Multiprofissional

Equipe Grano

Equipe Grano

O Grupo Instituto do Câncer Brasil (ICB) está com oportunidade aberta para oncologistas clínicos interessados em atuar no Hospital Estadual Doutor Albano da Franca Rocha Sobrinho, em Franco da Rocha (SP), de terça-feira e sexta-feira.

A remuneração é competitiva, acima da média de mercado, com possibilidade de crescimento profissional em um ambiente multiprofissional e colaborativo.

Interessados devem entrar em contato com o Dr. Eduardo Zucca pelo WhatsApp (12) 99670-6805 ou pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

A SBOC esteve representada hoje, 10, na Oficina de Discussão da Nova Autorização de Procedimento Ambulatorial de Alta Complexidade (APAC), por Dr. Clarissa Baldotto, Dra. Angélica Nogueira e Dra. Marisa Madi, respectivamente Presidente, Presidente de Honra e Diretora Executiva da entidade. O encontro aconteceu no Auditório da Agência de Apoio à Gestão do Sistema Único de Saúde (AgSUS) e girou em torno da definição do processo da nova APAC de medicamentos oncológicos de alto custo, em consonância com o Componente de Assistência Farmacêutica em Oncologia (AF-ONCO).

Também foram discutidas a organização do acesso, da aquisição e da dispensação das terapias, visando maior equidade, transparência e eficiência na gestão. Por fim, foi pauta a inclusão de medicamentos de doenças raras e oncológicos para população infanto-juvenil.

Para Dra. Clarissa Baldotto, a SBOC tem muito a contribuir com o seu quadro de especialistas, visto que a APAC está se tornando mais técnica, facilitando a entrada de informações tanto para o prescritor, quanto para o gestor que está auditando. Em seu entendimento, a nova APAC ajudará muito na incorporação e na adequação aos Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do Ministério da Saúde.

“Com todas essas mudanças, o que vai impactar de verdade vai ser o dia a dia dos pacientes. Acreditamos que eles irão ter acesso, em tempo mais ágil, a toda a incorporação tecnológica e os avanços que a oncologia clínica vem passando nos últimos anos”, adicionou a Presidente da SBOC.

Dra. Clarissa Baldotto compôs a mesa de abertura do evento ao lado do Secretário de Atenção Especializada à Saúde, Dr. Mozart Sales, da recém-nomeada Diretora do Departamento de Atenção ao Câncer do Ministério da Saúde e associada SBOC, Dra. Guacyra Pires, do Coordenador de Assistência do Instituto Nacional de Câncer (INCA), Dr. Gélcio Luiz Quintella Mendes, e do Diretor da AgSUS, Dr. André Longo.

A oncologista clínica Dra. Guacyra Magalhães Pires Bezerra é a nova Diretora do Departamento de Atenção ao Câncer – órgão vinculado à Secretaria de Atenção Especializada à Saúde (SAES) do Ministério da Saúde e responsável pela coordenação da Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer (CGCAN). A função era ocupada até então pelo também oncologista clínico Dr. José Barreto Campello Carvalheira.

Associada da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) desde 2010, Dra. Guacyra graduou-se em Medicina pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), fez residência em Clínica Médica e Terapia Intensiva pelo Hospital Universitário Lauro Wanderley (UFPB) e em Oncologia Clínica pelo Hospital Universitário Oswaldo Cruz, da Universidade de Pernambuco (UPE).

Dra. Guacyra fez ainda MBA Executivo em Gestão da Saúde pela Faculdade Pernambucana de Saúde; mestrado em Patologia e doutorado em Medicina Tropical, ambos pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

Em sua trajetória profissional, atuou como oncologista clínica no Núcleo de Oncologia do Agreste (NOA), em Caruaru (PE); foi coordenadora do Serviço de Oncologia do Hospital Mestre Vitalino, presidente da Comissão de Cuidados Paliativos da instituição e preceptora da Residência de Clínica Médica na mesma instituição.

Dr. José Barreto deixa legado importante

Também associado à SBOC, o oncologista clínico Dr. José Barreto ficou à frente do Departamento de Atenção ao Câncer por aproximadamente 1 ano e sete meses.

Neste intervalo, houve progressos importantes, incluindo a atualização do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para câncer de mama e a inclusão de terapias avançadas como os inibidores de ciclina e o trastuzumabe entansina.

Destaca-se também a criação da Assistência Farmacêutica em Oncologia (AF-Onco), mecanismo que foi uma das frentes da reformulação da oncologia no Sistema Único de Saúde – iniciada com a instituição da Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer.

