×

Atenção

JUser: :_load: Não foi possível carregar usuário com ID: 669

Residentes em Oncologia

Mulheres negras e latinas com câncer de mama tendem a saber menos sobre a própria doença do que as brancas na mesma situação. É o que aponta um estudo divulgado por publicação da Sociedade Americana do Câncer.

Liderada pela cientista Rachel Freedman, uma equipe de pesquisadores do Instituto Dana-Farber de Boston conversou com 500 mulheres americanas. O objetivo das entrevistas era avaliar o conhecimento das pacientes em relação ao tipo e estágio de seus tumores - entre outras características da doença.

De acordo com o levantamento, o número de pacientes que disseram que conheciam todas as características perguntadas ficou entre 32% e 82%. Porém, a quantidade de mulheres que informou as características corretamente foi bem menor: ficou entre 20% e 58%.

Entre latinas e negras, esses índices eram ainda menores. 

"Pacientes que entendam por que uma determinada técnica é importante para sua situação poderão tomar decisões mais informadas e aderir mais ao tratamento", afirmou Rachel em entrevista ao site EurekAlert!.

O câncer de mama é um dos cinco tipos mais comuns da doença. Segundo a Organização Mundial da Saúde, a doença matou 520 mil pessoas só em 2012.

Fonte: Revista Exame

Análise - Evanius Wiermann

Notícias Segunda, 02 Fevereiro 2015 16:20

Evanius Garcia Wiermann é presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) e oncologista clínico do VITA Batel e VITA Curitiba

O CHAARTED foi um trabalho extremamente bem feito, que mostrou uma magnitude de benefícios sem precedentes na história da oncologia, especialmente na oncologia urológica. Com certeza é um tratamento que deve ser oferecido a todos os pacientes que se encaixarem nos critérios. No entanto, no Sistema Único de Saúde, sua aplicação teria que passar por adequações clínico-cirúrgicas.

O sistema público de saúde é elaborado apoiando-se em realização de procedimentos. Por exemplo, você tem a indicação de um medicamento para obter uma castração do paciente. Quando a doença falha à castração, esse paciente vai ser submetido à quimioterapia. É solicitada, então, a troca do procedimento. O CHAARTED é um pouco diferente, porque você tem um paciente com doença ainda hormônio sensível e administra a esse paciente seis ciclos de quimioterapia. E não é impossível que posteriormente você repita o docetaxel, especialmente se esse paciente progredir após algum tempo.

No SUS, a situação não é tão simples. Se você solicitar um procedimento de castração, de bloqueio hormonal utilizando o acetato de gosserrelina, por exemplo, não é possível pedir a quimioterapia ao mesmo tempo. O SUS não interpreta dessa maneira. Eu não posso pedir a castração e ao mesmo tempo administrar seis ciclos de quimioterapia. E pode ser que alguns auditores não autorizem o paciente, no futuro, ser reexposto à mesma quimioterapia. Ou seja, isso depende muito da interpretação, e como o Brasil é um país gigantesco, nem todos têm uma interpretação igual diante do CHAARTED.

Minha impressão é que de acordo com a regra atual do SUS, uma boa parte dos pacientes que irá fazer o CHAARTED será submetida a castração cirúrgica em detrimento da castração química. Porque se o médico solicitar a quimioterapia não terá como usar esse tratamento depois. Existem outras implicações também. Nos pacientes com hormonioterapia, segundo o SUS, quando você usa a quimioterapia é para a doença resistente à castração. Então se um auditor autoriza a quimioterapia, ele pode não autorizar ao paciente receber outras linhas hormonais. E as linhas hormonais hoje disponíveis no sistema público não são linhas hormonais que nós saibamos, efetivamente, que aumentem a sobrevida. São baseadas em estudos muito antigos, onde não foi avaliada a sobrevida desses pacientes. Nem a abiraterona nem a enzalutamida, drogas que em qualquer cenário de doença, seja pós ou pré-quimioterapia, já mostraram ganhos de sobrevida, não estão disponíveis.

Uma coisa é você ter a disponibilidade de fazer isso no SUS apresentando ao seu auditor a evidência, e não tenho a menor dúvida de que pode e deve fazer isso no sistema público. Não deve deixar de ser oferecido ao paciente, deve ser sempre conversado com o auditor local, com o gestor local, explicando os novos conceitos, mas entendendo que quando o SUS desenhou o sistema de ataque para o tratamento do câncer de próstata se baseou em conceitos que hoje estão ultrapassados.

