As Sociedades Brasileiras de Oncologia Clínica, de Cirurgia Torácica, de Pneumologia e Tisiologia, de Radioterapia, de Patologia e o Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem realizaram, nos dias 14 e 15 de agosto, em Brasília (DF), o 1⁰ Congresso Brasileiro de Câncer de Pulmão.
As entidades são membros da Aliança Brasileira Contra o Câncer de Pulmão, lançada durante o Congresso SBOC 2023, com o intuito de unir instituições interessadas em fortalecer o diálogo com autoridades para garantir mais acesso e regulamentações para o tratamento dos tumores torácicos. Também foi anunciada no evento a entrada da Sociedade Brasileira de Família e Comunidade ao grupo.
“Percebemos que há um entendimento político de que o câncer de pulmão é importante. Dialogando com os parlamentares vamos ganhar espaço para o que nós queremos: cada vez menos pacientes para tratarmos”, explicou Dr. Carlos Gil Ferreira, presidente de honra da SBOC em 2024 e um dos idealizadores da Aliança.

Durante o evento, a articulação com os congressistas foi um dos temas mais discutidos, assim como o combate ao tabagismo. Os especialistas evidenciaram que além do cigarro tradicional, os dispositivos eletrônicos para fumar – também conhecido como vapes – causam dependência, riscos à saúde, iniciam jovens ao tabagismo e ainda têm risco de explodirem. Por isso, foram defendidas medidas de fiscalização do comércio e proibição dos artefatos.

Segundo o coordenador do Comitê de Tumores Torácicos da Sociedade Brasileiro de Oncologia Clínica (SBOC), Dr. William William, este foi um evento muito produtivo, com discussões que envolveram players de diferentes áreas da sociedade – governo, pacientes, representantes médicos –, em um diálogo em comum para avançar com políticas para aprimorar o status do câncer de pulmão no Brasil.
“Já alcançamos, com a Aliança Contra o Câncer de Pulmão, o protocolamento de um projeto para rastreamento desses tumores e, agora, a realização deste Congresso. Duas ações que sedimentam a junção das entidades. Saímos com caminho aberto para fazer projetos focados, tentando resolver as pautas que o grupo propôs, com muito trabalho a fazer pela frente”, completou o oncologista clínico.
Além dos dois dias de programação, houve, no dia 13 de agosto, uma sessão no Senado Federal para debater políticas públicas de prevenção e tratamento dos tumores pulmonares, com presença dos médicos e de deputados e senadores. Leia mais sobre o evento!
