Oportunidades para Oncologistas

Fabiana Rocha

Fabiana Rocha

A Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) esteve na ASCO 2019 e apresenta os principais destaques científicos do Congresso, que aconteceu em Chicago, nos Estados Unidos, e é o maior e principal evento de oncologia do mundo.

Segundo Dra. Cinthya Sternberg, diretora executiva da SBOC, o primeiro abstract apresentado mostrou que não há impacto da raça em resultados oncológicos nos Estados Unidos. O estudo ratificou a relação com acesso ao tratamento e não com o comportamento biológico da doença. “Essa apresentação indica que qualquer avanço vale a pena se for para todos. Totalmente alinhada ao slogan do Congresso: Cuidando de cada paciente, aprendendo com cada paciente”, afirma a diretora.

Membros da SBOC também comentaram, em vídeos, o que mais chamou a atenção deles em cada uma das principais áreas da oncologia. O conteúdo exclusivo faz parte da Escola Brasileira de Oncologia, o braço educacional da SBOC, e ficará disponível para os membros acessarem a qualquer momento, de acordo com a sua conveniência.


Veja a lista de vídeos disponíveis:

  • Cabeça e Pescoço: Três importantes estudos que mudam a conduta dos especialistas
    Dra. Aline Lauda Freitas Chaves

  • GI: Estudos de destaque relacionados ao câncer gastrointestinal baixo
    Dr. Allan Pereira

  • Pâncreas: Adjuvância e Estudo POLO
    Dra. Anelisa Coutinho
  • Ginecologia oncológica: Estudos sobre câncer de ovário
    Dra. Andréia Melo

  • Colo do útero e endométrio: Estudos de destaque nessas duas áreas
    Dra. Angelica Nogueira

  • Mama inicial: Estudos de destaque em diversas áreas, como avaliação de risco tardio
    Dr. Gilberto Amorim
  • Sistema nervoso central: Em que o perfil molecular pode nos ajudar?
    Dra. Clarissa Baldotto

  • Sarcomas e Melanoma: Poucas atualizações com impacto imediato na prática clínica
    Dr. Rodrigo Munhoz 

  • Pulmão de Não Pequenas Células: Estudos de manutenção, RET e drogas anti-exon 20
    Dra. Clarissa Mathias

  • Pulmão metastático: Será que é tempo de revermos a terapia para tumores mutados EGFR?
    Dr. Lucianno Santos

  • Próstata: Estudos ENZAMET, TITAN e ARAMIS
    Dr. Fabio Schutz

  • Mama metastático: Estudos representativos e detalhes do MONALEESA-7
    Dr. José Bines e Dr. Fábio Franke

  • Genética: Quimioprevenção, radioterapia para pacientes com uma mutação ATM, e necessidade de disponibilidade de testes genéticos 
    Dr. Rodrigo Guidalini

  • Inovação e Tecnologia: Novidades nessas áreas
    Dr. Nivaldo Vieira

 

Assista aqui

Está no site da IV Gincana Nacional da Oncologia para Residentes o vídeo do quinto caso da Gincana deste ano, sobre câncer renal, com o Dr. André Fay. O Oncologista Clínico é membro da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC); professor da Escola de Medicina e do Programa de Pós-graduação da PUC/RS; chefe do Serviço de Oncologia do Hospital São Lucas - PUC/RS - Grupo Oncoclínicas; e pesquisador visitante do Dana-Farber Cancer Institute/Harvard Medical School. Ele comenta, no vídeo, as características do caso apresentado e as respostas das cinco questões publicadas.

Clique aqui para ver o vídeo.

Acesse aqui mais informações sobre a Gincana.

A relação entre o tabagismo e o câncer de pulmão não é novidade. No entanto, são registrados mais de 28 mil novos casos da doença por ano no país. O dia 31 de maio, Dia Mundial Sem Tabaco, serve de alerta sobre o vício, que também é considerado importante fator de risco para vários outros tipos de câncer.