São conceitos que tem que ser revistos com o Ministério da Saúde. Não é apenas uma questão de correção monetária da APAC, mas de uma revisão de conceitos de porte terapêutico. É entender que hoje, a quimioterapia que antes só era utilizada em pacientes refratários à castração, em determinadas situações pode, e deve, ser usada em cenários muito mais precoces, sem que isso invalide o paciente de receber hormonioterapia posteriormente.

O trabalho de Antônio e Carmem Prudente para viabilizar a construção do A.C.Camargo Cancer Center, primeira instituição de pesquisa, ensino e tratamento do câncer no país, fundado em 1953, é o tema principal do livro "O Sonho de Carmem - Como a sociedade ajudou a transformar a história do câncer no Brasil", do escritor Eduardo Bueno.

Editado pela Comunique Editorial, selo História, o livro será lançado dia 3 de fevereiro, às 18h, na livraria Cultura do Conjunto Nacional.

Com linguagem descontraída e revelações curiosas, o escritor conta como se deu no Brasil esta luta que remete ao final do século 19 e ganha força no pós-guerra, quando são criadas as principais instituições de combate ao câncer no país. O livro traz episódios marcantes também da vida pessoal do casal, relacionando com passagens marcantes da história do Brasil como a República Velha, Revolução de 30 e toda a Era Vargas. O livro estará disponível também no formato e-book.

O Sonho de Carmem – Como a sociedade ajudou a transformar a história do câncer no Brasil
Autor: Eduardo Bueno
Editora: Comunique Editorial, selo HistóriaLançamento: 3 de fevereiro de 2015, às 18 horas
Local: Livraria Cultura do Condomínio Conjunto Nacional - Avenida Paulista, 2073
Preço: R$ 38,00. Versão e-book: R$ 19,00
Venda exclusiva: Livraria Cultura em todo o país ou www.livrariacultura.com.br

Fonte: Onconews

Pesquisa foi realizada por meio de estudos moleculares com tecidos de 107 pacientes

Pesquisadores do Hospital Clinic, em Barcelona, descobriram duas mutações genéticas em tumores de fígado muito agressivos, o que pode representar uma revolução no tratamento desta doença ao abrirem possibilidades terapêuticas para 70% dos pacientes.

A pesquisa, publicada nesta quinta-feira (22) na revista Nature Communications, foi financiada pela Associação Espanhola Contra o Câncer na Catalunha. O trabalho, dirigido pelo professor da Universidade de Barcelona, Josep María Llovet, diretor do Liver Cancer Program na Ichan School of Medicine at Mount Sinai, em Nova York, identificou pela primeira vez duas alterações genéticas que ocorrem nos tumores colangiocarcinoma intrahepático (ICCA) e que são tratáveis.

— Trata-se da descoberta mais importante realizada até o momento sobre as mutações em colangiocarcinoma e mudará de forma radical o tratamento desta doença. Câncer de fígado da ex-BBB Maria Melilo e síndrome do lobisomem foram destaques.

A pesquisa foi realizada por meio de estudos moleculares com tecidos de 107 pacientes com ICCA, os quais foram extraídos e sequenciados o ácido ribonucleico (RNA) total. Os pesquisadores fizeram um mapa completo, não descrito até agora, de todas as alterações moleculares que podem ocorrer em pacientes com este tipo de câncer de fígado.

Segundo os oncologistas, existem nove alterações que se encontram em 70% destes tumores, “o que pode representar uma oportunidade terapêutica”, já que se trata de mutações que são tratáveis com inibidores. Para Llovet, uma das duas novas alterações genéticas no ICCA descoberta agora pode ser bloqueada mediante um inibidor que já demonstrou sua eficácia in vitro.

O colangiocarcinoma intrahepático é um tumor agressivo, de difícil detecção em estádios iniciais e que representa 10% do total de câncer hepático (ao redor de 70 mil casos anuais no mundo). A única opção até agora de cura é a cirurgia, mas ela está limitada aos casos em que o câncer não está em estágio avançado.

Fonte: EFE

No dia Mundial de Combate ao Câncer, especialistas destacam como a determinação e a vontade de viver fazem toda a diferença no tratamento. De acordo com a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), guardar ressentimento, mágoa, raiva e até segredos não compartilhados pode causar câncer. Durante o tratamento, otimismo e bom humor são fundamentais na cura do paciente.

Quem reforça isso é o presidente da SBOC - Regional Minas Gerais, Dr. Leandro Alves Ramos. Para o Dr. Leandro, a pessoa tem que ter em mente que ela está em tratamento, por mais que seja uma fase difícil. ”A alegria é muito importante”, disse o dirigente durante uma entrevista à TV Alterosa.

