Oportunidades para Oncologistas

Fabiana Rocha

Fabiana Rocha

Em seu terceiro e último dia, o ESMO Summit, evento realizado pela primeira vez no Brasil em uma parceria entre a European Society of Medical Oncology (ESMO) e a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), lotou o auditório do Renaissence e novamente trouxe temas relevantes para o avanço da oncologia no Brasil e na América Latina.

Na primeira sessão do dia, sétima do evento, especialistas debateram sobre cuidados paliativos e de suporte. Dr. Ricardo Caponero, Oncologista Clínico e membro da SBOC; Dra. Karin Jordan, da Alemanha; Dr. Rodrigo Ramella Munhoz, Vice-presidente da SBOC para Ensino da Oncologia; e Dr. João Luis Chicchi Tomé, Especialista em Medicina Paliativa; apresentaram as práticas atuais de suporte no cuidado e controle da dor no mundo e, principalmente, na América Latina. Também foram apresentadas diretrizes de manejo de toxicidades imunomediadas e gestão de efeitos adversos, finalizando a sessão com apresentação de casos clínicos e painel de discussões. Para Dr. Munhoz, “esse módulo veio compor uma programação extremamente rica que se desenvolveu nesses três dias de ESMO Summit”.

O tema da sessão seguinte foi câncer de mama, trazendo os padrões atuais de tratamento, estudos e práticas para os casos de câncer de mama precoce, avançado e metastático, imuno-oncologia e o cenário do câncer de mama na América Latina. As apresentações dessa sessão ficaram por conta da Dra. Yanin Chávarri Guerra e Dr. Enrique Soto, ambos do México; Dr. Evandro de Azambuja, brasileiro, Head de Promoção Acadêmica da ESMO, que atua na Bélgica há 16 anos; e Dr. Enrique Díaz Cantón, da Argentina. Destaque para os estudos apresentados sobre imunoterapia e estratégias para transformar os chamados tumores frios em tumores quentes, ou seja, tumores que respondem à imunoterapia, e para os casos clínicos apresentados. De acordo com o Dr. Evandro de Azambuja, um evento como este é de extrema importância para os países da América Latina, especialmente para o Brasil por conta do crescimento do número de oncologistas no país, principalmente pela quantidade jovens oncologistas.

A última sessão do evento tratou de câncer de cabeça e pescoço. Dra. Nora Sobrevilla, Dra. Maritza Ramos Ramirez, Dr. David Heredia, todos do México; e Dr. Jean-Pascal Machiels, da Bélgica, apresentaram estudos, práticas e padrões de tratamento do câncer de cabeça e pescoço. Foram abordados novos tratamentos e novos guidelines disponíveis que, segundo estudos, aumentam a taxa de sobrevida dos pacientes em estágios 3 e 4 desse tipo de tumor, entre elas a quimioterapia concomitante. Foi citado o aumento da incidência do câncer de cabeça e pescoço no mundo devido ao consumo de álcool, ao tabagismo e à contaminação com o vírus HPV. Sobre a realidade na América Latina, se falou sobre a dificuldade do acesso ao tratamento por conta da quantidade limitada de equipamentos de radioterapia (aceleradores lineares). Também foi citada a necessidade de politicas públicas e campanhas de vacinação contra o HPV.

Dra. Cinthya Sternberg, Diretora Executiva da SBOC e membro da comissão organizadora, encerrou o evento agradecendo a presença de todos e ratificou que trazer o ESMO Summit para o Brasil foi uma conquista não só para a SBOC, mas principalmente para a oncologia da América Latina, selando a parceria com essa importante entidade europeia. Aproveitou a ocasião para convidar a todos para II Semana Brasileira da Oncologia, que acontece de 22 a 26 de outubro, realizada em parceria entre a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), a Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO) e a Sociedade Brasileira de Radioterapia (SBRT).



O segundo dia de um dos principais eventos educacionais da European Society of Medical Oncology (ESMO), inédito no Brasil, teve início com estudos e padrões atuais de cuidado do câncer de próstata e discussão sobre a gestão do tratamento desse tipo de tumor na América Latina, falando também sobre acesso, com a apresentação da Dra. Maria Teresa Bourloun e do Dr. Luis Antonio Mejia, do México, e do Dr. Ronald de Wit, da Holanda.

