Oportunidades para Oncologistas

Fabiana Rocha

Fabiana Rocha

Está no site da IV Gincana Nacional da Oncologia para Residentes o vídeo do Dr. Denis Jardim sobre o caso clínico de câncer de próstata, o segundo da Gincana deste ano. O oncologista é Doutor em Oncologia/ Clínica Médica pela Unicamp, Coordenador de Oncologia do Hospital Sírio Libanês - Unidade Itaim, e ex-clinical fellow do MD Anderson Cancer Center, Texas-USA. Ele comenta, no vídeo, as características do caso apresentado e as respostas das cinco questões publicadas.

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Acesse aqui mais informações sobre a Gincana.

No país em que se contabiliza pouco mais de 3,5 mil oncologistas clínicos em todo o território nacional e em que aproximadamente 300 médicos iniciam residência médica nessa especialidade a cada ano, a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) apresenta o novo Programa de Residência Médica em Oncologia Clínica (PROC), elaborado pela SBOC, aprovado pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM) em 2018 e publicado recentemente no Diário Oficial. A previsão é que o novo Programa seja implementado gradualmente, com início neste ano e término em 2021, por todos os serviços que têm residência médica na área, considerando a adoção sempre para os residentes do primeiro ano.

O foco do novo programa é formar e habilitar médicos na área da Oncologia Clínica com competências que os capacitem a dirimir as situações, os problemas e os dilemas na área da Oncologia, dominar a realização dos procedimentos diagnósticos e terapêuticos da especialidade e desenvolver um pensamento crítico-reflexivo em relação à literatura médica, tornando-os progressivamente responsáveis e independentes.

Além de conter a matriz de competências para a formação do oncologista clínico no Brasil, o PROC é abrangente e traz avanços importantes, como: unificar a avaliação do conhecimento teórico e do comportamento do residente durante o treinamento; aumentar a carga horária de atividade ambulatorial, principalmente no primeiro ano; possibilitar a individualização da formação do residente e oferecer conteúdo didático da própria SBOC a todos os programas do país. 

Para o vice-presidente da SBOC para Ensino da Oncologia, Dr. Rodrigo Munhoz, o ajuste na carga horária relativa a cuidados na enfermaria e atividades ambulatoriais representa uma inovação significativa. “É uma maneira de diminuir a dependência dos serviços do residente, mas mantê-lo como figura importante da assistência. Ainda que haja uma parte de enfermaria muito pesada, a oncologia é uma atividade eminentemente ambulatorial”, explica. O especialista ainda destaca a importância da formação individualizada do residente durante o terceiro ano, conforme seus propósitos. “Caso o médico tenha mais interesse em atuar com pesquisa, poderá ter uma carga horária maior nessa área. Se tiver interesse na área de educação ou administração, poderá receber treinamento específico, desde que o programa de residência em questão esteja capacitado. Com isso, tentamos estruturar um currículo que seja aplicável a diferentes cenários no Brasil.”

Outro ponto de destaque é que a própria SBOC assume a responsabilidade de prover conteúdo didático ainda não oferecido por boa parte dos programas no país. São áreas de conhecimento específico consideradas pela Sociedade como fundamentais para o exercício da moderna oncologia e para o próprio fortalecimento dos serviços de atendimento oncológico no Brasil, a exemplo de biologia molecular, genômica tumoral e oncogenética.

Segundo Dr. Sérgio Simon, a revisão do currículo representa um desejo antigo da Sociedade e marca uma etapa importante na estruturação da SBOC, agora assumindo a cadeira de filiada à Associação Médica Brasileira (AMB). “Mais do que uma prioridade, era uma das obrigações da atual gestão da SBOC e ficamos muito satisfeitos em conseguir construir e aprovar o PROC. A intenção é revisitá-lo, com o passar do tempo, para que consigamos sempre adequar o currículo aos avanços que vivemos na oncologia”, comenta. No próximo mês de outubro, a SBOC fará ainda uma sessão para apresentar o novo currículo para preceptores de todo o Brasil no XXI Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica, no Rio de Janeiro.

A Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e a Sociedade Brasileira de Radioterapia (SBRT) acabam de publicar o segundo consenso brasileiro sobre o tratamento de câncer de próstata em estágio avançado. O artigo está na versão eletrônica (ahead of print) da revista International Braz J Urol, publicação oficial da SBU indexada a bases de dados internacionais. O acesso é livre e gratuito. Também está disponível, no portal SBOC, a versão em português.

O objetivo é orientar os médicos na tarefa cada vez mais difícil de escolher entre múltiplos tratamentos potencialmente eficazes, mas que podem ser caros e de toxicidade significativa.

O primeiro consenso foi publicado em 2017 pela SBOC e pela SBU. Uma iniciativa inédita no Brasil, inspirada na St Gallen Advanced Prostate Cancer Consensus Conference, que ocorre na Europa desde 2014.

A publicação da segunda versão do documento traz atualizações considerando os avanços na oncologia e no tratamento do câncer de próstata nos últimos anos. Para a elaboração dessa nova versão, foram convidados oncologistas, urologistas e médicos nucleares. Cada participante apresentou duas perguntas e respostas relevantes para o manejo de pacientes com câncer de próstata em fase avançada. Em um painel com as possibilidades de atuação, todos votaram na melhor resposta segundo o seu ponto de vista. Foi considerado consenso quando pelo menos dois terços dos participantes concordaram com a mesma conduta.

O documento abrange as principais condutas relativas a hormonioterapia, duração do tratamento, quimioterapia, sequenciamento de medicações diferentes, biomarcadores e novas terapias. Além disso, apresenta justificativas científicas, grau de evidência na literatura e o percentual de concordância entre os participantes para cada recomendação, o que contribui para o leitor julgar a confiabilidade das informações. Tudo isso com base nas melhores evidências científicas mundiais adaptadas à realidade brasileira, considerando as diversidades regionais e de acesso, de forma a homogeneizar as condutas para atendimentos tanto no Sistema Único de Saúde quanto na rede privada.

De acordo com as três entidades responsáveis pelo documento, a previsão é que seja feita uma atualização a cada dois anos.

Acesse aqui o II Consenso Brasileiro sobre o Tratamento de Câncer de Próstata Avançado.

As inscrições para a segunda edição do Programa de Capacitação em Pesquisa Clínica da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) estão abertas. Os residentes podem se inscrever até 26/04. Para os jovens oncologistas as inscrições serão em junho, de 10 a 28/06.

As vagas do Programa são direcionadas por região. Serão selecionados dois residentes: um do Norte, Nordeste ou Centro-Oeste, e outro do Sul ou Sudeste; e quatro jovens oncologistas: um do Norte, um do Sul ou Sudeste, um do Nordeste e outro do Centro-Oeste.

O objetivo da iniciativa é que os participantes selecionados conheçam, in loco, o Centro de Pesquisa Clínica em Oncologia do Hospital de Caridade de Ijuí (RS) – ONCOSITE, uma instituição que superou as adversidades e se tornou referência nacional em pesquisa clínica, atualmente responsável pelo maior número de estudos em andamento no país.

Para efetuar a inscrição, é necessário ser associado adimplente da SBOC, preencher o formulário e enviar as cartas e documentos descritos no edital por e-mail. É válido lembrar que residentes não pagam anuidade na SBOC.

Aproveite essa oportunidade. Clique aqui para acessar o edital e a ficha de inscrição.


Confira abaixo os depoimentos dos dois residentes selecionados para participar do Programa de Capacitação em Pesquisa Clínica SBOC no ano passado.
Eles passaram uma semana acompanhando todas as etapas do desenvolvimento de um estudo clínico no Centro de Pesquisa Clínica em Oncologia do Hospital de Caridade de Ijuí – Oncosite.

