Oportunidades para Oncologistas

Fabiana Rocha

Fabiana Rocha

Câncer de mama triplo-negativo é relativamente raro e constitui o subtipo mais grave dos cânceres de mama. Embora diversos quimioterápicos tradicionais possam ter algum grau de atividade contra a doença metastática, o controle é pouco duradouro e a expectativa de vida das pacientes é menor que dois anos. Neste contexto bastante sombrio e sem avanços significativos nas últimas décadas, foi apresentado no Congresso da Sociedade Europeia de Oncologia (ESMO Congress 2018) o IMpassion 130, primeiro estudo de fase 3 a documentar benefício significativo de imunoterapia em câncer de mama metastático. Em face da importância do resultado, o estudo foi simultaneamente publicado na mais renomada revista científica médica, o New England Journal of Medicine. Posteriormente novos dados desse estudo (biomarcadores e sobrevida global) foram apresentados no tradicional Simpósio de Câncer de Mama de San Antonio, em dezembro, nos EUA, confirmando o benefício da imunoterapia.

O estudo IMpassion 130 randomizou mulheres com câncer de mama metastático triplo-negativo na primeira linha para receberem tratamento com nab-paclitaxel e placebo ou o mesmo nab-paclitaxel acrescido de atezolizumabe, um imunoterápico moderno. Foram planejadas análises para o grupo total das 451 pacientes de cada braço de tratamento, assim como uma análise exclusivamente para as 185 pacientes de cada braço de tratamento cujos tumores tinham a presença de PD- L1 nos linfócitos que infiltram o tumor. PD-L1 é o alvo da imunoterapia (atezolizumabe) e sua presença tem sido relacionada a maior benefício da imunoterapia em diversos tipos de câncer.

Os resultados do estudo mostraram que, avaliando a população como um todo, havia um controle mais duradouro da doença no grupo tratado com atezolizumabe associado ao nab-paclitaxel, embora a diferença na duração do controle tenha sido modesta. Já na análise das pacientes com PD-L1 positivo (cerca de 40% do total), o benefício em termos de controle da doença foi maior, com uma redução do risco de progressão de 38% (o que significou um ganho de 2,5 meses no controle da doença) em favor da utilização do atezolizumabe. O resultado mais impressionante e animador, no entanto, foi a redução de 38% no risco de morte (representando um ganho de 10 meses em termos de sobrevida global, 25 contra 15,5 meses favorecendo a imunoterapia) no grupo que recebeu atezolizumabe. A toxicidade do tratamento foi leve em ambos os grupos de tratamento (com ou sem imunoterapia).

No contexto de uma doença extremamente grave e praticamente órfã de novas opções de tratamento nas últimas décadas, em função da disponibilidade de ambas as medicações em nosso País (embora aprovadas para outros tipos de tumores) e, principalmente, em face do benefício significativo que este tratamento pode proporcionar às pacientes, a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) vê fundamentos científicos sólidos para solicitar celeridade na aprovação pelas autoridades regulatórias brasileiras da combinação de nab-paclitaxel e atezolizumabe para o tratamento de pacientes com câncer de mama triplo-negativo metastático, ainda mais agora com a aprovação desta combinação terapêutica pela agência norte-americana de medicamentos, o FDA, ocorrida no dia 08 de Março de 2019. Importante ressaltar a necessidade de assegurar o controle de qualidade na identificação das pacientes triplo-negativo, e também de garantir o acesso e o treinamento dos patologistas para a correta testagem da expressão de PD-L1, pois em tempos de medicina de precisão e de custos elevados do tratamento oncológico a correta identificação garante a medicação certa para a paciente certa.


Dr. Sergio D. Simon

Presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC)

Dr. Carlos H. Barrios
Membro titular da SBOC

Dr. Gilberto Amorim
Membro titular da SBOC

Dr. José Bines
Membro titular da SBOC

Dr. Max S. Mano
Membro titular da SBOC

Dr. Rafael Kaliks
Membro titular da SBOC

O câncer de mama é o mais comum na mulher brasileira, mas você sabia que dois terços dos casos de câncer mo público feminino surgem em outros órgão?

Mais de 10 mil mulheres, maioria fumantes, morrem de câncer de pulmão ao ano no Brasil. Cerca de 8 mil mulheres morrem de câncer colorretal (intestino). E o câncer de colo de útero mata quase 6 mil mulheres.

A Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) homenageou as mulheres neste 8 de março compartilhando prevenção. Em uma ação realizada na entrada principal do Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, foram distribuídos kits contendo:
- material informativo sobre principais tipos de câncer em mulheres;
- água de côco, representando a alimentação saudável na prevenção do câncer;
- e preservativos, com foco na prevenção do HPV, principal fator de risco para câncer de colo de útero e relacionado também a outros tipos de câncer.

A ação foi apenas o lançamento da campanha "SEJA A MULHER DA SUA VIDA E DE OUTRAS VIDAS.Compartilhe o que você sabe sobre prevenção de câncer com outras mulheres", que durante todo o mês trará informações relevantes sobre prevenção de câncer, principalmente dos tipos mais incidentes no público feminino, como mama, intestino, colo do útero, pulmão e tireóide.

"É papel social da SBOC disseminar informações de prevenção do câncer. Mas acreditamos que cada indivíduo e até mesmo a sociedade como um todo pode contribuir. Por isso pensamos nessa campanha, que desafia as mulheres a compartilhar informação de prevenção com outras mulheres", afirma Dra. Cinthya Sternberg, Diretora Executiva da SBOC.

A SBOC convida todas as mulheres para fazerem parte desse movimento utilizando o tema da campanha em sua foto de perfil no Facebook e compartilhando as informações de prevenção de câncer com a hashtag #SBOCnoMêsDaMulher. Clique qui e veja como participar.

O câncer de mama é o mais comum na mulher brasileira, mas você sabia que dois terços dos casos de câncer no público feminino surgem em outros órgãos?

Mais de 10 mil mulheres, maioria fumantes, morrem de câncer de pulmão ao ano no Brasil. Cerca de 8 mil mulheres morrem de câncer colorretal (intestino). E o câncer de colo de útero mata quase 6 mil mulheres.

Queremos homenagear as mulheres compartilhando prevenção. Durante todo o mês divulgaremos informações relevantes sobre prevenção de câncer, principalmente dos tipos mais incidentes no público feminino, como mama, intestino, colo do útero, pulmão e tireóide.

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E durante todo o mês, compartilhe as informações de prevenção do câncer usando a hashtag #SBOCnoMêsDaMulher

No início de fevereiro aconteceu, em San Francisco – EUA, o congresso da Sociedade Americana de Oncologia Clínica destinado à discussão do tratamento de tumores do trato geniturinário (ASCO GU).

Na ocasião, foram apresentados importantes estudos e, entre eles, considerado o principal destaque do congresso, o estudo Keynote-426, que mostrou eficácia e segurança na combinação de axitinibe e do anti-PD-1 pembrolizumabe como primeira linha de tratamento no câncer renal avançado.

Para o estudo randomizado Fase III foram considerados elegíveis pacientes com câncer renal de células claras recém diagnosticados ou com recorrência da doença no estadio IV, sem tratamento sistêmico prévio.

Os resultados, apresentados no ASCO GU, mostraram um ganho significativo de sobrevida global: aos 12 meses, 89%; e aos 18 meses, 82,3%. Em relação à sobrevida livre de progressão, os índices foram de 59,6% aos 12 meses e 41,1 aos 18 meses. A taxa de resposta objetiva foi de 59,3%.

Dr. Volney Soares Lima, oncologista e membro da diretoria da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), participou do ASCO GU e avalia os resultados do estudo como uma grande novidade que, comparada ao que já temos disponível, modifica radicalmente o cenário para o tratamento do câncer de rim. “Houve um ganho importante de sobrevida global para esses pacientes, com redução de 47% do risco de morte. Esse benefício foi visto em todos os subgrupos, inclusive naqueles pacientes de risco favorável. Acredito que em breve essa combinação deva ser aprovada no Brasil e, pendentes ainda as aprovações regulatórias, se tornará o novo tratamento padrão para esse tipo de tumor.”, conclui Dr. Volney.

Um dos mais desafiadores diagnósticos de câncer de mama é o triplo-negativo metastático, que tem baixa taxa de resposta aos tratamentos disponíveis. Há duas décadas que não há avanços nas terapias, mas um estudo publicado no The New England Journal of Medicine há aproximadamente duas semanas sugere que esse quadro pode mudar em breve. Pesquisadores de centros médicos nos Estados Unidos aplicaram, em mulheres com esse tumor, uma imunoterapia que vem sendo testada para diversos tipos cânceres e conseguiram sucesso em 33% dos casos, com remissão de, em média, sete meses. A quimioterapia convencional produz resultado em 10% a 15% das pacientes, que ficam até, no máximo, três meses livres da doença.

