Oportunidades para Oncologistas

Fabiana Rocha

Fabiana Rocha

As inscrições para a segunda edição do Programa de Capacitação em Pesquisa Clínica da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) estão abertas. Jovens oncologistas, de até 40 anos de idade, com residência em oncologia clínica concluída, podem se inscrever até 28 de junho.

As vagas do Programa são direcionadas por região. Serão selecionados quatro jovens concologistas, sendo um da região Centro-Oeste; um da região Norte; um do Nordeste; e um das regiões Sul/Sudeste.

O objetivo da iniciativa é que os participantes selecionados conheçam, in loco, o Centro de Pesquisa Clínica em Oncologia do Hospital de Caridade de Ijuí (RS) – ONCOSITE, uma instituição que superou as adversidades e se tornou referência nacional em pesquisa clínica, atualmente responsável pelo maior número de estudos em andamento no país.

Para efetuar a inscrição, é necessário ser associado adimplente da SBOC, preencher o formulário e enviar as cartas e documentos descritos no edital por e-mail. Aproveite essa oportunidade. Clique aqui para acessar o edital e a ficha de inscrição.

Confira abaixo os depoimentos dos jovens oncologistas selecionados para participar do Programa de Capacitação em Pesquisa Clínica SBOC no ano passado. Eles passaram uma semana acompanhando todas as etapas do desenvolvimento de um estudo clínico no Centro de Pesquisa Clínica em Oncologia do Hospital de Caridade de Ijuí – Oncosite.

“Voltei para Teresina com a missão de fazer o centro de pesquisa acontecer. Depois de tudo o que vimos, não há justificativa para não nos mobilizarmos em todo o Brasil. O Programa foi extremamente prático com relação a todo o aspecto operacional da pesquisa clínica, boas práticas, passo a passo, além de a equipe de Ijuí ficar à disposição para esclarecer dúvidas que surjam ao longo do processo que cada jovem oncologista desenvolverá para criar ou ampliar centros de pesquisa em suas cidades. Os desafios que o pessoal de Ijuí enfrentou para chegar ao patamar atual são muito similares aos que encontramos na nossa realidade, por isso a experiência é tão pertinente e motivadora.”
Dr. Claudio Rocha, de Teresina – PI

“Realmente, o exemplo de Ijuí surpreende. Confirma que é possível fazer pesquisa clínica com qualidade fora de um grande centro urbano e em região de acesso geográfico e logístico desfavorável; trabalhar, acreditar e buscar incansavelmente as melhorias de tratamento e acesso. É essencial a iniciativa da SBOC de estimular a pesquisa clínica no Brasil, principalmente fora de grandes centros, onde os únicos recursos são os disponíveis pelo SUS e não atendem e não acompanham a evolução das drogas antineoplásicas.”
Dra. Gilmara Resende, de Manaus - AM

“Todos foram incríveis, nos receberam de braços abertos e mostraram os caminhos das pedras, literalmente, para se conseguir fazer um centro de excelência como é o deles. E participar desse Programa abriu muito a minha cabeça, pois além de entender melhor o trabalho do próprio médico no contato com os pacientes, nas decisões clínicas e nos relatórios superdetalhados, pude conhecer o papel e a importância fundamental de cada uma das outras áreas, desde o processo regulatório, assinatura de termos de consentimento, envio de materiais biológicos, exames de imagem, administração dos medicamentos; é toda uma estrutura e uma sintonia fina entre os profissionais.”
Dra. Patrícia Ratto, de São Carlos - SP

Foto jovens oncologistas ano passado

À esq., Dr. Fábio Franke, Coordenador do Programa, ao lado do Dr. Claudio Rocha. À dir., Dr. Fábio Franke entre as Dras. Patrícia Ratto e Gilmara Resende.

Pela primeira vez, as Sociedades Brasileiras de Oncologia Clínica (SBOC), Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML), Patologia (SBP) e o Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR) promovem um evento conjunto para discutir o diagnóstico e o tratamento do câncer. O Encontro de Sociedades Médicas – Diagnóstico e Conduta será realizado nos dias 2 e 3 de agosto, no Hotel Intercontinental, em São Paulo.
 
