
Reportagem da Folha de S. Paulo explicou as razões clínicas para a indicação de radioterapia complementar após a retirada de um carcinoma basocelular no couro cabeludo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A matéria detalhou situações em que o tratamento é recomendado para reduzir o risco de recorrência local do tumor, além de apresentar informações sobre prognóstico, efeitos colaterais e avanços nas técnicas radioterápicas utilizadas em casos de câncer de pele.
A matéria contou com participação do diretor da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) e especialista em câncer de pele Dr. Rodrigo Guedes que explicou que a radioterapia complementar pode ser indicada mesmo após cirurgia com margens livres, especialmente em casos de invasão perineural. “Mesmo com margens livres, esse achado aumenta o risco de retorno local e costuma justificar radioterapia complementar”, afirmou.
O especialista também destacou outras situações em que o tratamento pode ser recomendado, como margens cirúrgicas estreitas ou positivas, quando ainda há sinais de tumor no tecido retirado, além de casos de recidiva tumoral no mesmo local. Segundo Dr. Rodrigo, “quando o tumor reaparece após uma cirurgia prévia, é comum associar radioterapia para reduzir a chance de nova recorrência”.
Dr. Rodrigo Guedes ressaltou ainda que, apesar da necessidade do tratamento complementar, o prognóstico para esse tipo de câncer costuma ser bastante favorável. “A chance de cura costuma ser altíssima, superior a 90%”, explicou.
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