
Reportagem da TV Cultura abordou auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre o tempo de espera para cirurgias oncológicas no Sistema Único de Saúde (SUS). A matéria mostrou que, em mais da metade das 361 mil cirurgias oncológicas realizadas no último ano, o prazo para início do tratamento ultrapassou os 60 dias previstos em lei. Também foram apresentados dados sobre o aumento do número de casos de alguns tipos de câncer e os atrasos registrados em diferentes etapas da assistência, desde consultas e exames até o tratamento.
A cobertura contou com a participação da Dra. Clarissa Baldotto, presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), que explicou os impactos da demora no início do tratamento para pacientes com câncer. Segundo a especialista, “normalmente, esse atraso é prejudicial. Nos pacientes com tumores iniciais, a doença pode avançar e dificultar o acesso a tratamentos com intenção curativa. Mesmo nos pacientes com doença mais avançada, dependendo da evolução do quadro, eles podem perder a oportunidade de serem tratados”. A porta-voz da SBOC ressaltou ainda que o atraso compromete os resultados do tratamento e o prognóstico dos pacientes. “Isso tudo vai impactar em um resultado pior para o tratamento e para o desfecho desse paciente”, afirmou.
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