O fumo representa a origem de 85% dos casos de câncer de pulmão e os fumantes possuem cerca de 20 vezes mais risco do desenvolvimento da doença. Segundo o Oncologista Clínico e membro da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), Dr. Felipe Roitberg, a relação entre o tabagismo e o câncer de pulmão é direta, ou seja, quanto mais cigarro você fuma, mais risco você tem.

No Brasil, o câncer de pulmão foi responsável por mais de 26 mil mortes em 2015. No fim do século XX, se tornou uma das principais causas de morte evitáveis. A última estimativa mundial, de 2012, apontou incidência de 1,8 milhão de casos novos, sendo 1,2 milhão em homens e 583 mil em mulheres. Vale lembrar também que quem fuma coloca em risco outras pessoas, uma vez que os fumantes passivos possuem risco aumentado de apresentar um câncer.

Dr. Felipe acredita que as políticas públicas que fizeram cair o número de fumantes nos últimos anos estejam contribuindo para reduzir a incidência da doença fururamente. Embora tenha ocorrido redução do número de fumantes no país, o Ministério da Saúde aponta que houve aumento de consumo entre jovens, principalmente no grupo de pessoas entre 18 e 24 anos e 35 a 44 anos. Um ponto de alerta entre esse público, por exemplo, é a troca de cigarro por narguilé, que também não é recomendada. Uma hora de narguilé equivale ao consumo de 100 cigarros.

Dr. Felipe alerta, ainda, para o uso do cigarro eletrônico, que também pode trazer riscos à saúde e causar dependência. “Ele não é regulamentado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Nos Estados Unidos, o órgão de segurança relatou casos de convulsão ligados a ele. Não têm garantias ou estudos que apontem que o paciente não vá ter câncer pelo uso desse equipamento”, afirma o especialista.

Em 9 de maio, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS - CONITEC abriu Consulta Pública para ouvir a opinião da população sobre a incorporação do acetato de abiraterona. Esse medicamento pode ser incluído como alternativa para o tratamento de câncer de próstata metastático, nos casos em que a doença progride mesmo após a terapia de castração e quimioterapia.

O câncer de próstata é o mais frequente entre os homens, atrás apenas do câncer de pele. Para os pacientes com doença avançada, a primeira linha de tratamento inclui terapia hormonal e quimioterapia, já ofertados no SUS e considerados tratamento padrão. No entanto, apesar de fornecer resultados positivos, a doença pode voltar a evoluir. Para esses casos, a abiraterona poderá ser incluída como mais uma alternativa. A CONITEC recomendou a incorporação do medicamento após verificar, nos estudos analisados, evidências do potencial positivo dessa tecnologia como alternativa para o tratamento da doença.

Segundo Dr. Fabio Schütz, Oncologista Clínico e membro da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), a possibilidade de incorporação da abiraterona ao SUS trará um grande benefício aos pacientes com câncer de próstata metastático. “Esse medicamento faz parte da classe dos novos inibidores da via do receptor de andrógeno, que trouxeram um grande avanço no tratamento, com ganho de sobrevida e melhora na qualidade de vida. Já estão aprovados em vários países do mundo, inclusive no Brasil para o atendimento privado”, explica o especialista.

A SBOC participou da consulta pública e se mostrou favorável à incorporação. “É um passo muito importante e a previsão de aprovação traz novas possibilidades para tratamento dos pacientes do SUS, o que é sempre um grande avanço”, afirmou Dr. Sergio Simon, presidente da SBOC.

Em reportagem do Jornal da Band, o Dr. Rafael Kaliks, coordenador do grupo de trabalho formado pela Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) para elaboração do PROC, falou sobre o novo Programa de Residência Médica em Oncologia Clínica.

A matéria mostra que faltam oncologistas clínicos nos grandes centros. Hoje o Brasil tem um oncologista clínico a cada 170 pacientes com câncer, uma quantidade adequada, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). O problema está na distribuição dos especialistas no território nacional. Enquanto São Paulo tem mais de mil oncologistas, Roraima, por exemplo, tem apenas cinco.

Para nivelar e atualizar a formação do oncologista clínico em todo o Brasil, foi implementado o novo programa de residência em oncologia clínica. "Acreditamos que a implementação desse programa vai fazer com que a gente atinja níveis de educação em oncologia muito parecidos, se não iguais, aos níveis de residências oncológicas de outros países, como EUA, Canadá, Austrália, Israel e países europeus", afirmou Dr. Rafael.

