Oportunidades para profissionais da oncologia

Equipe Grano

Equipe Grano

As mudanças climáticas têm gerado crescente preocupação entre oncologistas, especialmente após estudos recentes que apontaram a conexão entre fatores como a poluição ambiental e o aumento de casos de determinados tipos de câncer. As evidências mais sólidas até o momento associam o agravamento da poluição do ar, resultante de eventos climáticos extremos, ao aumento da incidência de câncer de pulmão.

Em entrevista à Folha de S. Paulo, a presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), Dra. Angélica Nogueira, ressaltou que, a curto prazo, o câncer de pulmão é uma das principais preocupações. Embora o tabagismo continue sendo a principal causa da doença, ela destacou que a exposição a poluentes ambientais também desempenha um papel significativo no seu desenvolvimento. “As mudanças climáticas estão associadas ao aumento de poluentes com partículas finas, que podem contribuir com o aumento de casos”, declarou a presidente.

Confira a reportagem completa no site da Folha de S. Paulo

Nesta terça-feira, 4 de fevereiro, Dia Mundial do Câncer, a presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), Dra. Angélica Nogueira, e a Diretora-Executiva da entidade, Dra. Marisa Madi, estiveram em Brasília (DF) para discutir a prevenção e o tratamento oncológico no Sistema Único de Saúde (SUS).

Primeiro, elas se reuniram com o coordenador-geral da Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer (PNPCC), Dr. José Barreto Campello Carvalheira, oferecendo suporte e respaldo técnico da SBOC na implementação dessa política; e depois participaram de uma audiência pública na Câmara dos Deputados, intensificando a discussão sobre o assunto.

A audiência foi organizada pela Comissão Especial sobre o Combate ao Câncer no Brasil do Congresso Nacional e convocada pelo deputado federal Weliton Prado. Durante sua fala na reunião, a Presidente da SBOC chamou a atenção para os mais de 700 mil casos de câncer previstos para este ano e sobre a estimativa de crescimento em cerca de 50% até 2040, segundo projeções da Organização Mundial da Saúde.

Diante desse cenário, Dra. Angélica disse acreditar que o Brasil possui condições para estruturar melhor sua rede de controle do câncer, evitando o crescimento da mortalidade em decorrência da doença. “É fundamental um aprimoramento das estratégias de prevenção e rastreamento, desde a atenção básica até os serviços de alta complexidade”, disse.

Para ela, “embora o país tenha historicamente priorizado o tratamento do câncer, enfrentando desafios na incorporação de novas tecnologias, há um grande potencial para avançar na prevenção e no rastreamento, reduzindo a necessidade de terapias de alto custo.”

A Presidente da SBOC enfatizou algumas iniciativas da entidade em prol do enfrentamento do câncer no país, como a produção de guias e infográficos, Diretrizes terapêuticas para profissionais da saúde e o recém lançado Índice de Priorização de Medicamentos para Incorporação no SUS e na Saúde Suplementar.

“A SBOC reforça seu compromisso em contribuir com análises técnicas, colocando à disposição seu corpo de associados, para que juntos a gente faça uma análise cada vez mais precisa e melhor do uso dos recursos disponíveis, viabilizando a construção dessa rede de combate ao câncer”, comentou.

A Lei da Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer foi sancionada em dezembro de 2023 e entrou em vigor em junho do ano passado. A política contempla desde a prevenção e o diagnóstico precoce até a incorporação de novas terapias, medicamentos e cuidados paliativos do paciente. 

Desde então, a SBOC tem participado de discussões sobre a regulamentação e implementação da política, para assegurar que a aplicação da lei esteja alinhada com as diretrizes estabelecidas e alcance todos usuários do sistema de saúde.

Aos 29 anos de idade, em 2018, a poucos meses de concluir a residência em oncologia clínica, Dra. Renata Colombo Bonadio recebeu uma notícia que atualmente está habituada a dar: o diagnóstico de um câncer. Neste Dia Mundial do Câncer, celebrado em 4 de fevereiro, a associada da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) conta como foi receber, tratar e superar o diagnóstico de um linfoma. 

Ela lembra que estava se preparando para uma viagem, quando começou a sentir um sutil cansaço, dores nas costas e febre, e foi ao pronto-socorro. A suspeita inicial era de infecção urinária, mas, após diversos exames, a médica de plantão pediu para falar com seu marido.  “Naquele exato momento, eu desconfiei que algo estava errado porque ela pediu para falar com ele primeiro”, lembra. “Eu sou oncologista e estou acostumada a dar notícias difíceis”, completa.