“É fantástico como a equipe de Ijuí consegue conduzir os estudos mesmo com tantos entraves burocráticos e de logística. É uma prova de que, mesmo num cenário desfavorável, é possível fazer pesquisa clínica. Realmente encorajador. Você sai de uma posição de espera de que algo aconteça para outra em que passa a buscar alternativas de como contribuir para que a realidade do acesso ao tratamento oncológico mude.”
Dra. Hyrlana Leal Barbosa Passos, residente do terceiro ano do Hospital Português, em Salvador - BA

“Pelo que observei até participar do programa, os profissionais acabam se fechando muito para essa área de pesquisa clínica, por conta da burocracia e das dificuldades em nosso país. Mas, conhecendo in loco como a equipe de Ijuí vem superando tudo isso, estou convencido de que precisamos construir um novo olhar e uma nova atitude. Conhecer como um centro de pesquisa é construído e atinge um nível de excelência, superando as adversidades brasileiras, nos faz acreditar que é possível ser feito; o Brasil tem, sim, condições de participar de pesquisas clínicas importantes.”
Dr. Marcos Dumont Bonfim Santos, residente do primeiro ano da UNIFESP, em São Paulo - SP

Foto Residentes ano passado

Dr. Fábio Franke (ao centro), vice-presidente da SBOC para Pesquisa Clínica e Estudos Corporativos, fundador do ONCOSITE e Coordenador do Programa, Dra.Hyrlana e Dr. Marcos

O Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR), a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) divulgaram, em 15 de abril de 2019, uma nota de esclarecimento em resposta a vídeos publicados recentemente na mídia eletrônica (Youtube), que disseminam, de maneira irresponsável, informações distorcidas sobre a detecção e diagnóstico do câncer de mama.

A Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) apoia por completo o teor da nota de esclarecimento e recomenda o rastreamento mamográfico anual para todas as mulheres a partir dos 40 anos. Dr. Sergio Simon, Presidente da SBOC, ratifica que a mamografia é uma das principais formas de detecção precoce do câncer de mama, pois é capaz de detectar alterações pré-malignas e tumores muito pequenos, com chance de cura de 90% se tratados precocemente. “Infelizmente, o Brasil não tem acompanhado a tendência de queda de mortalidade por câncer de mama que ocorre nos países desenvolvidos, exceto nas regiões Sul e Sudeste, onde 70% da população faz rastreamento mamográfico e está começando a haver uma queda. No resto do Brasil, especialmente Norte e Nordeste, pelo contrário, ocorre aumento de mortes a cada ano, o que é muito grave”. Dr. Sergio ainda explica que mulheres com histórico de câncer familiar e diagnosticadas como portadoras de mutação de BRCA1 ou BRCA2 devem começar a mamografia aos 25 anos. “Esse número não é pequeno: varia entre 6% e 10% das mulheres com câncer de mama. E há um grande número de mulheres no Brasil que têm câncer familiar e não são rastreadas de maneira adequada”, finaliza.

Leia abaixo, na íntegra, a nota de esclarecimento divulgada.



NOTA DE ESCLARECIMENTO 
SOBRE VÍDEOS DIVULGANDO INFORMAÇÕES FALSAS SOBRE A MAMOGRAFIA


O Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR), a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) se veem no dever de divulgar uma nota de esclarecimento em resposta a vídeos publicados recentemente na mídia eletrônica (Youtube), que disseminam de maneira irresponsável informações distorcidas sobre a detecção e diagnóstico do câncer de mama. Assim, gostaríamos de afirmar:

1) O câncer de mama é o tumor mais frequente entre as mulheres e a principal causa de morte por tumor no Brasil e no mundo. Entretanto, no Brasil, diferentemente dos países desenvolvidos, a mortalidade pelo câncer de mama continua aumentando.

2) A causa do contínuo aumento da mortalidade é a falta de programas de rastreamento adequados ou a baixa adesão da população aos programas oferecidos – principalmente devido à falta de informação ou então acesso a informações distorcidas, como estas recentemente veiculadas. Também se deve a falta de acesso em tempo hábil aos tratamentos recomendados.

3) Deve-se enfatizar que a mamografia é o único exame que, quando realizado de maneira sistemática a partir dos 40 anos em mulheres assintomáticas, comprovadamente leva a uma redução da mortalidade pelo câncer de mama. Isso foi demonstrado através de grandes estudos realizados em mais de 500 mil mulheres, sendo observado uma redução da mortalidade que variou entre 10% a 35% no grupo de mulheres submetidas ao rastreamento em relação às que não eram submetidas.