Assista à reportagem: http://bit.ly/2wgSw20

Para saber mais sobre o novo Programa de Residência Médica em Oncologia Clínica, clique aqui

Cinco bolsas integrais para o Mestrado Online em Oncologia Clínica da Sociedade Espanhola de Oncologia Médica (SEOM) estão sendo oferecidas para jovens oncologistas brasileiros.

O Mestrado oferece 25 módulos online sobre diferentes patologias ou tópicos relacionados à profissão. O programa desenvolve os aspectos essenciais e atualizados para a formação acadêmica da Oncologia Clínica, desde a epidemiologia, pesquisa e biologia molecular, até o diagnóstico e tratamento de diferentes tipos de câncer. Os alunos adquirem conhecimento por meio do estudo de materiais teóricos e bibliografia associada, casos clínicos e consultas com o tutor de cada módulo. São 1.500 horas e 60 ECTs (European Transfer Credit System). As bolsas são patrocínio da Indústria Farmacêutica Merck Latin America, em parceria com a SEOM.

Inscreva-se e participe do processo seletivo!
Preencha o modelo de currículo específico (clique aqui) e envie por e-mail para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. As inscrições serão analisadas por ordem de envio.

Para mais informações sobre o programa de Mestrado em Oncologia Clínicia SEOM, acesse:
https://seom.e-oncologia.org/seom-postgrado.html

O Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR), entidade nacional que representa oficialmente a especialidade no Brasil, publicou a primeira versão da Normatização de Exames de Ultrassonografia, elaborada pela Comissão de Ultrassonografia do CBR.

O documento apresenta uma padronização para a denominação do estudo ultrassonográfico por região do corpo e a real abrangência de cada exame segundo essa denominação, tornando mais eficiente a comunicação e integração entre os médicos, bem como mais clara a interação do serviço de imagem com o paciente e com os planos de saúde. "O consenso sobre a abrangência e os limites dos exames solicitados resolve um importante problema de comunicação entre o médico que solicita o exame e quem o executa, resolve questões referentes à comunicação entre os serviços de diagnóstico e os planos de saúde; e pode servir como respaldo para discussões de abrangência dos exames no âmbito jurídico", explica o Dr. Wagner Iared, coordenador da Comissão de Ultrassonografia do CBR.

"Apoiamos essa normatização, pois ela contribui para a melhoria na descrição e precisão do diagnóstico, o que principalmente para nós, que atuamos com oncologia, é fundamental", afirma o Dr. Sergio Simon, presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC).

Para acessar o documento, clique aqui.

No último domingo, 19 de maio, faleceu, no Rio de Janeiro, o Dr. Sérgio Edgar Allan, Oncologista Clínico responsável por grandes avanços na especialidade no país.

Dr. Sérgio formou-se em 1963, pela então Faculdade Nacional de Medicina Praia Vermelha, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Fez Residência Médica nos EUA e se especializou em clínica médica, oncologia e hematologia, pelo Hospital Mount Sinai Services. Trabalhou por 14 anos nos EUA e retornou ao Brasil na década de 70. Era membro da SBOC desde 1992 e da ASCO desde 1984.

De 1986 a 1997, chefiou a Divisão de Oncologia Médica do Instituto Nacional de Câncer (INCA), e mudou radicalmente a rotina da instituição, com seu espírito crítico e a vontade de fazer o melhor pelos pacientes. "O paciente com câncer não pode ficar esperando numa fila para ser atendido quatro ou cinco meses depois. O intervalo entre as séries do tratamento tem que ser respeitado, seja de uma, duas ou três semanas. O ambulatório precisa funcionar todos os dias, em horário integral, para garantir o atendimento ao paciente que busca o hospital", dizia o médico. Para ele, essas eram condições indispensáveis para o bom funcionamento do Serviço de Oncologia Clínica. Na época, também lutou para desmistificar o uso de opioides no tratamento da dor do paciente oncológico.