Dra. Renata foi internada no mesmo dia para uma investigação mais detalhada e foi diagnosticada com linfoma – um tipo de câncer que se origina no sistema linfático e afeta o sistema imunológico. “Meu chão caiu”, revela. “Mas sendo oncologista, eu sabia que é algo que pode acontecer com qualquer um”, acrescenta.

Acostumada a praticar atividade física, manter hábitos alimentares saudáveis e sem histórico familiar de câncer, Dra. Renata explica que embora existam fatores que aumentem o risco para o câncer, o desenvolvimento da doença muitas vezes não está relacionado a comportamentos específicos.

Passando o choque momentâneo, ela decidiu: “Vou encarar da melhor maneira possível e vamos fazer o que precisa ser feito”, relembra a oncologista clínica.

 

O tratamento

Após o diagnóstico e todo o processo de aceitação da doença, Dra. Renata passou por tratamento com quimioterapia e teve vários efeitos colaterais, entre eles complicações infecciosas, gastrointestinais e perda de peso e cabelo. Surgiu também o medo da infertilidade, o que poderia lhe roubar o sonho de ser mãe.

“A proximidade com o paciente sempre fez parte dos meus atendimentos, mas hoje posso falar com mais propriedade sobre as emoções que eles sentem neste momento”, avalia. “Desde então, eu tenho buscado compartilhar a minha experiência pessoal com eles”, complementa Dra. Renata, que também é membro do Comitê de Tumores Mamários da SBOC.

Além do apoio que recebeu durante esta fase da vida da família e dos amigos, a especialista destaca também o importante papel que a atividade física teve no sucesso do seu tratamento. “Manter o corpo em movimento é fundamental durante esse processo, tanto para a saúde física como mental”, reforça. 

Hoje, passados seis anos desde o diagnóstico, Renata está sem nenhum sinal da doença. Casada, mãe da Nina, de 3 anos, e do Pedro, de 10 meses, ela olha para o passado e avalia: “É muito difícil receber o diagnóstico, e existem muitos desafios ao longo dessa jornada, mas quem passa por este processo acaba vivendo muitas transformações. Seja na forma de encarar a vida, autocuidado ou no cuidado mesmo de outras pessoas com câncer. A gente passa a ser grato, desfrutar da vida e estar mais perto das pessoas que são especiais. Existe vida após o câncer, com toda certeza.”

A Oncoprev - Centro de Oncologia, em Taquara (RS), está contratando oncologista clínico para atendimento ambulatorial de pacientes do SUS, convênios e particulares. Remuneração com valores acima do mercado. Carga horária mínima de 20 horas semanais. Interessados devem enviar currículo para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

O Serviço de Oncologia, em Patos de Minas (MG), está contratando oncologista clínico para integrar sua equipe e realizar atendimentos ambulatoriais para pacientes do SUS, convênios e particulares. Atendimentos de segunda a sexta, sem visitas a pacientes internados. Remuneração compatível com o mercado. Interessados devem enviar currículo para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

A partir da primeira edição de fevereiro de 2025, o SBOC Review será editado por Dra. Martina Arenhardt. Médica pela Universidade de Santa Cruz do Sul (RS), ela tornou-se oncologista clínica pelo Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) fez seu mestrado e atualmente é fellowship de Tumores Femininos no Grupo Oncoclínicas

A nova editora enfatiza a importância do SBOC Review na atualização profissional, dado que a oncologia clínica é uma especialidade em constante evolução, com necessidade de educação continuada. Sob seu comando, ela adianta, o projeto seguirá selecionando artigos científicos de revistas de grande impacto, com resumos e análises críticas que integrarão dados científicos à prática clínica.

“O SBOC Review abordará temas de todas as áreas da oncologia, incluindo novos tratamentos, atualizações de dados de estudos anteriores, informações sobre eventos adversos e práticas de cuidados de suporte e qualidade de vida”, comenta. “Além disso, contará com a participação de jovens oncologistas de todo o Brasil, promovendo a uniformização das informações e garantindo que as atualizações cheguem tanto aos grandes centros quanto às regiões mais distantes”, detalha Dra. Martina.