4) Dessa forma, as principais sociedades médicas no Brasil e no mundo são unânimes em recomendar o rastreamento mamográfico para as mulheres assintomáticas, iniciando a partir dos 40 anos ou 50 anos (dependendo do país), com uma periodicidade anual ou bienal (também variando em alguns países). No Brasil, as sociedades médicas recomendam o rastreamento mamográfico anual para as mulheres entre 40 a 75 anos.

5) O auto-exame detecta o tumor quando o mesmo já está em uma fase adiantada, não tendo estudo que comprove qualquer benefício para a redução da mortalidade, não devendo ser adotado como método de rastreamento.

6) O risco de câncer radioinduzido é extremamente baixo, tendo em consideração as doses de radiação envolvidas em cada exame. E não existe estudo que demonstre que os riscos excedem os benefícios, na faixa etária recomendada.

7) Citação de absurdos como “uma biópsia leva a desenvolver câncer” foge a compreensão de qualquer médico com um mínimo de conhecimento na área oncológica.

Dessa forma, a indignação é porque muitas mulheres que assistem a esses vídeos podem considerar não realizar a mamografia. E isso pode significar a perda da chance de detectar o tumor de mama em uma fase inicial, em que se pode oferecer a possibilidade de cura e tratamentos menos agressivos.


Comissão Nacional de Mamografia - Colégio Brasileiro de Radiologia, Sociedade Brasileira de Mastologia,
Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia.

São Paulo, 15 de abril de 2019

Em dezembro de 2017, o Ministério da Saúde incorporou o pertuzumabe no tratamento em primeira linha de pacientes com câncer de mama HER2-positivo metastático no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). A Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) havia apresentado, em março do mesmo ano, parecer técnico favorável à incorporação, englobando revisão sistemática da literatura, avaliação de custo-efetividade e análise de impacto orçamentário.

A utilização do pertuzumabe com outra medicação e com quimioterapia representa milhares de mortes evitadas, pois pode aumentar a sobrevida das pacientes em quase cinco anos. A medida tinha até 180 dias para entrar em vigor, mas, até o momento, 15 meses depois, os pacientes do SUS estão sem acesso ao medicamento.

No dia 11 de abril, o SBT Brasil veiculou uma reportagem sobre o assunto, com a participação do Dr. Sergio Simon, Presidente da SBOC. Na entrevista, ele ratificou o impacto da medida na vida das pacientes. "A disponibilização desse medicamento é muito importante, principalmente para mulheres jovens, com filhos pequenos, que representam a grande maioria das pacientes que tem esse tipo de câncer mais agressivo. É um tratamento caro, mas o governo tem o poder de negociar com os laboratórios e é um investimento que, sem dúvida, vale a pena do ponto de vista social."

Segundo a reportagem, o Ministério da Saúde ainda está negociando valores com os fabricantes.

Clique aqui para assistir à reportagem.

 

A chegada dos biossimilares à oncologia brasileira foi o tema apresentado pela Dra. Cinthya Sternberg, Diretora Executiva da Sociedade Brasileira de Oncologia Clíncia (SBOC), em 11 de abril, no XXII Congresso Brasileiro de Mastologia e IX Simpósio Internacional de Mastologia, no Rio de Janeiro. O tema fez parte de um programa específico do evento sobre Patient Advocacy.

O primeiro biossimilar oncológico aprovado no Brasil foi justamente para o tratamento do câncer de mama. O Zedora®, princípio ativo trastuzumabe, obteve o registro da Anvisa em dezembro de 2017 para pacientes com câncer de mama HER-2 positivo. Dra. Cinthya explicou que os biossimilares, produtos biológicos semelhantes aos biofármacos de referência, já podem ser considerados uma medida real no enfrentamento dos altos custos dos tratamentos de câncer. As agências regulatórias dos Estados Unidos e da Europa aprovaram vários deles para diferentes neoplasias nos últimos anos. Estudos clínicos demonstraram eficácia e segurança, assim como a fabricação por laboratórios farmacêuticos com vasta experiência em moléculas inovadoras. "Quando há comprovação científica de que o biossimilar apresenta os mesmos resultados esperados com o medicamento de referência, a decisão pode ser baseada somente no menor custo, pois não existe benefício clínico incremental entre eles. Claro que o objetivo não é economizar, mas usar os recursos disponíveis para beneficiar um maior número de pacientes", ressaltou Dra. Cinthya.

