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Equipe Grano

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Para ampliar ainda mais a participação associativa em suas ações, a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) abriu no final do ano passado um Edital para selecionar membros interessados em participarem dos Comitês da entidade.

Os Comitês são grupos formados por especialistas em diferentes áreas da oncologia que, quando solicitados, auxiliam a Diretoria da SBOC em diversas atividades, como elaboração de diretrizes, guias e outros matérias técnicos; em participações em fóruns de discussão de incorporações tecnológicas; em representações em audiências públicas e eventos; em entrevistas à imprensa, entre outras.

Para 2026, 26 comitês estavam com vagas abertas e mais de 100 associados se candidataram. A seleção levou em conta critérios previamente definidos no Edital, como análise curricular, participações em congressos, publicações científicas e cartas de motivação e recomendação.

Os associados selecionados foram:

  • Comitê Científico: Dra. Tatiana Strava Correa
  • Comitê de Adolescentes e Adultos Jovens: Dra. Pamela Souza Almeida Malta
  • Comitê de Comunicação: Dra. Marcela Bonalumi dos Santos
  • Comitê de Cuidados Paliativos e Suporte: Dra. Camile da Rocha
  • Comitê de Dados de Vida Real: Dr. Kleyton Santos de Medeiros
  • Comitê de Diversidade: Dra. Edilene Coelho Duarte
  • Comitê de Jovens Oncologistas: Dr. Wesley Antonio Lopes de Lima
  • Comitê de Lideranças Femininas: Dra. Sabrina Bandeira Aleixo
  • Comitê de Oncogenética: Dr. Rafael de Oliveira Pena Neto
  • Comitê de Oncogenômica: Dra. Fernanda Cristina Gonçalves de Oliveira
  • Comitê de Oncogeriatria: Dr. Vitor Souza Guimarães
  • Comitê de Pesquisa Clínica: Dr. Luis Eduardo Rosa Zucca
  • Comitê de Políticas Públicas: Dr. Glauber Moreira Leitão
  • Comitê de Prevenção e Detecção Precoce: Dr. Gabriel Marques dos Anjos
  • Comitê de Sarcomas: Dr. Mateus Marinho Nogueira Soares
  • Comitê de Tecnologia e Inovação: Dr. Fabricio Alves Barbosa da Silva
  • Comitê de Tumores de Cabeça e Pescoço: Dr. Daniel Gonçalves Kischinhevsky
  • Comitê de Tumores de Pele: Dra. Giselle de Souza Carvalho
  • Comitê de Tumores do Sistema Nervoso Central: Dra. Thamires Oliveira Silva
  • Comitê de Tumores Gastrointestinais Altos: Dr. Williams Fernandes Barra
  • Comitê de Tumores Gastrointestinais Baixos: Dr. Adriano Fernandes Teixeira
  • Comitê de Tumores Geniturinários: Dra. Suelen Patricia dos Santos Martins
  • Comitê de Tumores Ginecológicos: Dra. Lygia Maria Costa Soares
  • Comitê de Tumores Mamários: Dra. Aline Coelho Gonçalves
  • Comitê de Tumores Torácicos: Dra. Flávia Amaral Duarte
  • Comitê Multiprofissional: Dr. Ricardo Souza Evangelista Sant'Anna
  • Comitê Sobreviventes: Dra. Maria Cristina Figueroa Magalhães

Em breve serão divulgadas as composições finais dos Comitês SBOC 2026. 

 

Exibida pelo Balanço Geral Manhã da TV Record, uma reportagem sobre atrasos em tratamentos oncológicos relata paciente com câncer que aguarda há mais de um ano por uma cirurgia em São Paulo, mostrando os desafios enfrentados por quem depende da rede pública de saúde para acesso a procedimentos oncológicos urgentes.

Em entrevista à Record, a Dra. Daniele Assad, oncologista clínica e membro da Diretoria da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), comenta o cenário e enfatiza que situações como essa reforçam o quanto tempo é um fator decisivo no enfrentamento do câncer:

“Na oncologia, atrasos no diagnóstico e nos tratamentos comprometem significativamente o prognóstico dos pacientes. É fundamental que o sistema de saúde garanta acesso rápido e contínuo às cirurgias, terapias e demais intervenções, porque cada mês de espera pode significar avanço da doença e menor chance de cura.”