A iniciativa foi criada como estratégia do Executivo para organizar o acesso a medicamentos oncológicos, garantindo a integralidade do tratamento medicamentoso na atenção contra o câncer, com base nos PCDTs do Ministério da Saúde.

A Presidente da SBOC, Dra. Clarissa Baldotto, publicou ontem, 4, Dia Mundial do Câncer, um artigo na coluna de Lu Lacerda, na Veja Rio. No texto, a especialista reflete sobre os avanços científicos na oncologia e os desafios para garantir que esses progressos cheguem a todos os pacientes. A médica destaca que a área vive uma das maiores revoluções da história da medicina, com terapias-alvo, imunoterapia e estratégias celulares avançadas que já ampliam a sobrevida e a qualidade de vida de muitos pacientes.

A publicação ressalta, porém, o dilema enfrentado pelo Brasil diante da incorporação de tecnologias sofisticadas, que exigem infraestrutura, equipes especializadas e medicamentos de alto custo, enquanto o número de casos cresce impulsionado pelo envelhecimento da população e por fatores ligados ao estilo de vida. Dra. Clarissa defende que a inovação deve caminhar junto à escuta, ao humanismo e à comunicação clara com pacientes, reforçando que não há tratamento de excelência sem vínculo, confiança e cuidado centrado na pessoa.

Ao abordar as prioridades de sua gestão à frente da SBOC, a presidente enfatiza a importância de fortalecer prevenção, diagnóstico precoce e organização das linhas de cuidado, além de defender a incorporação responsável de novas tecnologias com base em valor e benefício real. A oncologista também destaca que atrasos no início do tratamento impactam diretamente a vida dos pacientes e reforça o papel da comunicação como ferramenta de saúde pública. Ao final, defende que os avanços científicos na oncologia devem produzir equidade, garantindo acesso ao tratamento de qualidade, no tempo certo e com dignidade.

Leia na íntegra.

O cenário da oncologia no Brasil para os próximos anos revela um desafio de saúde pública de proporções crescentes, conforme aponta o relatório “Perfil Epidemiológico da Incidência de Câncer no Brasil e Regiões”, divulgado pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA), nesta quarta-feira, 4 de fevereiro, em ocasião do Dia Mundial do Câncer.

As estimativas para o triênio 2026-2028 indicam que o país deve registrar 781 mil novos casos anuais da doença. Retirando desse cálculo o câncer de pele não melanoma – que possui alta incidência, mas baixa letalidade –, o volume total de novas ocorrências atinge a marca de 518 mil diagnósticos por ano. Esse montante se distribui de forma quase equilibrada entre os sexos, com 49,4% dos casos previstos em homens e 50,6% em mulheres.

De acordo com o INCA, o perfil da doença no Brasil é marcado pela predominância de seis tipos específicos de câncer, que juntos respondem por aproximadamente 65% de toda a carga de novos diagnósticos. Os tumores de mama feminina e de próstata continuam sendo as grandes prioridades, representando, cada um, cerca de 15% das ocorrências anuais. Logo atrás, o câncer de cólon e reto aparece como o terceiro mais frequente, com 10,4% dos casos, seguido pelos tumores de pulmão (6,8%), estômago (4,4%) e colo do útero (3,7%).

O relatório destaca duas tendências relevantes relacionadas ao envelhecimento populacional e à adoção de estilos de vida menos saudáveis, como alimentação rica em ultraprocessados, sedentarismo e consumo de tabaco: o aumento dos casos de câncer colorretal e de câncer de pulmão. Este, sobretudo, entre mulheres e populações jovens, refletindo o impacto do tabagismo e novas formas de consumo de nicotina.

Outro ponto crítico revelado pelo estudo é a profunda desigualdade regional no território brasileiro. Enquanto as regiões Sul e Sudeste apresentam um perfil de tumores mais associado ao envelhecimento e à urbanização, as regiões Norte e Nordeste ainda lidam com uma carga elevada de cânceres relacionados a causas infecciosas e vulnerabilidades sociais, como o câncer do colo do útero e o de estômago. No Amapá, por exemplo, o câncer de colo do útero chega a superar o de mama em incidência entre as mulheres.

Ex-presidente da SBOC (2003-05) e atual diretor do INCA, Dr. Roberto de Almeida Gil, ressaltou, durante cerimônia de lançamento do documento, que estes dados servirão para as autoridades sanitárias definirem as próximas prioridades e construírem novas políticas públicas em relação ao cuidado com o câncer no Brasil.