Conforme expôs, 30% dos cânceres podem ser evitados, caso as pessoas adotem três medidas importantes: evitar o tabagismo, fazer atividades físicas para melhorar o sistema cardiovascular e reduzir a obesidade e ter uma alimentação saudável.

Confira a matéria na íntegra e veja como histórias de superação são inspiradoras.

https://www.youtube.com/watch?v=3VJiyvVs9EE

Próximo ao fim de mais um mandato, a diretoria da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) se reuniu para definir o calendário eleitoral deste ano. O início do processo eleitoral está marcado para a primeira quinzena de março, quando a diretoria publicará edital de convocação e divulgará a lista dos integrantes da comissão responsável.

A votação e apuração terminarão na segunda quinzena de maio de 2015. A posse dos eleitos dar-se-á durante o XIX Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica, em Foz do Iguaçu/PR. Para votar, os associados devem estar quites com as anuidades, inclusive com a de 2015, que vence no dia 9 de março.

O presidente da SBOC, Dr. Evanius Wierman, e os diretores Dr. Alexandre Fenelon, Dr. Carlos Sampaio, Dra. Andrea Melo, Dr. Luiz Adelmo Lodi e Dr. Rafael Schimerling participaram da reunião.

NOVIDADES PARA 2015

No mesmo encontro, a diretoria da SBOC definiu os eventos deste ano. Dentre eles está um Simpósio de Defesa Profissional previsto para o início do segundo semestre.

Além disso, a diretoria resolveu diversas questões ligadas ao 19º Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica, como a colocação do hotsite do congresso no ar: sboc2015.com.br.

Os coordenadores científicos do congresso fizeram uma reunião para definir a grade de programação do congresso e confirmar a participação de palestrantes internacionais no evento.

Hotsite do Congresso já está no ar

Notícias Quinta, 19 Fevereiro 2015 13:55

A organização do evento mais esperado da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) segue a todo vapor. A novidade agora é que o hotsite do 19º Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica – Oncologia Sem Fronteiras já está no ar (sboc2015.com.br).

O portal permite aos internautas fazer a inscrição no congresso e ter acesso à programação científica e social do evento. As instruções para submissão de trabalhos, informações turísticas sobre Foz do Iguaçu (hotéis, passeios e transporte), notícias e informações específicas sobre o Congresso, que acontece entre os dias 29 de outubro a 1º de novembro, também estão disponíveis no hotsite.

 

A prevenção e a mulher

Notícias Segunda, 23 Fevereiro 2015 17:25

Este artigo foi assinado pelo Dr. Evanius Wiermann, oncologista e presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC). O texto foi publicado originalmente no caderno Opinião, do jornal Estado de Minas, no dia 22/02

Mãe, esposa, profissional, cidadã, mulher. Inúmeros são os papéis assumidos pelo público feminino desde a sua emancipação. Mas, um dos grandes desafios das mulheres é aprender como manter a boa saúde e, principalmente, a qualidade de vida apesar do estresse que contribue para o surgimento de transtornos emocionais e físicos. A falta de tempo para conciliar as tarefas de casa e do trabalho é o vilão da prevenção. No próximo oito de março, data em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, também é uma oportunidade para destacar a importância de precaver males comuns que afetam o universo feminino.

Vivemos num país essencialmente feminino. Há mais mulheres do que homens em 24 dos 27 estados brasileiros, de acordo com o IBGE. Em geral, as mulheres vivem mais do que o sexo masculino, devido a vantagens biológicas e comportamentais. Mas, a mulher moderna precisa, precocemente, incorporar condutas protetoras para diminuir a mortalidade causada principalmente pelas doenças cardiovasculares e câncer. A prevenção é necessária para que ela chegue à menopausa com menos fator de risco e possa diminuir a incidência do seu principal vilão, o câncer de mama.

Segundo os dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), no Brasil as doenças do aparelho circulatório são aquelas que representaram maior proporção dos óbitos de mulheres. As neoplasias tiveram a segunda maior participação e em terceiro lugar as doenças do aparelho respiratório. Além da diminuição de fatores protetores, houve um aumento de fatores de risco como a obesidade, sedentarismo, maior consumo de bebidas alcoólicas e de cigarros.

Para o ano de 2015 foram estimados 576 mil novos casos de câncer sendo que 49% ocorrerão em mulheres. Entre o sexo feminino, excetuando o câncer de pele não melanoma (84 mil), o de mama (51 mil) aparece em primeiro lugar, seguido do câncer de cólon e reto (17 mil), colo do útero (15 mil), pulmão (10 mil) e tireoide (8 mil).  Sabe-se que pelo menos um terço dos casos novos poderiam ser prevenidos. Cerca de 20% das mulheres acham  que o diagnóstico do câncer é uma sentença de morte.  Contra essa crença, a medicina confirma que na verdade 70% dos casos são curados, e essa porcentagem salta para 95% quando o câncer é detectado precocemente.