A Diretora da SBOC também abordou questões como a preocupação com a intercambialidade, pela forma como as licitações e as compras são feitas nos serviços de saúde, especialmente os públicos. O posicionamento da SBOC, publicado no ano passado sobre Biossimilares é de que, uma vez iniciado o tratamento do paciente oncológico, o mesmo medicamento seja mantido. Se for o de marca, terá de ser usado até a conclusão do tratamento; da mesma forma para o biossimilar. “Não há dados seguros para recomendarmos a intercambialidade; e a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) já avisou que não irá se pronunciar a respeito”, alertou Dra. Cinthya. “Os desenhos dos estudos para intercambialidade em oncologia são diferentes do que já se faz para outras especialidades. É realmente um grande desafio”, pontuou.

Para saber mais sobre as recomendações da SBOC a respeito dos biossimilares, acesse reportagem especial aqui.

Seis novas diretrizes foram disponibilizadas na área pública do portal da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC). As recomendações de conduta foram escritas por especialistas de reconhecida atuação em suas áreas, com base em evidências científicas, e submetidas ao crivo dos associados SBOC.

Totalmente desenhadas em português, as diretrizes trazem textos e quadros práticos que visam oferecer uma referência aos especialistas no tratamento dos pacientes com câncer. E o grande diferencial é que refletem a realidade brasileira, considerando as limitações de acesso aos tratamentos em nosso país.

No total já são 25 diretrizes publicadas sobre os tipos de câncer mais incidentes na população brasileira (veja lista abaixo). Clique aqui para acessar.


Diretrizes SBOC - Versões finais:

Adenocarcinoma colorretal
Adenocarcinoma de estômago
Adenocarcinima de pâncreas
Bexiga
Cabeça e pescoço
Cabeça e pescoço metastático
Câncer de ovário
Câncer de pênis
Câncer de testículo
Câncer do canal anal
Carcinoma da adrenal, feocromocitoma e paraganglioma
Carcinoma de mama
Carcinoma medular de tireoide
Carcinomas neuroendócrinos pouco diferenciados extrapulmonares
Colo do útero
Hepatocarcinoma
Melanoma
Próstata
Pulmão células não-pequenas: doença localizada e localmente avançada
Pulmão células não-pequenas: doença metastática
Pulmão pequenas células
Rim
Tumores neuroendócrinos bem diferenciados de pâncreas
Tumores neuroendócrinos gastrointestinais bem diferenciados
Tumores neuroendócrinos pulmonares

Em 9 de abril, a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) esteve presente em dois importantes encontros relacionados a políticas de saúde, um dos focos de atuação da entidade.

O Dr. Gustavo dos Santos Fernandes, Vice-presidente SBOC para Relações Nacionais e Internacionais, representou a Sociedade em uma sessão solene, realizada na Câmara dos Deputados, em Brasília, em homenagem ao Dia Mundial de Combate ao Câncer. O evento, que foi solicitado pela deputada Silvia Cristina (PDT-RO), abordou as estimativas de câncer no país; as leis em aprovação relativas a câncer, como a lei dos 60 dias; as questões de acessos à medicação, principalmente para pacientes do SUS; e a importância das campanhas de prevenção e diagnóstico precoce.

O Dr. Gustavo falou sobre os números alarmantes do câncer, 600 mil novos casos por ano somente no Brasil, e sobre as dificuldades dos médicos oncologistas clínicos, cirurgiões oncológicos, radioterapeutas, entre outros, que, na maioria das vezes, trabalham em estruturas que não são as mais apropriadas, mas que são as que o sistema é capaz de prover. “Apesar das dificuldades, vale lembrar que o SUS é o maior sistema de saúde pública do mundo e que devemos defendê-lo e tentar aprimorá-lo”, ressaltou. Também abordou a importância da prevenção de tumores de mama, câncer colorretal e de colo de útero e sugeriu o estímulo à criação de programas educacionais para que a população entenda o valor da prevenção.