A droga que produziu os resultados descritos no The New England Journal of Medicine é a sacituzumab govitecan. De acordo com Dr. Gilberto Amorim, oncologista e membro da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), essa substância combina um anticorpo cujo alvo é o antígeno Trop-2, expressado pela maior parte das células do câncer de mama, e o SN-38, molécula produzida pelo quimioterápico irinotecan. Quando o anticorpo se liga às moléculas Trop-2, o medicamento é liberado dentro da célula doente, diretamente no tumor. “Esse tipo de anticorpo conjugado é conhecido em nosso meio como ‘Cavalo de Troia’, pois se liga à célula tumoral e libera a quimioterapia dentro dela”, explica Dr. Gilberto.

Os testes foram feitos com 108 pacientes de câncer de mama triplo-negativo metastático que já haviam sido submetidas a outros tratamentos. O sacituzumab govitecan reduziu a doença em um terço das participantes e, em 3% do total, produziu remissão total. “Os testes mostraram resultados muito importantes. 45% de benefício clínico e mais de 30% de respostas objetivas e duradouras no estudo Fase I/II, o que não é comum. Por isso os resultados são tão promissores”, conclui Dr. Gilberto.

A terapia inovadora ainda está pendente de aprovação do Food and Drug Administration (FDA), órgão regulatório do setor de medicamentos nos Estados Unidos.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ampliou as indicações terapêuticas dos medicamentos olaparibe (Lynparza) e pembrolizumabe (Keytruda).

O primeiro teve sua indicação ampliada para o tratamento de manutenção de pacientes adultas com carcinoma de ovário de alto grau BRCA mutado recém diagnosticado, com resposta completa ou parcial à quimioterapia em primeira linha baseada em platina. De acordo com Dr. Sergio Simon, presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), o SOLO-1, estudo que resultou na aprovação dessa nova terapia, é o primeiro de fase III prospectivo e randomizado e foi apresentado no ESMO 2018, principal evento europeu de oncologia. “Nos resultados desse estudo, a análise primária da sobrevida mostrou uma importantíssima redução no risco de progressão ou morte, próxima de 70%. Portanto, esse tratamento deve ser considerado padrão para pacientes com esse tipo de câncer”, afirma Dr. Sergio. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de ovário é a segunda neoplasia ginecológica mais comum, atrás apenas do câncer de colo do útero. A estimativa é de 6 mil novos casos por ano.

Já o pembrolizumabe (Keytruda), passa a ser indicado para o tratamento de linfoma de Hodgkin clássico refratário ou recidivado após três ou mais linhas de terapias anteriores. A aprovação foi baseada em estudos que resultaram em dados significativos de resposta ao tratamento. Entre 19% e 22% dos pacientes apresentaram taxa de remissão completa. A taxa de resposta objetiva foi entre 58% e 69%. De acordo com estimativas INCA, 3.530 novos casos de linfoma de Hodgkin devem ser diagnosticados neste ano.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou duas novas indicações do anticorpo monoclonal anti-PD-1 pembrolizumabe (Keytruda).

Uma dessas indicações é para o tratamento adjuvante de pacientes com melanoma e envolvimento linfonodal. A aprovação foi embasada por um estudo randomizado que investigou o uso de pembrolizumabe ou placebo em 1.019 pacientes com melanoma estadio III. O uso do pembrolizumabe resultou em prolongamento da sobrevida livre de recidiva, com uma redução relativa no risco de morte ou recidiva em torno de 43%.

De acordo com Dr. Rodrigo Munhoz, Oncologista Clínico e Vice-presidente da SBOC, trata-se de uma aprovação muito importante, pois pacientes que apresentam melanoma e envolvimento linfonodal têm risco elevado de recidiva e evolução desfavorável. Essa é a primeira aprovação de um agente anti-PD-1 para o tratamento adjuvante nesse contexto. “Por muitos anos, o inteferon foi a droga padrão para tratamento desse tipo de câncer, porém com impacto marginal na chance de cura dos pacientes, às custas de toxicidades significativas. Mais recentemente, para os pacientes que têm mutação do gene BRAF, tivemos a aprovação da combinação de dabrafenibe e trametinibe, que são drogas de uso oral. Mas essa é a primeira aprovação no Brasil de um agente anti-PD-1 para tratamento adjuvante do melanoma de alto risco, o que aumenta nosso arsenal terapêutico disponível para tratar pacientes com intuito curativo”, explica Dr. Munhoz.

