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O que o Hospital de Amor, antigo Barretos, vem fazendo na região norte

Notícias Segunda, 23 Abril 2018 20:43
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Visão interna do Hospital de Amor da Amazônia, inaugurado em novembro de 2017 Visão interna do Hospital de Amor da Amazônia, inaugurado em novembro de 2017 Foto: Divulgação

Diminuir as distâncias entre regiões no tratamento oncológico brasileiro pode parecer uma tarefa possível apenas com forte investimento do poder público, mas o Hospital de Amor, novo nome do Hospital de Câncer de Barretos, vem mostrando que não é. Pelo contrário. O presidente Henrique Prata se orgulha das realizações com independência financeira e administrativa do governo. E não são poucas. A última delas foi a inauguração, há alguns meses, do Hospital de Amor da Amazônia, em Porto Velho (RO). O custo de R$ 50 milhões da obra e de R$ 10 milhões dos equipamentos foi arcado pelos cidadãos rondonienses. A maioria da arrecadação ocorreu em leilões. O feito aumenta a fama de Prata que, há 25 anos, cobre o déficit de recursos do Sistema Único de Saúde com doações de cantores, apresentadores de TV, agropecuaristas e anônimos. E não para de expandir o raio de atuação da instituição com 100% de atendimentos gratuitos.

A presença do Hospital de Amor em Porto Velho começou há seis anos, quando constatou-se que quase todos os pacientes com câncer de Rondônia, ou 12 mil pessoas/ano, percorriam 3 mil quilômetros para tratar-se em Barretos, no interior de São Paulo. Surgiu a ideia de construir, então, um hospital na capital e, segundo Prata, os empresários e a população abraçaram a ideia. O atendimento foi iniciado de forma provisória no Hospital de Base (HB) e logo atingiu 500 pessoas ao dia e depois 800. A obra de construção da nova unidade começou em 2015. O oncologista clínico Marcelo Souza Drude foi para lá já em 2012. “Eu tinha acabado de concluir a residência e fiquei sabendo da vaga. Procurei o Henrique e, em 20 minutos de conversa, combinamos um período de um ano em Porto Velho”, conta o médico. “Eu e um outro colega fomos na coragem; abraçamos a ideia do Henrique e partimos.”

Chegando lá, a precariedade da saúde no Estado chocava. “Atendíamos pacientes com biópsias feitas havia 90 dias e sem nenhum tratamento iniciado; a maioria com câncer de mama estágios III e IV”, narra. “Tínhamos um espaço de 1.200 m2 para todas as etapas do atendimento; matávamos um leão por dia”, reforça. O desafio de modificar aquela realidade, participar da construção de uma estrutura inédita e também o retorno dos pacientes, porém, o estimularam tanto que ele ficou durante cinco anos. Acabou de voltar, por motivos familiares – sua cidade natal é Pitangueiras, a 80 quilômetros de Barretos – e para ter mais acesso a eventos de atualização e desenvolvimento da carreira acadêmica.

Hospital de Amor Amazônia Quimio site

Experiência única

“Como experiência de vida, foi incrível. Recomendo muito. Um crescimento humano impagável”, enfatiza. De acordo com o médico, os pacientes atendidos lá vêm de todo o Estado de Rondônia, além de Amapá, Roraima, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Acre e até bolivianos. “O povo da região norte é extretamente grato; tem uma relação de respeito muito especial com os profissionais de saúde”, destaca Drude. Em vários momentos da entrevista, ele cita como é singular atender os indígenas, por exemplo, entender quais são as tribos, aprender os dialetos, os costumes e poder orientá-los. “É outro Brasil.”

O especialista conta que, atualmente, a estrutura do Hospital de Amor em Porto Velho é bem maior e melhor. Há serviço móvel de prevenção, os recursos diagnósticos são mais ágeis, foram abertas duas vagas de residência médica em Oncologia Clínica, duas em Cirurgia Oncológica e uma em Patologia, existe banco de tumores e haverá um centro de pesquisa. “No começo, havia dificuldade de encontrar médicos que aceitassem ir pra lá. Hoje já há vários e estão gostando muito”, comemora. “Fomos ajeitando tudo, segurando as pontas para o hospital crescer e agora vemos o resultado.” A inauguração da ala de internação do Hospital de Amor da Amazônia está prevista para julho. A área total é dez vezes maior que a do atendimento no HB. Quando estiver com 100% de sua capacidade, a estimativa é de que a unidade atenda 9 mil pacientes por mês.

Além de Barretos e Porto Velho, a unidade de Jales (SP) é outra a oferecer tratamento de pacientes com câncer. Os institutos da prevenção, mantidos pelo mesmo grupo, a Fundação Pio XII, ficam em Barretos (SP), Fernandópolis (SP), Porto Velho (RO), Ji-Paraná (RO), Campo Grande (MS), Nova Andradina (MS), Juazeiro (BA), Lagarto (SE) e Campinas (SP). Novos centros de prevenção devem ser abertos em Macapá (AP), Rio Branco (AC) e em Mato Grosso. Será construído também um novo hospital em Palmas (TO).

Última modificação em Segunda, 23 Abril 2018 20:55

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