O Estadão publicou artigo de opinião intitulado “O desafio de garantir que todos tenham as mesmas chances contra o câncer”, que abordou de forma aprofundada as desigualdades estruturais no cuidado oncológico no Brasil, incluindo dimensões socioeconômicas, raciais, de gênero, identidade e orientação sexual. O texto destacou o Guia de Diversidade da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) como uma iniciativa central para apoiar oncologistas, equipes multiprofissionais e gestores na construção de um cuidado mais inclusivo, equitativo e baseado em evidências.

A matéria trouxe relatos e análises que evidenciam como o racismo estrutural, a exclusão da população LGBTQIAPN+ e a ausência de dados sistematizados impactam o acesso ao diagnóstico, o início oportuno do tratamento e os desfechos clínicos. Nesse contexto, o membro do Comitê Multiprofissional da SBOC, enfermeiro e pesquisador em oncologia Dr. Ricardo Souza Evangelista Sant’Ana afirmou: “A gente fala muito em oncologia personalizada, mas como fazer equidade se não perguntamos identidade de gênero e orientação sexual?”. O especialista ressaltou ainda que a falta de acolhimento e de escuta qualificada interfere diretamente nos resultados do cuidado, destacando que “as pessoas não se sentem acolhidas, e isso impacta os desfechos”.

Ao dar visibilidade ao Guia de Diversidade da SBOC e às falas de seus representantes, o artigo reforça o papel da Sociedade como referência nacional no debate sobre equidade em saúde e qualidade da assistência oncológica. A publicação contribui para ampliar o diálogo público sobre diversidade e inclusão na oncologia, posicionando a SBOC como agente ativo na formulação de soluções estruturantes para um cuidado oncológico mais justo no Brasil.

Leia na íntegra.

A Abril Saúde publicou reportagem explicando os avanços de uma vacina terapêutica experimental contra o melanoma, o tipo mais agressivo de câncer de pele. A matéria detalha que a estratégia combina imunoterapia com uma vacina personalizada desenvolvida a partir das características do tumor de cada paciente, apresentando resultados promissores na redução do risco de morte ou de retorno da doença. O conteúdo também contextualiza que essa abordagem não se limita ao câncer de pele, mas vem sendo estudada em outros tipos de tumores.

Em entrevista, Dr. Rodrigo Guedes, membro da Diretoria e dos Comitês de Tumores de Pele e de Sarcomas da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), destacou a complementaridade entre as abordagens terapêuticas. “As duas estratégias se complementam”, explicou. Segundo ele, os estudos com vacinas terapêuticas não se restringem ao melanoma. “O estudo não é exclusivo do câncer de pele. Atualmente, existe o desenvolvimento e estudos também em pulmão, rim, bexiga, entre outros”, afirmou. O especialista também ressaltou que a vacina personalizada é terapêutica, ou seja, aplicada após o diagnóstico da doença, e desenvolvida com base nas características individuais do tumor. “E tem antígenos exclusivos do tumor do paciente”, destacou.

Dr. Rodrigo Guedes também apontou os desafios para a incorporação desse tipo de tecnologia na prática clínica. “A logística e o tempo de fabricação será um desafio. Como trata-se de terapia individualizada, exige sequenciamento, bioinformática e produção para cada paciente — isso irá impactar prazo, custo e possibilidade de acesso”, avaliou.

A presença da SBOC na reportagem reforça o papel da entidade como fonte qualificada para a imprensa na discussão sobre inovação em oncologia, contribuindo para a difusão de informações técnicas e para o debate público sobre os avanços e desafios das novas terapias contra o câncer.

Leia na íntegra.

A Agência Brasil, veículo de comunicação pública de grande relevância institucional, publicou reportagem destacando a iniciativa da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) de disponibilizar uma plataforma on-line que reúne mais de 250 estudos clínicos sobre câncer. A matéria informa que a ferramenta permite a pacientes, médicos e jornalistas acessar informações sobre estudos clínicos em andamento, com possibilidade de busca por tipo de câncer e identificação de centros que recrutam voluntários.

Em entrevista, a Presidente da SBOC, Dra. Clarissa Baldotto, afirmou: “Importante lembrar que estudos clínicos são etapas fundamentais para o desenvolvimento de novos medicamentos, para combinações de tratamentos e para qualquer estratégia de cuidado, além de contribuírem também para aprimorar os padrões de tratamento que nós temos hoje. Então o objetivo da SBOC é fortalecer esse ecossistema de pesquisa clínica em oncologia no Brasil e ampliar o alcance de oportunidades em diferentes regiões do país para todos os pacientes”.