O encontro terá conteúdo de atualização científica a respeito do diagnóstico do câncer e do tratamento do paciente em suas interfaces multidisciplinares. "Os avanços científicos e tecnológicos imprimem uma nova perspectiva no combate ao câncer, como identificação precoce de tumores, novos medicamentos, imunoterapia, marcadores moleculares, entre outros. Vamos reunir especialistas de diversas áreas para falar dos novos recursos disponíveis no Brasil", afirma o Dr. Wilson Shcolnik, presidente da SBPC-ML. "É inegável que houve uma grande evolução tanto no diagnóstico quanto no tratamento do câncer, principalmente na última década. Integrar as especialidades que tratam dessas áreas para atualização de práticas e condutas é de extrema importância", complementa Dr. Sergio Simon, presidente da SBOC.
 
De acordo com Dra. Cinthya Sternberg, Diretora da SBOC, a programação foi definida em módulos de palestras e debates que abordarão, de forma dinâmica, práticas pertinentes à oncologia. "O intuito é discutir questões do dia a dia. Será um evento dinâmico, que vai integrar as especialidades que atuam em conjunto para se chegar ao diagnóstico preciso e ao tratamento com melhores resultados”, diz ela.
 
Além dos médicos especialistas, são convidados para o Encontro de Sociedades Médicas todos os profissionais de saúde envolvidos no diagnóstico e no tratamento do câncer. As inscrições e a programação estarão disponíveis em breve no site da SBPC-ML: www.sbpc.org.br. Programe-se para participar.

O ASCO Annual Meeting 2019 acabou, mas a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) disponibiliza, em área pública do Portal SBOC, vídeos exclusivos com a cobertura do evento. Comentados por especialistas, os vídeos trazem os destaques do Congresso, que aconteceu em Chicago, nos Estados Unidos, e é o maior e principal evento de oncologia do mundo.

O conteúdo faz parte da Escola Brasileira de Oncologia, o braço educacional da SBOC, e ficará disponível para acesso de todos.

Aproveite para se atualizar. Acesse aqui os vídeos.


Veja a lista de vídeos disponíveis:

Cabeça e Pescoço: Três importantes estudos que mudam a conduta dos especialistas
Dra. Aline Lauda Freitas Chaves

GI: Estudos de destaque relacionados ao câncer gastrointestinal baixo
Dr. Allan Pereira

Pâncreas: Adjuvância e Estudo POLO
Dra. Anelisa Coutinho

Ginecologia oncológica: Estudos sobre câncer de ovário
Dra. Andréia Melo

Colo do útero e endométrio: Estudos de destaque nessas duas áreas
Dra. Angelica Nogueira

Mama inicial: Estudos de destaque em diversas áreas, como avaliação de risco tardio
Dr. Gilberto Amorim

Mama metastático: Estudos representativos e detalhes do MONALISA-7
Dr. José Bines e Dr. Fábio Franke

Próstata: Estudos ENZAMET, TITAN e ARAMIS
Dr. Fabio Schutz

Pulmão metastático: Será que é tempo de revermos a terapia para tumores mutados EGFR?
Dr. Lucianno Santos

Pulmão de Não Pequenas Células: Estudos de manutenção, RET e drogas anti-exon 20
Dra. Clarissa Mathias

Sarcomas e Melanoma: Poucas atualizações com impacto imediato na prática clínica
Dr. Rodrigo Munhoz

Sistema nervoso central: Em que o perfil molecular pode nos ajudar?
Dra. Clarissa Baldotto

Genética: Quimioprevenção, radioterapia para pacientes com uma mutação ATM, e necessidade de disponibilidade de testes genéticos
Dr. Rodrigo Guidalini

Inovação e Tecnologia: Novidades nessas áreas
Dr. Nivaldo Vieira

Está no site da IV Gincana Nacional da Oncologia para Residentes o vídeo do sexto caso da Gincana deste ano, sobre câncer de mama avançado HER2 positivo, com a Dra. Débora Gagliato. A Oncologista Clínica é membro da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC); titular do Centro Oncológico Antônio Ermírio de Moraes, da BP (SP); graduada pela Unicamp e com residência em Oncologia pelo A.C.Camargo Cancer Center; e Fellow do MD Anderson Cancer Center, University of Texas (EUA). Ela comenta, no vídeo, as características do caso apresentado e as respostas das cinco questões publicadas.