A oncologista clínica sucede o colega Dr. Pedro Victor Nogueira, responsável pelo projeto no último ano, a quem a SBOC agradece pelo excelente trabalho realizado. O SBOC Review é uma seleção de artigos sobre oncologia recém-publicados nos melhores periódicos científicos e comentados em português por especialistas. Quinzenalmente, o material é divulgado nos canais de comunicação da Sociedade com exclusividade para os associados.

Para ter acesso a todas as edições do SBOC Review, associe-se aqui.

 

A OncoVitta Oncology Care, em Rondonópolis (MT), está contratando oncologista clínico para atendimento ambulatorial de pacientes do SUS, convênios e particulares. Oferece remuneração acima do valor de mercado para carga horária de 40 horas semanais. Interessados devem enviar currículo para (67) 99250-5655 (Fabrícia) ou (67) 98177-4548 (Márcio).

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) promove, até 27 de novembro, a Consulta Pública (CP) Nº 144, recebendo contribuições para a alteração da Resolução Normativa - RN nº 506, de 30 de março de 2022, que institui o Programa de Certificação de Boas Práticas em Atenção à Saúde das Operadoras de Planos Privados de Assistência à Saúde, bem como para as propostas de inclusão de anexo à referida norma, contendo o Manual de Certificação de Boas Práticas em Atenção Oncológica – OncoRede.

Nos meses de outubro e dezembro, foram realizadas as quatro visitas guiadas do Programa de Pesquisa Clínica da SBOC. Ao todo, participaram 12 oncologistas clínicos, vindos de 10 cidades diferentes, que demonstraram interesse em conhecer de perto o funcionamento de centros de pesquisa clínica de referência no país.

Em 2024, atuaram como parceiros do projeto a Divisão de Pesquisa Clínica do Instituto Nacional de Câncer (INCA), no Rio de Janeiro (RJ); o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP), em São Paulo (SP); o Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR), em São Paulo (SP); e o Centro de Pesquisa Clínica em Oncologia de Ijuí (Oncosite), em Ijuí (RS).

“Buscamos associados que tenham interesse em atuar neste campo ou os que já trabalham diretamente com estudos clínicos e queiram aprimorar seus conhecimentos. Com o Programa de Pesquisa Clínica, possibilitamos que conhecessem de perto o funcionamento desses centros, para que possam depois fazer com que a pesquisa clínica alcance todas as regiões do Brasil”, explica Dr. Fábio Franke, um dos idealizadores da iniciativa da SBOC e representante do Oncosite.

Para Dra. Camila Motta Venchiarutti Moniz, que conduziu os encontros do ICESP, a SBOC desempenha, através do projeto, um papel essencial no avanço da ciência, na capacitação de profissionais e na ampliação do acesso a tratamentos inovadores no Brasil, uma vez que a pesquisa clínica atua como o elo entre o conhecimento científico e a prática médica.

“O Programa de Pesquisa Clínica da SBOC investe na formação e qualificação de jovens oncologistas, promovendo a troca de experiências entre pesquisadores de diferentes regiões do país, estimulando o desenvolvimento e a consolidação de novos centros de pesquisa clínica no Brasil”, completa a oncologista clínica.

Na visão de Dra. Andreia Melo, chefe da Divisão de Pesquisa Clínica do INCA, a iniciativa da Sociedade fortalece a pesquisa clínica ao promover o treinamento destes jovens oncologistas – dos que já atuam na área aos que ainda não possuem experiência, mas que voltam para suas regiões com este novo conhecimento.

“Essa é uma iniciativa que o INCA apoia e faz questão de participar. Durante as visitas, pudemos apresentar tópicos como legislação, o funcionamento dos diversos setores de um grande centro e a rotina da Divisão de Pesquisa Clínica. É um programa de fundamental importância”, adiciona a pesquisadora, também membro dos Comitês de Lideranças Femininas e de Tumores Ginecológicos da SBOC.

 

Visitas

Dra. Alice Amancio, oncologista de Muriaé (MG), define a experiência como enriquecedora e transformadora. “Durante os três dias no ICESP, pude interagir com especialistas renomados, como a Dra. Camila e o Dr. Paulo Hoff. As discussões práticas me proporcionaram uma visão ampla e detalhada sobre a estruturação e a condução de estudos clínicos em oncologia, desde o planejamento e execução até o monitoramento e gerenciamento.”