Com sua generosidade e prazer em compartilhar conhecimento, Dr. Sergio foi o médico que trouxe a biópsia de medula óssea para o Brasil e ensinou a todos como realizar o procedimento. E, em certa ocasião, ao ser questionado por que não mantinha esse conhecimento consigo para ser o único e, assim, ter mais pacientes, ele respondeu: "Se eu tiver que guardar conhecimento para subir na vida, eu desisto. A idéia não é lidar com pessoas medíocres, mas cultas. Aquela idéia de que você pega o pior para não concorrer contigo, não treinando gente boa, é a pior coisa que existe". E com base nessa filosofia, ele foi responsável pela formação de toda uma geração de residentes em Oncologia Clínica no INCA, além de ter contribuído ativamente para a criação das regras para a residência em Oncologia no Brasil. "Ele sempre se classificava como um eterno aprendiz. Generoso, ético, amigo, um dos grandes mestres da medicina no RJ. Todos que o conheceram foram testemunhas de sua competência e do seu amor à Medicina", afirma Dr. Roberto de Almeida Gil, vice-presidente de Assistência Médica e Defesa Profissional da SBOC e amigo pessoal do Dr. Sergio Edgar Allan.

A SBOC lamenta profundamente o falecimento do Dr. Sergio Edgar Allan e presta solidariedade aos familiares e amigos.

Está no site da IV Gincana Nacional da Oncologia para Residentes o vídeo do quarto caso da Gincana deste ano, sobre câncer gástrico, com o Dr. Rui Weschenfelder. O Oncologista Clínico é coordenador do Núcleo de Oncologia Gastrointestinal do Hospital Moinhos de Vento de Porto Alegre; vice-presidente do GTG - Grupo Brasileiro de Tumores Gastrointestinais; e diretor da SBOC. Ele comenta, no vídeo, as características do caso apresentado e as respostas das cinco questões publicadas.

Clique aqui para ver o vídeo.

Acesse aqui mais informações sobre a Gincana.

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou o primeiro tratamento de imunoterapia para pacientes com câncer de mama no país. O registro do atezolizumabe foi publicado em 13/05, no Diário Oficial da União.

Esse tipo de terapia aumenta a sobrevida de mulheres com um tipo de câncer de mama específico, o triplo-negativo, relativamente raro e que constitui o subtipo mais grave dos tumores de mama. Isso representa cerca de 15% dos tumores de mama, que são normalmente tratados com quimioterápicos tradicionais, pouco eficazes contra a doença metastática. De acordo com Dr. Sergio Simon, presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), dentro desse grupo de pacientes com câncer triplo-negativo, 40% irão se beneficiar desse tratamento. Isso é definido pela expressão da proteína PD-L1, um receptor localizado na superfície das células imunes que indica a possibilidade de sucesso com o tratamento de imunoterapia.

A aprovação foi baseada no estudo IMpassion 130, apresentado no Congresso da Sociedade Europeia de Oncologia (ESMO), em outubro do ano passado, e publicado na revista científica The New England Journal of Medicine em novembro. "Foi o primeiro estudo de fase 3 a evidenciar benefícios significativos de imunoterapia em câncer de mama metastático", explica Dr. Sergio. O estudo comprovou a redução de 38% do risco de progressão da doença ou morte e ganho de 10 meses de sobrevida global.

O Brasil é um dos primeiros países do mundo a aprovar esse tipo de tratamento. Nos EUA, a aprovação pela agência norte-americana de medicamentos, o FDA, ocorreu em março deste ano. No mesmo mês, a SBOC divulgou um posicionamento sobre a importância da celeridade na aprovação pelas autoridades regulatórias brasileiras.

Agora, os próximos passos são as incorporações ao rol da ANS e ao SUS. "É importante ressaltar a necessidade de assegurar o controle de qualidade na identificação das pacientes triplo-negativo, e também de garantir o acesso e o treinamento dos patologistas para a correta testagem da expressão de PD-L1, pois em tempos de medicina de precisão e de custos elevados do tratamento oncológico a correta identificação garante a medicação certa para a paciente certa", conclui Dr. Sergio.