A SBOC atua constantemente junto às autoridades de saúde e a profissionais de todo o país para promover políticas para fortalecer a estrutura de atendimento oncológico no Brasil.

A oncologista reforça que iniciativas em prol do diagnóstico precoce, rastreamento organizado e tratamento célere são pilares para melhorar os resultados no combate ao câncer no país — ações que a SBOC tem defendido em diferentes fóruns e campanhas de conscientização.

Assista na íntegra.

 

Os cigarros eletrônicos — populares entre jovens e vistos por muitos como alternativa “menos nociva” ao cigarro comum — estão longe de ser seguros. De acordo com a matéria da VEJA Saúde, os vapes liberam substâncias químicas que podem causar inflamação, lesões respiratórias e impacto no sistema cardiovascular. A presença de nicotina, mesmo sem combustão, ativa áreas de dependência no cérebro, altera neurotransmissores e interfere em funções como atenção e memória, além de elevar pressão arterial e frequência cardíaca.

Em entrevista à VEJA Saúde, a Presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), Dra. Clarissa Baldotto, reforça que não há evidências de segurança no uso desses dispositivos. Segundo ela, o vape expõe o organismo a compostos potencialmente tóxicos e não deve ser encarado como ferramenta eficaz para parar de fumar. Clarissa defende mais informação pública e políticas de saúde que combatam a falsa percepção de menor risco.

Leia na íntegra.

 

Reportagem da Folha de S.Paulo, produzida pela Agência Einstein, alerta para um dos problemas mais frequentes — e ainda pouco percebidos — no tratamento oncológico: a desnutrição. Segundo especialistas, entre 40% e 80% dos pacientes com câncer apresentam algum grau de perda nutricional, condição que reduz a tolerância à quimioterapia e à radioterapia, aumenta o risco de complicações e impacta diretamente a sobrevida.

A nutricionista Olívia Podestá, do Comitê Multidisciplinar da SBOC, destaca que a desnutrição acelera a perda de massa muscular e pode elevar em até três vezes o risco de morte durante o tratamento. O texto reforça a importância do acompanhamento nutricional precoce e individualizado como parte essencial do cuidado oncológico, contribuindo para a redução de efeitos colaterais e melhora da qualidade de vida.

Leia na íntegra.

 

Por que cada vez mais pessoas abaixo dos 50 anos desenvolvem câncer? Em reportagem especial da Folha de S. Paulo, publicada em 28 de dezembro, a então Presidente e atual Presidente de Honra da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), Dra. Angélica Nogueira, destacou que o crescimento do número de casos de câncer em pessoas com menos de 50 anos, está relacionado a uma combinação de fatores genéticos, ambientais e comportamentais.

Segundo a oncologista, mudanças no estilo de vida nas últimas décadas — como alimentação inadequada, sedentarismo, obesidade, maior consumo de ultraprocessados, álcool e tabaco, além da exposição a poluentes ambientais — têm impacto no aumento da incidência de diversos tipos de câncer em adultos jovens. A predisposição genética também pode exercer papel significativo, mas não atua de forma isolada.

Na reportagem, a Dra. Angélica ressalta a urgência de rever estratégias de prevenção e diagnóstico precoce no país. “É fundamental antecipar o rastreamento de alguns tipos de câncer e transformar essa discussão em política pública, baseada em evidências científicas e no perfil epidemiológico atual da população brasileira”, afirma.

Para a SBOC, a atualização das diretrizes de rastreio, aliada a ações de educação em saúde e redução de fatores de risco, é essencial para ampliar as chances de diagnóstico em estágios iniciais, melhorar os desfechos clínicos e reduzir o impacto da doença em pessoas cada vez mais jovens.

Leia a íntegra no site da Folha de S. Paulo.

 

Com o início do ano, a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) passa a ter uma nova gestão – liderada pela Dra. Clarissa Baldotto, atual Presidente da Sociedade. No vídeo abaixo, a oncologista clínica destaca algumas das principais ações estratégicas da instituição ao longo de 2026.