Na sua avaliação, o aprendizado foi potencializado pelo contato direto com uma equipe altamente qualificada e pela troca de experiências com outros participantes, todos empenhados em fortalecer a pesquisa clínica oncológica no Brasil. “Saio dessa experiência ainda mais motivada a aplicar os conhecimentos adquiridos para consolidar um centro de pesquisa clínica na Fundação Cristiano Varella, em Minas Gerais, contribuindo para a expansão da pesquisa oncológica e para o avanço do conhecimento na área. Agradeço à SBOC e aos coordenadores do programa pela oportunidade de participar dessa iniciativa tão inspiradora e bem estruturada”, diz a especialista.

Dr. Pedro Marchiori Cacilhas, de Porto Alegre (RS), também participou no ICESP. “Foi uma experiência enriquecedora compreender como o Instituto funciona, assim como a organização, procedimentos e cuidado com os pacientes. Foi transformador. Tivemos um roteiro de aulas teóricas muito bem estruturado, assim como espaço para discussão e para visitar as áreas do hospital. A Dra. Camila Venchiarutti Moniz foi extremamente solícita e nos guiou por estes três dias de visita. Agradeço à SBOC e a ela por esta oportunidade ímpar.”

Participante das visitas ao IDOR, o oncologista clínico de Belém (PA), Dr. Manuel Caetano Maia, destaca de sua experiência o cronograma de aulas e a interação com pessoas capacitadas e envolvidas na rotina da pesquisa clínica, disponíveis para debates sobre aspectos práticos, screening, consentimento, coleta de amostras, gestão, negociação de contratos, processamento de amostras, marcos regulatórios etc.

“Passamos por diversas áreas, que me deram mais segurança e conhecimento para seguir me aperfeiçoando na área e desenvolver meu próprio centro de pesquisa na minha região. Foi muito enriquecedor e recomendo a todos os colegas que participem, inclusive jovens oncologistas que desejam se aprofundar. Só tenho a agradecer à SBOC e as instituições que aceitaram nos receber”, afirma Dr. Manuel.

Sua colega Dra. Érika Andrade Rocha, de Salvador (BA), diz que a visita a um dos maiores centros de referência em estudos clínicos no Brasil, o IDOR, lhe permitiu compreender de perto a magnitude e a complexidade dos estudos clínicos robustos realizados no país.

“Essa experiência me proporcionou uma visão ampliada dos desafios e das oportunidades que existem na área da pesquisa clínica, além de revelar a importância fundamental de um trabalho interdisciplinar para o sucesso das investigações. O aprendizado adquirido sobre os processos envolvidos na execução — desde o planejamento até a implementação e análise dos resultados — foi valiosíssimo”, diz Dra. Érika.

Já a oncologista clínica de Barretos (SP), Dra. Dayana Mendes Ribeiro, diz que pôde conhecer de perto todos os desafios que a pesquisa clínica enfrenta, desde a construção de um centro até colocá-lo em funcionamento. “Sobretudo na questão burocrática. Mas vimos que temos médicos que lutam pela desburocratização, como o Dr. Fábio Franke, para que a pesquisa clínica possa ser difundida mais no país e que mais pacientes, principalmente no SUS, tenham acesso a tratamento de excelência”, disse ela, que participou no Centro de Pesquisa Clínica em Oncologia de Ijuí.

Para Dra. Juliana Luz Scheffer, de Novo Hamburgo (RS), as visitas ao INCA representaram um divisor de águas em sua carreira. “Com uma colega, estamos envolvidas em abrir um Centro de Pesquisa na nossa região e ver, no INCA, o funcionamento, como cada detalhe é necessário, a parte financeira, a negociação com laboratório, indústria, parte jurídica. Tudo isso foi muito importante para nos organizarmos”, explicou.

Os encontros mostraram, na avaliação da oncologista, que se trata de um serviço complexo. “Notamos que é necessário muito mais do que pensávamos, mas, ao mesmo tempo, ficamos mais apaixonados pela pesquisa, que modifica a vida dos pacientes que conseguem tratamentos de ponta”, completou.

A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) promove, até 04 de fevereiro, a Consulta Pública (CP) Nº 06.

A tecnologia avaliada é:

Nivolumabe

Indicação: tratamento de adultos com câncer de estômago ou da junção esofagogástrica, avançado ou metastático não tratados anteriormente