Ainda no período da manhã, a quinta sessão do ESMO Summit tratou sobre melanoma, mostrando guidelines, estudos e casos clínicos, com o Dr. Paolo Ascierto, da Itália, o Dr. Rafael Aron Schmerling e a Dra. Ana Cláudia Galdino, ambos Oncologistas Clínicos e membros da SBOC. Foram apresentados os avanços no tratamento do melanoma desde 2010 e abordadas questões sobre aprovações de novas drogas mas sem padrão de utilização definido, novas drogas que já têm resultados comprovados e não são aprovadas na América Latina e na Europa, e outras que são aprovadas mas ainda não são viáveis financeiramente, dificultando o acesso e o tratamento do melanoma.

Na parte da tarde, o evento teve como tema os tumores gastrointestinais. A sexta sessão abordou a evolução dos tratamentos, com o Dr. Paulo Hoff, Oncologista Clínico e membro da SBOC, que citou que a imunoterapia será o grande diferencial para o tratamento desse tipo de câncer no futuro, pois atualmente, por questões de acesso, ainda não é viável na América Latina. Dr. Fortunato Ciardiello, da Itália, apresentou algumas práticas de rastreamento e terapias utilizadas na Europa para canceres gastrointestinais. Dr. Jorge Gallardo, do Chile, falou sobre tratamentos do câncer de vesícula e apresentou ações realizadas com o governo chileno para diminuir a incidência desse tipo de câncer no país. Dr. Ardnt Vogel, da Alemanha, trouxe as práticas e terapias disponíveis para o câncer de fígado, e destacou que a quimioterapia deveria ser mais utilizada no tratamento de primeira linha para esse tipo de tumor, antes da cirurgia ou transplante. Andrés Cervantes, da Espanha, Chair do Comitê Educacional da ESMO, apresentou cuidados e padrões no tratamento do câncer gástrico e destacou a avaliação multidisciplinar como a chave do sucesso no tratamento. A sessão se encerrou com a apresentação de casos clínicos pela Dra. Maria Ignez Braghiroli, Oncologista Clínica e membro da SBOC.

Ao final do evento, em entrevista à Assessoria de Comunicação da SBOC, Dr. André Cervantes elogiou a qualidade do evento e afirmou estar impressionado com o nível de excelência dos palestrantes latino-americanos e com a apresentação de dados regionais. “A parceria com a SBOC para a realização deste evento foi muito positiva. Estou ansioso para estabelecer novas parcerias com sociedades latino-americanas”, concluiu.

 

 

 

 

O evento teve início com dois workshops simultâneos, com a participação de especialistas internacionais e nacionais, que discutiram guidelines e práticas adotadas pelas principais instituições do mundo, inclusive pela ESMO. Um dos workshops abordou um assunto inédito: a plataforma internacional Magnitude of Clinical que Benefit Scale (MCBS), uma escala com o propósito de mensurar o benefício das medicações oncológicas à disposição, com uma abordagem padronizada, genérica, validada e reprodutível. Coordenado pelo presidente da ESMO, Josep Tabernero, e pelo Dr. Felilpe Roitberg, Oncologista Clínico, membro da SBOC e da ESMO, o Workshop mostrou a plataforma que pode modificar a forma como a indústria farmacêutica tem desenhado os estudos clínicos, bem como a priorização de análise pelas fontes pagadoras, públicas ou privadas, por meio de discussões e exercícios práticos.

O outro workshop tratou sobre o câncer do colo do útero, o terceiro mais incidente entre as mulheres e com estimativa de 16 mil novos casos por ano no Brasil. Além de debater sobre tratamentos e guidelines, foram discutidas políticas nacionais para melhorar a prevenção e o controle do câncer do colo do útero e o papel das entidades médicas nas campanhas educacionais. “Apesar da disponibilidade da vacina contra o HPV pelo sistema público de saúde, a adesão ainda é muito baixa no mundo inteiro, principalmente nos países da América Latina. Precisamos trabalhar tanto em campanha de vacinação quanto de rastreamento, pois a incidência e o diagnóstico da doença avançada é muito grande”, afirmou Dra. Andreia Cristina Melo, Oncologista Clínica, membro da SBOC, e responsável pela apresentação de estudos e casos clínicos durante o workshop. Também coordenaram e participaram das discussões do tema a Dra. Susana Banerjee, Consultora Médica Oncologista, Líder de Pesquisa da Universidade de Ginecologia da Royal Marsden, Londres, Reino Unido, e membro da ESMO; a Dra. Luisa Villa, Bióloga, especialista em Biologia Molecular e em HPV; a Dra. Angelica Nogueira e o Dr. Eduardo Paulino, Oncologistas Clínicos e membros da SBOC.