  • Defesa da especialidade: atuação conectada e protagonista diante das rápidas transformações tecnológicas, garantindo que a SBOC seja o suporte central do oncologista frente aos novos desafios da ciência.
  • Fortalecimento da formação médica: ampliação do diálogo com o MEC e a AMB para qualificar o ensino oncológico em todas as etapas, desde a graduação até os programas de residência médica.
  • Consolidação da OncoAcademy: posicionamento da plataforma como o principal ecossistema moderno de educação continuada, servindo de referência técnica para os oncologistas.
  • Acesso aos pacientes: interlocução técnica com o Ministério da Saúde e agências regulatórias para buscar o equilíbrio entre melhores condições de trabalho e o acesso dos pacientes a cuidados baseados em evidências.
  • Engajamento e pluralidade: fortalecimento da comunicação com os associados para promover uma SBOC mais próxima, valorizando a diversidade regional e as diferentes trajetórias que compõem a especialidade.
  • Protagonismo internacional: expansão de parcerias e cooperação global, assegurando que a oncologia clínica brasileira mantenha e amplie seu lugar de destaque.

“Nosso compromisso é buscar o ‘estado da arte’ na oncologia com responsabilidade, humanidade e visão coletiva”, resume Dra. Clarissa Baldotto. Confira o vídeo na íntegra:

 

A Fundação Faculdade de Medicina (SP) está buscando oncologistas clínicos interessados em atuar no Ambulatório, Enfermaria ou no CAIO (Centro de Atendimento e Intercorrências Oncológicas) do INSTITUTO DO CÂNCER DO ESTADO DE SÃO PAULO. Vaga CLT efetiva, salário + benefícios (VR, VT, Cesta Básica, Desconto em Serviços e Lojas parceiras). Carga horária de 20 horas semanais, com escala conforme necessidade do setor. Poderão se inscrever médicos com Residência concluída em Oncologia Clínica ou com Título de Especialista.

A oportunidade se estende a residentes que estejam cursando o último ano de Residência em Oncologia Clínica com conclusão prevista para 02/2026. Interessados devem se inscrever dentro do período de 23/12/2025 a 12/01/2026 no link: https://trabalheconosco.vagas.com.br/ffm/oportunidade/medico-oncologia-clinica-icesp/2783591

Com a premissa de que não há avanço real sem acesso, a SBOC fortaleceu de forma inédita sua atuação junto ao Ministério da Saúde, contribuindo tecnicamente para a ampliação do cuidado oncológico no SUS, com acordos formais também com a OPAS.

A atuação institucional se expandiu para a saúde suplementar, com diálogo com a ANS.

No cenário internacional, houve a criação da Aliança Latino Americana de Sociedades de Oncologia Clínica, ALAS, fortalecendo a cooperação da região.

Internamente, avançou-se em regionalização e educação médica, com iniciativas como o Fronteiras da Oncologia, e foi lançada a plataforma de ensino OncoAcademy.

Diversidade e equidade tornaram-se eixos centrais, com o 1º Workshop de Diversidade e o lançamento do livro A História da Mulher na Medicina e um marco inédito: três mulheres eleitas consecutivamente para a presidência da SBOC.

Em um cenário em que o câncer se consolida como emergência de saúde pública, a SBOC encerra 2025 mais forte, plural e preparada para seguir contribuindo de forma concreta para a oncologia no Brasil.

 

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No início deste mês, a revista científica britânica The Lancet, uma das mais prestigiadas do mundo, publicou uma edição especial sobre a relação entre alimentos ultraprocessados e saúde humana. Entre os achados da publicação, os pesquisadores ressaltam um conjunto crescente de evidências sobre o elevado consumo desses alimentos e o aumento do risco de câncer, assim como outros problemas de saúde, como obesidade, diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares, depressão e mortalidade por todas as causas.

