Notícias

De forma inédita, SBOC realiza 26 novas submissões ao ROL da ANS Destaque

Notícias Quarta, 08 Maio 2019 19:53
Avalie este item
(2 votos)

A Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) entende que, além de promover atualização científica e de defender os direitos dos médicos, tem o papel de defender também a boa prática clínica, que se traduz na autonomia de prescrever o que é melhor para o paciente. Nesse contexto, tem atuado fortemente na busca por acesso a medicamentos no Brasil.

No último sábado, 4 de maio, terminou o prazo para solicitações de novas incorporações para o próximo ciclo de atualização do rol da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), previsto para 2021 - lembrando que os ciclos ocorrem a cada dois anos.

E, de uma forma inédita, a SBOC centralizou a submissão de 26 novas drogas e procedimentos para tratamento de câncer. A entidade realizou uma análise cuidadosa, com a colaboração de especialistas e membros, e coordenou todas as etapas do novo processo de submissão da ANS, que contemplou a produção de um dossiê detalhado sobre a droga ou o procedimento, com dados de eficácia, segurança, farmaeconomia e impacto orçamentário."É a primeira vez que uma sociedade médica realiza tantas submissões de uma só vez. Isso demandou foco total de nossa equipe e só reforça o quanto estamos empenhados em promover o avanço da oncologia no Brasil", afirma Dr. Sergio Simon, presidente da SBOC.

Todas as submissões realizadas pela SBOC são de drogas e procedimentos já aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Os medicamentos venosos são incorporados automaticamente logo após a sua aprovação pela Anvisa, mas as drogas orais, que representam grande parte das ferramentas mais modernas lançadas no mercado contra tumores, precisam passar por esse processo de submissão para análise de custo-efetividade, o que acarreta em demora e prejudica o tratamento dos pacientes usuários de planos de saúde privados. “Se o rol da ANS passar por alteração em janeiro e uma nova droga for aprovada em março, por exemplo, significa que o convênio pode se negar a custear esse tratamento até a nova atualização, ou seja, daqui a dois anos”, comenta Dr. Sergio. Para se ter uma ideia, um levantamento do site Metrópoles, de Brasília, realizado no ano passado, mostrou que 60 medicamentos para o tratamento de câncer foram aprovados pela agência reguladora americana (FDA) entre 2013 e 2017. Desses, mais da metade (32) receberam registro da Anvisa, e somente cinco foram incorporados pelos planos de saúde. "Por conta disso, centralizamos o maior número de submissões possível. Esperamos conquistar bons resultados para melhorar a vida dos pacientes com câncer no país", conclui Dr. Sergio.

Última modificação em Quarta, 08 Maio 2019 21:04

1 Comentário

  • Link do comentário Marco Túlio Sexta, 10 Maio 2019 14:02 postado por Marco Túlio

    Não vai ser fácil a vida para as operadoras. Penso que elas devem se preparar para comprar elas mesmas esses fármacos.

    Relatar

Deixe um comentário

Certifique-se de preencher os campos indicados com (*). Não é permitido código HTML.

Pesquisar