Clique aqui para ver o vídeo.

Acesse aqui mais informações sobre a Gincana.

Diante da importância crescente da oncologia, a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) aprimora-se constantemente como agente reflexivo, propositivo, colaborativo e realizador, visando contribuir para o fortalecimento da especialidade no Brasil e no mundo. Nesse contexto, a SBOC preconiza a divulgação de informação oncológica de qualidade, pois reconhece o poder e a importância da educação como estratégia para prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer.

O câncer de mama é o segundo tumor mais frequente no mundo e o que tem maior incidência nas mulheres. Somente no Brasil, a estimativa é de 60 mil novos casos por ano. Justamente por estar tão presente em nossa sociedade, é fundamental quebrar tabus e reforçar a importância do diagnóstico precoce.

Algumas séries e novelas veiculadas na TV ao longo dos anos já abordaram o tema câncer de mama, cumprindo um papel social e contribuindo para alertar a população sobre a doença. Porém, é de extrema importância que a mensagem seja transmitida de forma clara e que, a cada nova abordagem, as informações estejam atualizadas, de acordo com a avaliação de um especialista da área, considerando os avanços no tratamento do câncer.

Recentemente, um trecho da atual novela das 21h da Rede Globo de Televisão, “A Dona do Pedaço”, mostrou uma personagem que descobre um tumor maligno na mama e recebe a notícia de que será necessária a mastectomia (retirada da mama). Além disso, em uma das cenas, a personagem utiliza o termo “aquela doença”, evitando dizer câncer de mama.

A SBOC avalia que, da forma como foi retratada, a situação pode trazer impactos negativos, pois não conscientiza a população da maneira mais adequada e ainda reforça o estigma criado em torno da doença em uma época em que o câncer de mama era visto como um decreto de morte e que, por isso, as pessoas evitavam pronunciá-lo. “O ideal é falar claramente o nome da doença e tratar esse assunto sem restrições. É preciso mostrar que é uma das principais causas de morte da mulher brasileira, mas, quando diagnosticado precocemente, o câncer de mama tem até 90% de chance de cura”, diz  Dr. Sergio Simon, presidente da SBOC.

Outro ponto importante a ser levado em conta é que o tratamento é individualizado, ou seja, o que funciona para uma paciente com o mesmo câncer pode não surtir efeito em outro organismo. A forma como a cena produzida pela novela aborda a mastectomia pode gerar o entendimento de que essa é a única solução para o câncer de mama. De acordo com Dr. Gilberto Amorim, Oncologista Clínico e membro da SBOC, a indicação de mastectomia radical deve ser bem avaliada pela equipe médica em conjunto com a paciente e não é a única alternativa. “As novas descobertas da ciência permitem que o combate a esse tipo de neoplasia seja menos agressivo, tenha menos efeitos colaterais e, principalmente, amplie a qualidade de vida das pacientes. Se na década de 1970 um diagnóstico de câncer de mama representava um índice de mortalidade altíssimo, agora, as chances de sobrevida são o principal triunfo da medicina”, explica o especialista.

“Sabemos que a maioria dos brasileiros se informa sobre o que acontece no país por meio da televisão. Por isso, é fundamental que as emissoras se atentem para a qualidade das informações, principalmente quando diz respeito à saúde. E, em relação ao câncer, é importante uma divulgação maior sobre prevenção e diagnóstico precoce. As sociedades médicas estão à disposição das emissoras de TV para contribuir com essas informações”, conclui Dr. Sergio.

O ASCO Annual Meeting 2019 acabou, mas membros da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) ainda podem conferir vídeos exclusivos, comentados por especialistas, com os destaques do Congresso, que aconteceu em Chicago, nos Estados Unidos, e é o maior e principal evento de oncologia do mundo.