A manutenção da saúde da mulher exige uma série de cuidados e atitudes preventivas. Cada mulher tem uma história e uma bagagem hereditária que devem ser analisadas cuidadosamente com a supervisão de um médico, para garantir uma vida saudável e sem surpresas. Prevenção, no caso do câncer, significa mudança nos hábitos de vida. Adotar hábitos saudáveis como alimentar-se bem, não fumar, evitar o consumo excessivo de bebidas alcóolicas e praticar atividades físicas podem diminuir as chances de desenvolver a doença. Conhecer seu corpo também é essencial. O autoexame de mama é um grande aliado para detectar sinais do aparecimento da neoplasia.

Desde dezembro de 2011, quando foi diagnosticado com mieloma múltiplo, um tipo de câncer de medula que afeta as células plasmáticas, o advogado Rogério de Sousa Oliveira, 45 anos, de São Bernardo do Campo/SP, não se abateu. Resolveu então travar uma luta contra a doença e contra o desconhecimento da população sobre o assunto. Ele criou o blog mielomamultiploabc.blogspot.com.br, onde reúne matérias e informações sobre a doença, novos tratamentos, medicação, dicas de alimentação e também abre espaço para que pacientes relatem casos pessoais.

A doença que representa 1% de todos os tipos de câncer, é o segundo tipo mais comum de câncer no sangue. As células plasmáticas são um tipo de glóbulos brancos responsáveis pela produção de anti-corpos. Com a segurança imunológica fragilizada, uma gripe pode virar pneumonia, por exemplo. Seus sintomas mais comuns são anemia profunda, ataque do sistema renal, dores e lesões ósseas.

Apesar da pouca incidência, a doença preocupa por ser desconhecida por muitos profissionais da saúde. Os sintomas do mieloma múltiplo levam muitas vezes o médico a diagnosticar o paciente com osteoporose. Nos EUA, a estimativa é que, a cada ano, surjam 15 mil novos casos. No Brasil, não existem levantamentos específicos.

Rogério de Sousa tem promovido uma campanha para disseminar informações acerca da doença e alertar a população sobre a sua existência e sintomas. “Há pacientes que levam de cinco a seis anos para chegar num diagnóstico”, alerta Rogério que só descobriu o que tinha após quatro meses de baterias de exames. “A partir do momento que o paciente toma conhecimento sobre os sintomas, ele pode ajudar o médico a chegar ao diagnóstico”, comenta.

A iniciativa de Rogério de divulgar mais efetivamente a doença começou em maio de 2012, quando saiu em busca de canais de divulgação e meios de comunicação onde pudesse falar sobre o assunto. Além disso, desde junho de 2013 realiza o Café & Acolhimento. Trata-se de um encontro mensal com amigos, familiares, profissionais da saúde, pacientes com mieloma múltiplo e outros tipos de câncer, que tem como objetivo falar de sonhos, tratamentos, medos, dores, alegrias e fortalecer a luta em busca de melhorias.

Como um militante ativo na luta por um tratamento médico mais qualificado e desburocratizado, o advogado faz duras críticas ao descaso do poder público relacionado à interrupção da entrega da medicação. Ele mesmo vivenciou isso na pele ao enfrentar uma batalha judicial de seis meses para receber o medicamento. No caso, o Revlimid, nome comercial do remédio, não era registrado pela ANVISA. “Há muitos remédios que servem para o tratamento do mieloma múltiplo e que não fazem parte do protocolo clínico da doença. Dificilmente pelo SUS ou pelos planos de saúde o paciente consegue ter acesso ao remédio, mesmo se for mediante processo judicial”, revela.

Rogério de Souza reflete que não basta saber que um novo remédio foi criado nos Estado Unidos, se a realidade em nosso país é outra. Atualmente sua luta está focada para que pacientes tenha melhores condições de tratamento contra esse tipo de câncer. “Não adianta termos o medicamento aprovado pela Anvisa se não temos acesso a ele devido ao alto custo. A situação ainda é mais difícil porque as pessoas não sabem dos seus direitos e nem onde buscá-los”, desabafa.

Para o advogado, os principais motivos que agravam o sofrimento do paciente e atrapalham sua qualidade de vida são muitas vezes o desconhecimento de grande parte da sociedade médica sobre este tipo de câncer, a demora para se descobrir o diagnóstico e a morosidade de processos judiciais para reivindicar melhor acesso à saúde. “É muito sofrimento pra quem está debilitado”, frisa.

Café e acolhimento