acesso.

De acordo com o Dr. Volney Soares Lima, Diretor da Sociadade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), o Brasil tem uma estimativa de mais de 6 mil novos casos de câncer de rim por ano e, apesar de não ser um dos tumores mais prevalentes em nosso país, 40% da população tem diagnóstico em fase tardia da doença, e o único tratamento que havia disponível é ineficaz e já não é utilizado há mais de uma década em vários países. “O interferon-alfa, até pouco tempo atrás o único tratamento disponível para nossa população, não estava associado à melhora na sobrevida global e tampouco demonstrou evidências significativas de ganho de qualidade de vida e/ou alívio de sintomas, além de elevada toxicidade, posologia complexa, e taxas de resposta objetiva menores que 20%. O sunitinibe aumentou o tempo de sobrevida livre de progressão em comparação com esse medicamento, mas ainda não está disponível para todos”, afirma o especialista.

No Brasil, o sunitinibe passou a ser coberto pelos planos de saúde há aproximadamente quatro anos, ou seja, oito anos depois da aprovação de Anvisa. E foi aprovado para incorporação ao Sistema Único de Saúde (SUS) somente no fim do ano passado, por meio do pedido realizado pela SBOC. Já o cabozantinibe ainda não está disponível para uma parte considerável da população, pois ainda não foi incorporado ao rol da ANS e nem ao SUS.

Se a terapia-alvo, aprovada há tanto tempo, não está disponível para todos, a combinação de nivolumabe e ipilimumane , opção de tratamento com custo muito mais elevado, atinge um grupo ainda mais restrito e, até o momento, não é coberta pelos planos de saúde e muito menos pelo SUS.

De acordo com Dr. Sergio Simon, presidente da SBOC, além de promover atualização científica e de defender os direitos dos médicos, a entidade entende que também tem a missão de defender a boa prática clínica, que se traduz na autonomia de prescrever o que é melhor para o paciente. "Na área de oncologia temos enfrentado muitas dificuldades para a incorporação de medicamentos. Infelizmente, isso tem levado o Brasil a ter duas categorias de pacientes: SUS e privado, com uma disparidade enorme entre ambos", conclui Dr. Sergio Simon.

 

O programa Caminhos da Reportagem, que foi ao ar em 18 de junho, na TV Brasil, mostrou os avanços da oncologia que revolucionaram a forma de tratar o câncer.

Com a evolução da pesquisa ligada ao sequenciamento do genoma humano, uma nova perspectiva foi aberta nos ramos da oncogenética e da oncologia de precisão, com testes e terapias personalizados para cada paciente. A reportagem traduz esse avanço e aborda assuntos como imunoterapia, mapeamento genético, entre outros, com a participação de especialistas renomados, membros da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC): Dr. Gustavo Fernandes, Vice-presidente da SBOC para Relações Nacionais e Internacionais; Dra. Clarissa Baldotto, Diretora da SBOC; Dr. Bernardo Garicochea; Dr. Paulo Hoff e Dr. Romualdo Barroso.

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