A edição foi baseada em revisões narrativas e sistemáticas, análises originais e meta-análises com o objetivo de avaliar três hipóteses principais: (1) de o padrão alimentar baseado em ultraprocessados estar substituindo dietas centradas em alimentos in natura; (2) deste padrão estar deteriorando a qualidade da alimentação; (3) e deste processo aumentar o risco de múltiplas doenças crônicas.

De 104 estudos analisados, 92 relataram associações entre maior exposição ao padrão alimentar ultraprocessado e risco aumentado de um ou mais desfechos de doenças crônicas. Para os desfechos com ao menos três estudos, houve associação dos ultraprocessados com a incidência geral de câncer colorretal e de câncer de mama pós-menopausa.

Os pesquisadores defendem que ainda são necessários mais esforços de pesquisa em relação ao câncer e os ultraprocessados, com uma agenda de múltiplas frentes, assim como para temas como transtornos mentais, doenças gastrointestinais, respiratórias, hepáticas, entre outras.

Segundo a nova classificação alimentar global, conforme relatado no especial, alimentos considerados ultraprocessados são formulações comerciais de marca, elaboradas com ingredientes baratos extraídos ou derivados de alimentos in natura e depois combinados com aditivos – a maioria contém pouco ou nenhum alimento integral.

Os artigos também estão disponíveis em português, em tradução realizada pelo Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo (Nupens/USP).

 

O estado de São Paulo, o mais populoso do país, conta com o registro de 1.763 médicos oncologistas clínicos - o que equivale a 3,83 especialistas por 100 mil habitantes, segundo a Demografia Médica do Estado de São Paulo 2026. O documento, que traz um panorama sobre a distribuição, formação e projeção da força de trabalho médica no estado, foi lançado nesta quarta-feira (10), na capital paulista, pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde (SES) e a Associação Paulista de Medicina (APM), teve apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e é o primeiro levantamento médico com recorte por estado.

Segundo o levantamento, São Paulo deve encerrar a década com 340 mil médicos, em um crescimento acelerado impulsionado sobretudo pela abertura de novas escolas privadas de medicina. A razão de médicos por mil habitantes deve subir de 4 em 2025 para 7 em 2035, mas a distribuição permanece desigual entre as regiões. Enquanto a cidade de Ribeirão Preto, na região Nordeste do estado, tem 5,2 médicos por mil habitantes, por exemplo; o município de Registro, no sul do estado, conta com 2,1 para a mesma proporção.

A atuação dos médicos também varia muito entre os setores da saúde. Aproximadamente 26% dos profissionais trabalham exclusivamente na rede privada, e menos de 7% atuam apenas na rede pública, o que reduz a disponibilidade de médicos para a população que depende do SUS, demostra o estudo.

Mesmo com a expansão, a Demografia aponta um aumento de médicos sem especialização. Atualmente, cerca de 40% atuam como generalistas, ritmo que cresce mais rápido do que a formação de especialistas.

Nos últimos dez anos, o estado recebeu 40 novos cursos de medicina e chegou a 87 escolas. Hoje, 92% das vagas estão em instituições privadas, reforçando um cenário de formação numerosa, mas sem ampliação proporcional das vagas de especialização.

Em relação à oncologia clínica, a distribuição por gênero é equilibrada, com 51,9% de homens e 48,1% de mulheres, e a idade média dos profissionais é de 45,5 anos. Entre os médicos que atuam na especialidade, 64,6% fizeram Residência em Oncologia Clínica e 35,4% obtiveram o Título de Especialista em Oncologia Clínica (TEOC).

O número de residentes em oncologia clínica cresce de forma contínua no estado desde 2018. Naquele ano, eram 90 médicos em residência; em 2025, o total chegou a 116, um aumento de 28,9%.

De acordo com a Demografia, 43,2% dos oncologistas clínicos atuam na cidade de São Paulo, 30,5% em municípios com cerca de 300 mil habitantes, 21,3% em municípios entre 100 mil e 300 mil habitantes e apenas 5% em cidades com menos de 100 mil habitantes.

A mobilidade profissional também se destaca no estado. Entre os 1.763 oncologistas, 218 atuam em mais de um Departamento Regional de Saúde (DRS) e 134 possuem registro profissional em outro estado, além de São Paulo.

 

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