O conteúdo faz parte da Escola Brasileira de Oncologia, o braço educacional da SBOC, e ficará disponível para os associados acessarem a qualquer momento.

Acesse aqui os vídeos.

Veja a lista de vídeos disponíveis:

  • Cabeça e Pescoço: Três importantes estudos que mudam a conduta dos especialistas
    Dra. Aline Lauda Freitas Chaves
  • GI: Estudos de destaque relacionados ao câncer gastrointestinal baixo
    Dr. Allan Pereira
  • Pâncreas: Adjuvância e Estudo POLO
    Dra. Anelisa Coutinho
  • Ginecologia oncológica: Estudos sobre câncer de ovário
    Dra. Andréia Melo
  • Colo do útero e endométrio: Estudos de destaque nessas duas áreas
    Dra. Angelica Nogueira 
  • Mama inicial: Estudos de destaque em diversas áreas, como avaliação de risco tardio
    Dr. Gilberto Amorim
  • Mama metastático: Estudos representativos e detalhes do MONALISA-7
    Dr. José Bines e Dr. Fábio Franke
  • Próstata: Estudos ENZAMET, TITAN e ARAMIS
    Dr. Fabio Schutz 
  • Pulmão metastático: Será que é tempo de revermos a terapia para tumores mutados EGFR?
    Dr. Lucianno Santos
  • Pulmão de Não Pequenas Células: Estudos de manutenção, RET e drogas anti-exon 20
    Dra. Clarissa Mathias
  • Sarcomas e Melanoma: Poucas atualizações com impacto imediato na prática clínica
    Dr. Rodrigo Munhoz
  • Sistema nervoso central: Em que o perfil molecular pode nos ajudar?
    Dra. Clarissa Baldotto
  • Genética: Quimioprevenção, radioterapia para pacientes com uma mutação ATM, e necessidade de disponibilidade de testes genéticos
    Dr. Rodrigo Guidalini
  • Inovação e Tecnologia: Novidades nessas áreas
    Dr. Nivaldo Vieira

Com o foco em impulsionar a pesquisa clínica na área de oncologia no Brasil, a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) desenvolveu um Programa de Capacitação que, em sua segunda edição, dará oportunidade para quatro jovens oncologistas visitarem o Centro de Pesquisa Clínica em Oncologia do Hospital de Caridade de Ijuí (RS) – ONCOSITE.

O coordenador do Programa é o Dr. Fábio Franke, vice-presidente da SBOC para Pesquisa Clínica e Estudos Corporativos e fundador do ONCOSITE. Segundo o pesquisador, o objetivo da iniciativa é que os participantes selecionados conheçam, in loco, uma instituição que superou as adversidades e se tornou referência nacional em pesquisa clínica, atualmente responsável pelo maior número de estudos em andamento no país.

As inscrições estão abertas de 10 a 28/06/2019. Para efetuar a inscrição, é necessário ser associado adimplente da SBOC, preencher o formulário e enviar as cartas e documentos descritos no edital por e-mail. 

As vagas do Programa são direcionadas por região. Um dos jovens oncologistas deverá ser do Centro-Oeste, um da região Norte, um do Nordeste e um das regiões Sul/ Sudeste. Os selecionados farão o Programa em Ijuí em períodos alternados: os oncologistas do Norte e Sul/Sudeste no período de 26 a 28 de agosto; e os oncologistas das regiões Nordeste e Centro-Oeste no período de 4 a 6 de novembro.

O Centro de Pesquisa Clínica em Oncologia do Hospital de Caridade de Ijuí (RS) – ONCOSITE foi criado em 2005 e já participou, desde então, de quase 200 estudos clínicos, num total de aproximadamente 2 mil pacientes atendidos.

A SBOC incentiva, com esse Programa, o desenvolvimento de centros de pesquisa clínica em Oncologia em todo o país, com ênfase nas áreas afastadas dos grandes centros, onde os pacientes têm maior dificuldade de acesso ao tratamento do câncer.

Dois residentes em oncologia clínica também foram selecionados para participação no Programa. As inscrições para o processo seletivo de residentes aconteceram de 8 a 26 de abril.  