E, por último, as mais de 300 pessoas presentes puderam se atualizar com estudos e padrões de tratamento do câncer de pulmão, incluindo um painel de discussões com a participação do Dr. Oscar Arrieta e do Dr. Roberto Sanches Reyes, ambos do México, e da Dra. Solange Peters, da Suíça. Um dos destaques sobre esse assunto foi a abordagem sobre casos de câncer de pulmão não relacionados ao tabagismo, ou seja, casos genéticos. Também foram trazidas questões sobre acesso a medicamentos e exames de rastreamento no mundo, principalmente no Brasil, no Uruguai e na Argentina, países da América Latina com maior incidência de câncer de pulmão.

 

 

O câncer do colo do útero, o terceiro mais incidentes entre as mulheres e com estimativa de 16 mil novos casos por ano no Brasil, será tema de um dos Workshops programados para o primeiro dia do ESMO Summit, um dos principais eventos educacionais da European Society of Medical Oncology (ESMO), sediado pela primeira vez no Brasil entre os dias 22 e 24 de março, em São Paulo.

Com o objetivo de debater sobre tratamentos, guidelaines e políticas nacionais para melhorar a prevenção e o controle do câncer do colo do útero, o Workshop terá como Co-Chair a Dra. Susana Banerjee, Consultora Médica Oncologista e Líder de Pesquisa da Unidade de Ginecologia da Royal Marsden, Londres, Reino Unido, e membro da ESMO; e a Dra. Luisa Villa, Bióloga, especialista em Biologia Molecular e em HPV.

O Workshop se dividirá em duas partes. Uma com foco em prevenção primária e secundária, vacinas e rastreamento; e a outra trará discussões, guidelines, e publicações com recomendações da ESMO sobre tratamentos, inclusive com discussões de casos clínicos.

A programação completa do ESMO Summit está disponível no site https://www.esmo.org/Conferences/ESMO-Summit-Latin-America-2019

As inscrições para a IV Gincana Nacional da Oncologia para Residentes estão abertas até as 13h do dia 1º de abril. O objetivo da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) é proporcionar um treinamento virtual no diagnóstico e no tratamento multidisciplinar do paciente oncológico. “A Gincana já é um evento consolidado em nosso calendário anual e esperado pelos residentes de todo o país. E condiz com o nosso papel de incentivar a formação e a educação continuada em oncologia clínica", afirma a Dra. Cinthya Sternberg, Diretora Executiva da SBOC.

Para participar, os residentes devem ser associados SBOC e ter conhecimentos gerais de oncologia, como diagnóstico, estadiamento e história natural da doença; epidemiologia; biologia molecular; e domínio sobre o tratamento dos principais tipos de tumores. Lembrando que residentes não pagam anuidade na SBOC.

A gincana terá início em 1º de abril, com a publicação do primeiro caso clínico às 20h, e a cada 15 dias um novo caso será publicado. Serão 12 casos no total, divididos em três blocos. A pontuação será composta pelo número de acertos e pelo menor tempo de resposta a cada questão. Cada caso terá de uma a cinco perguntas, lançadas no site ao longo da semana.

Os três primeiros colocados de cada bloco serão premiados com um pacote para participar do XXI Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica, em outubro deste ano, no Rio de Janeiro. No fim da gincana, será anunciado o ranqueamento geral dos participantes. Os três primeiros colocados na soma de todos os casos serão considerados os vencedores e serão premiados com um pacote para participar de um dos principais eventos de oncologia do mundo, o ASCO Annual Meeting 2020, que será realizado em Chicago, EUA.

Para a Dra. Clarissa Baldotto, Membro da Diretoria da SBOC e integrante da comissão científica da Gincana, além de disseminar o conhecimento médico em oncologia clínica, a iniciativa contribui para a integração de preceptores e residentes de todo o Brasil.

