
Reportagem da Folha de S.Paulo abordou as desigualdades no acesso ao diagnóstico e ao tratamento do câncer de pulmão no Sistema Único de Saúde (SUS), a partir de estudos brasileiros apresentados no Encontro Annual da ASCO e publicados na JCO Global Oncology. A matéria destacou que pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas com alteração no gene ALK ainda enfrentam dificuldades para acessar terapias-alvo no sistema público, apesar da incorporação de medicamentos pelo Ministério da Saúde. O texto também apresentou dados sobre diferenças de sobrevida entre pacientes atendidos no SUS e na rede privada.
A matéria contou com a participação da presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), Dra. Clarissa Baldotto, que explicou que a incorporação do brigatinibe ao SUS, por si só, não garante o acesso ao tratamento. Segundo a especialista, quando o medicamento não é ressarcido pelo sistema público, os hospitais deixam de adquiri-lo para evitar prejuízos.
A porta-voz da SBOC também destacou que o acesso às terapias-alvo depende da realização de diagnóstico molecular adequado. “A alteração pode ser investigada por imuno-histoquímica, exame realizado com material da biópsia e incorporado ao SUS, mas sem oferta regular em todos os serviços”, afirmou.
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