No mesmo momento, o Dr. Sergio Simon, Presidente da SBOC, esteve presente no evento “As Novas Tecnologias e a Saúde Suplementar – Benefícios aos Pacientes e Seus Custos”, realizado em São Paulo, para debater com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) a sustentabilidade do sistema de saúde. O encontro foi promovido pela Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma).

O Dr. Sergio falou sobre a evolução do tratamento do câncer de mama no mundo e o impacto das tecnologias na sobrevida das pacientes. E exemplificou: no século XIX, na Inglaterra, a sobrevida mediana era de 2,7 anos, ou seja, 50% das pacientes com câncer de mama morriam após 2,7 anos do diagnóstico, e 90% morriam após 7 anos do diagnóstico. Hoje, 98% das pacientes com tumores de mama de até três centímetros, tipo HER-2 positivo - o mais agressivo, não apresentam recidiva após cinco anos do diagnóstico. “A curva de sobrevida subiu de maneira incrível, mas isso tem um custo. A sociedade tem que decidir como vai pagar por isso, como consegue arcar com a introdução de novas tecnologias para tratamento do câncer que estão cada vez mais caras”, concluiu.

No evento foram apresentados dados de um estudo sobre os impactos dos medicamentos nos custos atuais da saúde suplementar, como o crescimento da demanda dos planos de saúde entre 2014 e 2017; os gastos e variações de preços de com medicamentos; exames em excesso e desperdícios.

Embora os gastos com medicamentos tenham passado de R$ 8 bilhões para R$ 12,7 bilhões, entre 2014 e 2017, configurando um incremento de 58,7%, eles seguem com baixa representatividade nos gastos totais dos planos. Representam atualmente 6,5% do faturamento das operadoras, um índice baixo, se comparado a diversos outros, como o índice de fraudes e desperdícios, por exemplo, que supera 19%.

Com o foco em impulsionar a pesquisa clínica na área de oncologia no Brasil, a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) desenvolveu um Programa de Capacitação que, em sua segunda edição, dará oportunidade para dois residentes e quatro jovens oncologistas visitarem o Centro de Pesquisa Clínica em Oncologia do Hospital de Caridade de Ijuí (RS) – ONCOSITE.

O coordenador do Programa é o Dr. Fábio Franke, vice-presidente da SBOC para Pesquisa Clínica e Estudos Corporativos e fundador do ONCOSITE. Segundo o pesquisador, o objetivo da iniciativa é que os participantes selecionados conheçam, in loco, uma instituição que superou as adversidades e se tornou referência nacional em pesquisa clínica, atualmente responsável pelo maior número de estudos em andamento no país.

As inscrições para Residentes estão abertas de 08 a 26/04/2019. Já os jovens oncologistas poderão se inscrever em junho, no período de 10 a 28/06. Para efetuar a inscrição, é necessário ser associado adimplente da SBOC, preencher o formulário e enviar as cartas e documentos descritos no edital por e-mail. É válido lembrar que Residentes não pagam anuidade na SBOC.

As vagas do Programa são direcionadas por região. Um dos residentes deverá ser do Norte, do Nordeste ou do Centro-Oeste, já o outro do Sul ou do Sudeste. Eles farão o Programa em Ijuí de 17 a 19 de junho. Haverá também uma vaga reservada para um jovem oncologista do Norte e um do Sul ou Sudeste, no período de 26 a 28 de agosto. O oncologista do Nordeste e o do Centro-Oeste, por sua vez, estarão lá na semana de 4 a 6 de novembro.

O Centro de Pesquisa Clínica em Oncologia do Hospital de Caridade de Ijuí (RS) – ONCOSITE foi criado em 2005 e já participou, desde então, de quase 200 estudos clínicos, num total de aproximadamente 2 mil pacientes atendidos.

A SBOC incentiva, com esse Programa, o desenvolvimento de centros de pesquisa clínica em Oncologia em todo o país, com ênfase nas áreas afastadas dos grandes centros, onde os pacientes têm maior dificuldade de acesso ao tratamento do câncer.

Clique aqui para acessar o edital ou para mais informações sobre o Programa.