Para se inscrever e para mais informações, acesse o site da Gincana - clique aqui


Confira a opinião de alguns dos participantes da última edição, realizada em 2018:

“As questões nos estimulam a estudar e buscar respostas. Os prêmios nos permitem participar de importantes eventos de oncologia, nos quais as pesquisas mais recentes são apresentadas e discutidas. É um constante estímulo ao aprendizado.”
Dra. Renata Colombo Bonadio, do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp)
São Paulo/ SP

“Cada caso é apresentado de forma progressiva, desde a primeira até a quinta e última questão, o que exige que você estude desde o diagnóstico até todas as fases do tratamento. Isso possibilita uma revisão, que é rápida, mas muito baseada na prática, aplicável no nosso dia a dia.”
Dra. Tabatha Nakakogue, da Liga Paranaense de Combate ao Câncer – Hospital Erasto Gaertner
Curitiba/ PR

“Eu estava com receio de caírem matérias sobre assuntos que ainda não havíamos tido uma abordagem maior na residência, mas consegui encontrar as respostas nas diretrizes da SBOC e em outras fontes de consulta. É uma experiência muito empolgante, nos estimula a estudar e desperta o interesse para o diagnóstico e tratamento dos diversos tipos de tumor.”
Dra. Natasha Carvalho Pandolfi, do A.C.Camargo Cancer Center
São Paulo/ SP

Nesta semana acontece o ESMO Summit, um dos principais eventos educacionais da European Society of Medical Oncology (ESMO), sediado pela primeira vez no Brasil. O evento, realizado entre os dias 22 e 24 de março, em São Paulo, é desenvolvido em parceria com a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC),com a participação de líderes internacionais e nacionais, e colocará em contexto os avanços mais significativos na oncologia.

Em seu primeiro dia, a programação conta com um Workshop inédito sobre a plataforma internacional Magnitude of Clinical Benefit Scale (MCBS), já utilizada em alguns países como Chile, Holanda, Áustria entre outros, bem como recentemente incorporada em alguns dos novos guidelines de tratamento da ESMO. Trata-se de uma escala com o propósito de mensurar o benefício das medicações oncológicas à disposição, com uma abordagem padronizada, genérica, validada e reprodutível. As graduações ocorrem conforme intenção curativa (A a C) ou não curativa (1 a 5) do tratamento. Hoje temos inúmeras drogas aprovadas que, teoricamente, trazem benefícios para os pacientes, mas esses ganhos são muito variáveis, difíceis de se comparar e num cenário em que os custos também tem impacto considerável. Essa ferramenta visa contribuir para avaliação do real impacto. Mas como?

Dr. Felipe Roitberg, Oncologista Clínico, membro da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), membro da ESMO e Co-chair do Workshop explica: são inseridos dados dos principais estudos em oncologia e analisados por um Comitê constituído por membros de diversos países. Os desfechos dos estudos, tais como ganho de sobrevida, sobrevida livre de progressão, toxicidade e qualidade de vida são ajustados aos formulários da escala. A partir de então, as novas tecnologias recebem notas que podem contribuir para a tomada de decisão quanto à incorporação dos tratamentos com maior benefício para os pacientes.

“Acredito que essa plataforma vai modificar a forma como a indústria farmacêutica tem desenhado os estudos clínicos, bem como a priorização de análise pelas fontes pagadoras, públicas ou privadas. No Brasil ainda não é utilizada em larga escala, mas órgãos como a CONITEC e o Ministério da Saúde já se mostram interessados. É uma ferramenta que pode, facilmente, ser utilizada pelos nossos órgãos reguladores no futuro próximo”, afirma Dr. Felipe.

Com a participação do presidente da ESMO, Josep Tabernero, o Workshop apresentará a escala de avaliação e exercícios práticos nos quais os participantes poderão treinar, discutir e avaliar a utilização da ferramenta. “É uma oportunidade única de ouvir o presidente de uma das principais sociedades oncológicas do mundo sobre uma plataforma inédita que pode contribuir inclusive para questões de políticas públicas”, conclui Dr. Felipe.

A programação completa do ESMO Summit está disponível no site https://www.esmo.org/Conferences/ESMO-Summit-Latin-America-2019

Processo seletivo da FAHECE – Fundação de Apoio ao HEMOSC/CEPON para a contratação de Médico II - Oncologista Clínico, para atuação na cidade de Florianópolis.

Documentos necessários: Diploma de ensino superior em Medicina reconhecido pelo MEC, com registro no CRM/SC. Certificado de Residência ou Título de Especialista em Oncologia Clínica reconhecida pelo MEC.