A reportagem reforça o protagonismo da SBOC na promoção da pesquisa clínica oncológica no Brasil, ao facilitar o acesso à informação científica qualificada e estimular a participação de pacientes e profissionais em estudos clínicos. A iniciativa está alinhada à missão institucional da Sociedade de fortalecer o ecossistema de pesquisa, ampliar o acesso a tratamentos inovadores e contribuir para o aprimoramento contínuo dos padrões de cuidado oncológico no país.

Leia na íntegra.
A matéria da Agência Brasil também foi repercutida no jornal O Estado de São Paulo. 

Revista Quem: Presidente da SBOC, Dra. Clarissa Baldotto, comenta sintomas de quid tinnem e o diagnóstico de câncer da atriz Titina Medeiros

A Presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), Dra. Clarissa Baldotto, comentou o caso da atriz Titina Medeiros, diagnosticada com câncer de pâncreas após apresentar um sintoma conhecido como “quid tinnem”, descrito como uma dor persistente e pouco específica. Segundo a oncologista, esse tipo de manifestação costuma dificultar a identificação precoce da doença, já que pode ser confundida com outros quadros clínicos menos graves. “Trata-se de um câncer que, muitas vezes, não apresenta sinais claros no início. Sintomas persistentes, mesmo que inespecíficos, precisam ser investigados com atenção, especialmente quando não respondem aos tratamentos habituais”, explicou Clarissa. Ela reforça que a observação contínua dos sintomas e a busca por avaliação médica especializada são fatores essenciais para o diagnóstico.

Leia na íntegra.

O oncologista clínico Dr. Ricardo Dahmer Tiecher será o novo editor do SBOC Review a partir de 2026. Natural de Porto Alegre (RS), o médico é formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e construiu uma trajetória acadêmica e profissional marcada pela atuação em instituições de referência no Brasil e no exterior.

Durante a graduação em medicina, participou do programa Ciência sem Fronteiras, com um ano de intercâmbio acadêmico na University of California, Los Angeles (UCLA). Inicialmente interessado em cardiologia, foi nesse período que despertou para a oncologia clínica, decisão influenciada pela leitura do livro “O imperador de todos os males – uma biografia do câncer”, escrito por Siddhartha Mukherjee.

Após concluir a faculdade, realizou residência em medicina interna no Hospital de Clínicas de Porto Alegre e, em 2019, mudou-se para São Paulo para a residência em oncologia clínica no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP).

Atuou por três anos como oncologista assistente no Hospital Sírio-Libanês e, desde julho de 2025, integra o Memorial Sloan Kettering Cancer Center, em Nova York, como Advanced Oncology Fellow nas áreas de Oncologia Clínica Ginecológica e Desenvolvimento Precoce de Fármacos, com foco em tumores ginecológicos e estudos clínicos de fase I e II.

Ao falar sobre o papel do SBOC Review, Dr. Ricardo destaca o excesso de informação científica disponível atualmente. “Nunca se publicou tanto em oncologia, mas nem tudo o que se publica é bom, e nem todo ‘p’ significativo ajuda os nossos pacientes. Ao mesmo tempo, o nosso tempo é cada vez mais escasso, e é aí que entra o valor do SBOC Review: chamar a atenção para o que é importante e que pode mudar a prática clínica”, afirma.

Ele também ressalta o caráter formativo da iniciativa. “O SBOC Review faz isso de forma objetiva, no nosso idioma e com um olhar crítico. Indo além, é um projeto da SBOC que dá voz aos oncologistas em início de carreira, coloca essas pessoas em evidência e ajuda no amadurecimento profissional”, pontua. “Será uma grande honra continuar o excelente trabalho dos editores que conduziram esse projeto de educação continuada ao longo dos anos”, completa.

O oncologista assume a editoria após a atuação da Dra. Martina Arenhardt, no último ano, à qual a SBOC agradece pela dedicação e pelo trabalho realizado.

O SBOC Review é um dos principais projetos de educação continuada da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, e reúne artigos recentes de periódicos científicos de alto impacto, analisados criticamente por especialistas. O conteúdo é divulgado quinzenalmente e tem acesso exclusivo para associados da SBOC.

A SBOC também convida os associados a contribuírem com o projeto. Os interessados podem manifestar seu interesse por meio deste formulário.

267x266.png