Clique aqui para acessar o edital ou para mais informações sobre o Programa.

Angelo Borsarelli Carvalho de Brito, R1 do A.C.Camargo Cancer Center (SP), e Aline Barros Pinheiro, R3 da Santa Casa da Bahia – Hospital Santa Izabel, são os residentes selecionados para o Programa de Capacitação em Pesquisa Clínica da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC). O objetivo é que os selecionados conheçam, in loco, o Centro de Pesquisa em Oncologia do Hospital de Caridade de Ijuí (RS) – Oncosite, referência nacional em pesquisa clínica. Serão três dias de imersão na instituição, entre 17 e 19 de junho. As inscrições para residentes foram encerradas em 26 de abril, mas o Programa ainda tem inscrições abertas para jovens oncologistas de todo o Brasil no período de 10 a 28 de junho.

Natural de São Roque (SP), Dr. Angelo fez a graduação e a residência na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). No primeiro ano da faculdade surgiu o interesse pela pesquisa. “Eu tinha muita curiosidade sobre os estudos e novas possibilidades na medicina. E, como a Unicamp incentiva muito a pesquisa, tive bastante contato com essa área”, conta o médico. Ainda no primeiro ano da residência em oncologia clínica, ele nunca tinha ouvido falar sobre o trabalho realizado em Ijuí. Teve o primeiro contato no momento em que leu o edital do Programa e ficou impressionado com a história da instituição que superou as adversidades e atualmente é responsável pelo maior número de estudos em andamento no país. “Quero muito conhecer o Dr. Fabio Franke, vice-presidente da SBOC para Pesquisa Clínica e Estudos Corporativos e fundador do Oncosite. Quero entender como ele criou tudo aquilo e chegou onde está hoje. E, claro, conhecer os caminhos para que eu possa aplicar aonde eu for atuar.”

Dra. Aline, que nasceu em Alagoinhas, no interior da Bahia, e faz residência em Salvador, também quer absorver o máximo de conhecimento e fortalecer a pesquisa clínica em seu local de trabalho. Ela conta que seu interesse pela pesquisa surgiu durante a graduação na Universidade Federal da Bahia, quando fez parte de grupos de pesquisa voltados para cânceres de mama e urológicos. “Ter feito parte desses grupos despertou em mim a vontade de conhecer os problemas da população e assim poder traçar estratégias para ajudar à sociedade". Ela já tinha ouvido falar sobre o trabalho pioneiro da equipe de Ijuí por meio dos relatos de participantes de edições anteriores e estava ansiosa pela edição deste ano. Informa que está contando os dias para o início do Programa pois acredita que isso contribuirá muito para seu crescimento profissional e também pessoal , uma vez que as pesquisas podem melhorar a vida das pessoas. “Estou honrada em ter sido selecionada e em poder conhecer de perto uma instituição referência e bem estruturada, apesar de todos os entraves burocráticos que atrapalham a pesquisa no Brasil. Tenho certeza de que voltarei ainda mais motivada para aplicar na minha região todo o conhecimento adquirido”, conclui.

Clique aqui para saber mais sobre as inscrições para jovens oncologistas, de 10 a 28 de junho.

O Oncologista Clínico e membro da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), Dr. Pedro Isaacsson Velho, de Porto Alegre (RS), recebeu o prêmio Global Young Investigator da The Conquer Cancer Foundation da American Society of Clinical Oncology (ASCO). O médico conquistou a premiação por seu estudo clínico que avalia o tratamento com imunoterapia em pacientes com câncer de próstata. Dr. Pedro foi o único brasileiro na história a vencer nessa categoria. A cerimônia aconteceu na última sexta-feira, 31/05, no primeiro dia do ASCO Annual Meeting, maior congresso de oncologia do mundo, em Chicago, nos Estados Unidos.

Dr. Pedro foi um dos jovens oncologistas selecionados em 2017 no Programa Fellowship de Pesquisa Clínica da SBOC (Leia aqui). Desde então, ele mora nos Estados Unidos e é Fellow no Johns Hopkins Hospital. “Esses dois últimos anos foram maravilhosos para a minha carreira e fundamentais para esse prêmio. E tudo isso só foi possível graças a SBOC”, conta o médico.