A outra aprovação é para o tratamento de primeira linha em paciente com câncer de pulmão de células não pequenas (CPCNP) em estágio avançado ou metastático, com histologia do tipo escamosa, em combinação com a quimioterapia. O estudo que motivou a aprovação avaliou 559 pacientes sem tratamento prévio para doença metastática. Os resultados apresentaram risco de morte de 36%, redução do risco de progressão ou morte de 44% e taxa de controle da doença em torno de 86%.

Com cerca de 54,6% dos brasileiros infectados com HPV, a prevenção de cânceres causados pelo vírus esbarra não apenas no desuso de preservativo, mas também em estigmas e falta de diálogo


O período do Carnaval, anualmente, desperta a atenção dos especialistas para a importância do uso do preservativo, método mais seguro de prevenção de doenças sexualmente transmissíveis (DST), como a infecção pelo papilomavírus humano (HPV). De acordo com o Ministério da Saúde, estima-se cerca de 54,6% de brasileiros entre 16 e 25 anos estão infectados com HPV e, em 38,4% deles, tratam-se dos subtipos de alto risco, mais associados a câncer de colo do útero, vagina, vulva, pênis, ânus, boca e garganta. Por isso, os esforços voltados para prevenção têm sido foco tanto do governo federal quanto de toda a classe médica.

O quadro fica ainda mais preocupante quando associado aos dados da pesquisa da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) que aponta que 59% da população não usa preservativo como medida de prevenção ao câncer e quase 30% desconhece a relação direta entre o uso e a redução do risco de desenvolver a doença.

Além do uso de preservativo para prevenir DSTs como um todo, especialistas defendem a fundamental conscientização sobre a vacinação contra HPV, disponibilizada pelo SUS no Brasil desde 2014. Considerada a forma mais eficaz de prevenção, a vacina é capaz de proteger contra os tipos mais agressivos do vírus (6, 11, 16 e 18), podendo diminuir em até 98% a incidência de verrugas e outras doenças, como o câncer de colo de útero – o terceiro mais incidente em mulheres, apesar de ser um dos tipos de câncer mais prevenível. No sistema público, a disponibilização é gratuita para meninas entre 9 e 14 anos e meninos entre 11 e 13, além de portadores de HIV; na rede privada, outras faixas etárias também podem ser vacinadas.

Pode parecer simples, mas questões culturais e tabus da sociedade impactam diretamente a efetividade das campanhas de conscientização sobre a vacinação contra HPV. Por estar relacionada a comportamento sexual, muitas mães temem estar antecipando a vida sexual das filhas ou não confiam nos benefícios da vacinação. Para a Dra. Andreia Melo, oncologista e membro da diretoria da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), é preciso creditar a segurança e eficácia das vacinas e investir em campanhas educativas que esclareçam a relação entre a doença e o HPV. “A prevenção ao câncer de colo uterino está mais próxima de estratégias usadas para combater o sarampo ou catapora do que DSTs, inclusive porque a vacina deve ser tomada, preferencialmente, antes do início da vida sexual”, explica a Dra. Andreia.

Os especialistas destacam, ainda, os demais tipos de câncer associados ao HPV como: cabeça e pescoço (tumores que se manifestam na boca, na faringe e na laringe), pênis, vulva, vagina e ânus. “No caso do câncer de cabeça e pescoço, ainda que tabagismo e consumo de bebidas alcoólicas também sejam fatores de risco, a doença está fortemente associada com sexo oral e, por isso, é preciso uma sensibilidade maior em campanhas de conscientização e na apresentação do diagnóstico para pacientes e familiares”, comenta a Dra. Aline Lauda, oncologista da SBOC.

Educar a população sobre o tema passa também por esclarecer o funcionamento do vírus que não é causador direto do câncer, mas associa-se a fatores como predisposição genética, baixa imunidade e tabagismo. “A questão é que 80% da população mundial já teve contato com o vírus do HPV em algum momento da vida, enquanto o uso de preservativo ainda é negligenciado pelas pessoas. Nós, profissionais da saúde, precisamos reforçar que o HPV é um problema de falta de prevenção, não de promiscuidade”, explica a Dra. Aline.