Inscrições até o dia 17/03/2019 pelo site www.fahece.org.br - Trabalhe Conosco.

Na última quinta-feira, 14 de março, a SBOC esteve presente no III Encontro de Cancerologia no Interior Paulista (ECIP) e X Simpósio de Mastologia, Oncologia e Imaginologia Mamária, realizado em São José do Rio Preto, promovido por diversas instituições da área da saúde.

No primeiro dia do evento, a programação contou com um módulo exclusivo sobre Pesquisa Clínica em Oncologia. Dra. Cinthya Sternberg, Diretora Executiva da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), apresentou as iniciativas promovidas pela SBOC para fomentar a Pesquisa Clínica em Oncologia no Brasil.

Além de atuar em frentes como educação continuada, políticas de saúde, defesa profissional, relações nacionais e internacionais, a SBOC tem um forte compromisso com o incentivo à formação e à pesquisa. Oferece aos seus associados uma plataforma que traz um painel de estudos clínicos em andamento no país abertos à inclusão de pacientes oncológicos. Por meio dessa plataforma os médicos podem consultar os estudos, seus critérios de inclusão e os dados de contato com pesquisadores e, assim, contribuir com o recrutamento de pacientes em todo o Brasil. Um outro serviço disponibilizado aos associados com foco na Pesquisa Clínica é o de Bioestatística para auxílio no desenho experimental de estudos clínicos e análise estatística de estudos já realizados.

A SBOC também é responsável por programas na área voltados a jovens oncologistas em parceria com instituições internacionais. No ano passado, por exemplo, o Programa de Imersão Internacional em Pesquisa Clínica selecionou dois bolsistas para um Observership no Developmental Therapeutics Program da Northwestern University Feinberg School of Medicine, um dos centros de referência no tratamento e no desenvolvimento de estudos clínicos em Oncologia. Ainda em 2018, a SBOC promoveu o Fellowship de Pesquisa Clínica no Exterior, que ofereceu a dois jovens a oportunidade de treinamento em Pesquisa Clínica em centros de referência fora do Brasil, como Johns Hopkins e Dana-Farber Cancer Institute.

Em parceria com instituições nacionais, a SBOC também promoveu no ano passado dois programas que se repetirão neste ano. O Programa de Especialização em Tumores Neuroendócrinos, realizado em conjunto com o A.C.Camargo Cancer Center, que tem duração de um ano e contém em sua programação tempo reservado para pesquisa e produção científica. Já o Programa de Capacitação em Pesquisa Clínica permite que dois residentes e quatro jovens oncologistas visitem, por uma semana, o Centro de Pesquisa Clínica em Oncologia do Hospital de Caridade de Ijuí (RS) – Oncosite, instituição que superou as adversidades, se tornou referência nacional em Pesquisa Clínica e hoje é responsável pelo maior número de estudos em andamento no país.

A participação dos oncologistas em todas essas iniciativas pode trazer resultados práticos em curto prazo. No caso dos programas voltados aos jovens oncologistas, por exemplo, a vivência em importantes Centros de Pesquisa Clínica pode contribuir para que eles fiquem ainda mais motivados como agentes decisivos para a criação de centros de Pesquisa Clínica em suas cidades. "O número de estudos em todo o mundo cresceu 13.000% nos últimos 18 anos. A parcela que cabe ao Brasil hoje é de aproximadamente 6 mil estudos ou 1,65% do total. Precisamos promover a Pesquisa Clínica em nosso país, principalmente porque aqui ainda é por meio dela que se tona possível ampliar o acesso a novas terapias, melhorar a qualidade de vida e muitas vezes aumentar a sobrevida de pacientes que não têm mais outras opções de tratamento", afirma Dra. Cinthya, que também é pesquisadora.

No contexto de uma doença extremamente grave e praticamente órfã de novas opções de tratamento nas últimas décadas e, principalmente, em face do benefício significativo que este tratamento pode proporcionar às pacientes, a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) vê fundamentos científicos sólidos para solicitar celeridade na aprovação pelas autoridades regulatórias brasileiras da combinação de nab-paclitaxel e atezolizumabe para o tratamento de pacientes com câncer de mama triplo-negativo metastático, ainda mais agora com a aprovação desta combinação terapêutica pela agência norte-americana de medicamentos, o FDA, ocorrida no dia 08 de Março de 2019.