Ainda em andamento, o estudo que o fez vencer o prêmio da ASCO já recrutou 25 pacientes com câncer de próstata mestatático resistentes à castração, com defeito de reparo de DNA e avaliados por biopsia líquida, que recebem tratamento com nivolumabe. O processo de seleção para o finalista durou cerca de nove meses, que envolveram diversos processos de qualificações e entrevistas internacionais.

O estudo recebeu um valor de 50 mil dólares, que será revertido para o projeto de pesquisa. Na premiação, Dr. Pedro foi reconhecido pela ASCO “por compromisso com a pesquisa e pela aceleração de avanços que farão a diferença na vida das pessoas afetadas pelo câncer”. O Oncologista ressalta a importância desse reconhecimento: “Esse é um prêmio importantíssimo de disputa mundial. É muito gratificante conquistar essa honraria com um projeto tão relevante”.

A Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) publicou o edital do exame de suficiência para obtenção do Título de Especialista em Oncologia Clínica, realizado com a Associação Médica Brasileira (AMB). As inscrições deverão ser feitas de 10 de junho a 18 de julho. O candidato deverá preencher o formulário de inscrição no site da Fundação Vunesp, enviar a documentação comprobatória digitalizada e pagar a taxa de inscrição via boleto bancário.

O exame é destinado aos médicos com formação e experiência comprovadas em Oncologia Clínica que não tinham o Título de Especialista em Cancerologia mas almejam obter o Título de Especialista em Oncologia Clínica. Além de possuir registro regular no Conselho Regional de Medicina da Unidade Federativa onde atua e ter concluído programa de residência médica em Cancerologia/Oncologia Clínica credenciado pela Comissão Nacional de Residência Médica, são necessários outros pré-requisitos descritos no Edital do exame.

Nos dias 22 e 23 de outubro serão realizadas as provas que compõem o exame: uma prova teórica com 100 questões de múltipla escolha e uma prova teórico-prática com oito casos clínicos de duas a quatro questões descritivas para cada caso.

De acordo com o presidente da SBOC, Dr. Sergio Simon, esse exame é um reconhecimento para os oncologistas clínicos já praticantes no país. “É uma oportunidade para quem já tem formação e experiência obter o título com o conceito moderno de Oncologia Clínica, que é muito mais específico do que o antigo de Cancerologia”, ressalta. “A SBOC organiza esse exame, em parceria com a AMB, ciente de sua responsabilidade sobre a qualidade profissional dos especialistas titulados no Brasil.”

Para mais informações sobre o exame, clique aqui


Para que serve o Título de Especialista

Por tratar-se do reconhecimento de seus pares, o Título de Especialista serve para atestar a qualidade da formação do especialista, qualificar seu currículo perante os pacientes, o mercado de trabalho e o meio acadêmico, atender eventuais exigências das instituições onde atua como especialista e das operadoras de saúde e também cumprir pré-requisito para associar-se à SBOC na categoria titular.

“O Título deve ser motivo de orgulho para o especialista por ser reconhecido como oncologista clínico pela Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica”, explica Dr. Sergio. “Isso é muito mais do que apenas ter feito a residência ou estágio sem prestar um exame. O título será concedido a quem realmente está habilitado a fazer Oncologia Clínica de qualidade no país”, conclui o presidente da SBOC.


Quem já tem TECA pode solicitar o TEOC

Médicos que já possuam o Título de Especialista em Cancerologia (TECA) não devem se inscrever para o exame de suficiência para obtenção do Título de Especialista em Oncologia Clínica (TEOC).

Para obter o Título de Especialista em Oncologia Clínica, os portadores do TECA podem enviar e-mail para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. com nome completo e número do CRM e solicitar a segunda via do título com a nova nomenclatura da especialidade. Isso pode ser feito a qualquer tempo, independentemente do exame de suficiência.

A SBOC passará os nomes dos solicitantes à Associação Médica Brasileira (AMB), que expedirá a segunda via. Para isso, será necessário atender a contribuição da taxa vigente da AMB, atualmente R$ 550,00.