O medicamento Tecentriq® (Atezolizumabe), indicado como monoterapia para tratamento de câncer de pulmão não pequenas células (CPNPC) e carcinoma urotelial (UC), ambos localmente avançados ou metastáticos, teve um novo risco identificado à sua utilização: a miosite imunorrelacionada, inflamação nos músculos que pode causar a degeneração dos tecidos progressivamente.

Recomenda-se que o tratamento com Tecentriq® (Atezolizumabe) seja suspenso em casos de miosite imunorrelacionada moderada ou severa (Graus 2 ou 3) e que seja permanentemente descontinuado em casos de miosite recorrente severa ou potencialmente fatal (Graus 3 e 4 recorrentes). Nesses casos, é necessário encaminhar o paciente a um reumatologista e/ou neurologista, considerar a realização da biópsia muscular e adotar medidas de suporte, caso indicado. O tratamento com o corticosteroide metilpredinisolona na dose de 1-2 mg/Kg/dia por via intravenosa, ou em uma dose mais elevada em bolus, deve ser considerado em casos de comprometimento severo (fraqueza limitando severamente a mobilidade, funções cardíaca e respiratória, e disfagia). O uso de agentes imunossupressores deve ser administrado caso ocorram eventos de Grau 2 ou superiores ou se o evento não melhorar após corticosteroides iniciais.

A Roche informou que o texto de bula de Tecentriq® (Atezolizumabe) será atualizado, a fim de refletir o risco de miosite imunorrelacionada, de acordo com as regulamentações aplicáveis. Após aprovação da ANVISA, a bula estará disponível para consulta nos canais apropriados da Roche e da própria ANVISA. Com vistas a minimizar esse risco, é recomendado que os profissionais de saúde sigam as orientações de manejo descritas acima. O perfil de benefício-risco de Tecentriq® (Atezolizumabe) nas indicações aprovadas permanece favorável. Para acessar a bula atual de Tecentriq® (atezolizumabe), clique aqui.

Notificações
Os profissionais de saúde devem reportar quaisquer suspeitas de eventos adversos com Tecentriq® (Atezolizumabe) por meio do sistema eletrônico para a notificações relacionadas ao uso de medicamentos da ANVISA (VigiMed) ou diretamente para a Roche:Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. / Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. / 0800-77-20-292.

Veja o comunicado da Roche na íntegra - clique aqui.

A Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH) promoveu, em 15 de fevereiro, o 1º Fórum sobre a disponibilidade de acesso à medicação no Brasil. O evento contou com a participação de representantes da Anvisa, Conitec, do Ministério da Saúde, de sociedades médicas, indústria farmacêutica e associações de pacientes.

E a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) não poderia ficar de fora, já que o tema do evento é muito presente em sua atuação. Dr. Sergio Simon, presidente da SBOC, foi convidado para debater sobre a incorporação de medicamentos no SUS e Saúde Suplementar. Nos últimos dois anos, a SBOC conquistou a incorporação de quatro importantes medicamentos para o tratamento de pacientes do SUS: Trastuzumab e Pertuzumab, para câncer de mama HER2-positivo metastático, e Pazopanibe e Sunitinibe, para carcinoma renal de células claras metastático (CCRm). Para se ter uma ideia do impacto e da relevância dessas conquistas, no caso do Trastuzumab, por exemplo, estudos apontam que aproximadamente 7 mil mulheres morreram entre 2002 e 2014, antes da droga ser liberada no Brasil. E após a liberação no Brasil ainda se levou quatro anos para o acesso dos pacientes do SUS ao medicamento. "Na área de oncologia temos enfrentado muitas dificuldades para a incorporação de medicamentos. A Plenária da Conitec é composta de pessoas alheias ao cenário da oncologia. Isso tem levado o Brasil a ter duas categorias de pacientes: SUS e privado, com uma disparidade enorme entre ambos. A evolução da saúde no Brasil é atrapalhada por decisões equivocadas", disse Dr. Sergio Simon.

Os debates ainda abordaram outros temas ligados à saúde pública, como critérios de registro de drogas pela Anvisa e Conitec, inclusão de medicamentos na Rename, responsabilidades e soluções para a interrupção da comercialização de medicamentos e descontinuidade de medicamentos de baixo custo.