
No contexto do Outubro Rosa a reportagem destaca a importância do diagnóstico precoce e do rastreamento regular do câncer de mama, além das desigualdades de acesso à mamografia no Brasil. A entrevista também aborda fatores que podem reduzir o risco da doença, como a prática de atividade física, a alimentação equilibrada, a redução do consumo de álcool e tabaco e a amamentação. Outro ponto discutido é a importância de considerar as características do tumor para definir o prognóstico e o tratamento mais adequado para cada paciente.
A Presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), Dra. Clarissa Baldotto, ressalta que a cobertura de mamografias no Brasil ainda é baixa e que o rastreamento precisa ser realizado regularmente. Segundo ela, há desigualdade no acesso ao exame entre o SUS e a rede privada, o que se reflete nas taxas de mortalidade, com diferenças entre populações de alta e baixa renda e entre as regiões do país. A Presidente da SBOC também reforça a importância de manter as campanhas de conscientização ao longo de todo o ano para ampliar a divulgação sobre o tema.
Dra. Clarissa explica que o prognóstico e a definição do tratamento dependem de dois aspectos principais: o estadiamento, que considera o tamanho do tumor, o comprometimento de estruturas próximas e a presença de metástases, e a biologia da doença, que ajuda a identificar características associadas à sua agressividade. A oncologista destaca que, quanto mais cedo o tumor é diagnosticado, maiores são as chances de cura e de realização de tratamentos mais simples. Ela também orienta que o rastreamento seja definido com acompanhamento médico, considerando fatores individuais, como histórico familiar, predisposição genética e exposição prévia à radioterapia.
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