×

Atenção

JUser: :_load: Não foi possível carregar usuário com ID: 2544

Oportunidades para profissionais da oncologia

Nesta semana acontece o ESMO Summit, um dos principais eventos educacionais da European Society of Medical Oncology (ESMO), sediado pela primeira vez no Brasil. O evento, realizado entre os dias 22 e 24 de março, em São Paulo, é desenvolvido em parceria com a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC),com a participação de líderes internacionais e nacionais, e colocará em contexto os avanços mais significativos na oncologia.

Em seu primeiro dia, a programação conta com um Workshop inédito sobre a plataforma internacional Magnitude of Clinical Benefit Scale (MCBS), já utilizada em alguns países como Chile, Holanda, Áustria entre outros, bem como recentemente incorporada em alguns dos novos guidelines de tratamento da ESMO. Trata-se de uma escala com o propósito de mensurar o benefício das medicações oncológicas à disposição, com uma abordagem padronizada, genérica, validada e reprodutível. As graduações ocorrem conforme intenção curativa (A a C) ou não curativa (1 a 5) do tratamento. Hoje temos inúmeras drogas aprovadas que, teoricamente, trazem benefícios para os pacientes, mas esses ganhos são muito variáveis, difíceis de se comparar e num cenário em que os custos também tem impacto considerável. Essa ferramenta visa contribuir para avaliação do real impacto. Mas como?

Dr. Felipe Roitberg, Oncologista Clínico, membro da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), membro da ESMO e Co-chair do Workshop explica: são inseridos dados dos principais estudos em oncologia e analisados por um Comitê constituído por membros de diversos países. Os desfechos dos estudos, tais como ganho de sobrevida, sobrevida livre de progressão, toxicidade e qualidade de vida são ajustados aos formulários da escala. A partir de então, as novas tecnologias recebem notas que podem contribuir para a tomada de decisão quanto à incorporação dos tratamentos com maior benefício para os pacientes.

“Acredito que essa plataforma vai modificar a forma como a indústria farmacêutica tem desenhado os estudos clínicos, bem como a priorização de análise pelas fontes pagadoras, públicas ou privadas. No Brasil ainda não é utilizada em larga escala, mas órgãos como a CONITEC e o Ministério da Saúde já se mostram interessados. É uma ferramenta que pode, facilmente, ser utilizada pelos nossos órgãos reguladores no futuro próximo”, afirma Dr. Felipe.

Com a participação do presidente da ESMO, Josep Tabernero, o Workshop apresentará a escala de avaliação e exercícios práticos nos quais os participantes poderão treinar, discutir e avaliar a utilização da ferramenta. “É uma oportunidade única de ouvir o presidente de uma das principais sociedades oncológicas do mundo sobre uma plataforma inédita que pode contribuir inclusive para questões de políticas públicas”, conclui Dr. Felipe.

A programação completa do ESMO Summit está disponível no site https://www.esmo.org/Conferences/ESMO-Summit-Latin-America-2019

Na última quinta-feira, 14 de março, a SBOC esteve presente no III Encontro de Cancerologia no Interior Paulista (ECIP) e X Simpósio de Mastologia, Oncologia e Imaginologia Mamária, realizado em São José do Rio Preto, promovido por diversas instituições da área da saúde.

No primeiro dia do evento, a programação contou com um módulo exclusivo sobre Pesquisa Clínica em Oncologia. Dra. Cinthya Sternberg, Diretora Executiva da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), apresentou as iniciativas promovidas pela SBOC para fomentar a Pesquisa Clínica em Oncologia no Brasil.

Além de atuar em frentes como educação continuada, políticas de saúde, defesa profissional, relações nacionais e internacionais, a SBOC tem um forte compromisso com o incentivo à formação e à pesquisa. Oferece aos seus associados uma plataforma que traz um painel de estudos clínicos em andamento no país abertos à inclusão de pacientes oncológicos. Por meio dessa plataforma os médicos podem consultar os estudos, seus critérios de inclusão e os dados de contato com pesquisadores e, assim, contribuir com o recrutamento de pacientes em todo o Brasil. Um outro serviço disponibilizado aos associados com foco na Pesquisa Clínica é o de Bioestatística para auxílio no desenho experimental de estudos clínicos e análise estatística de estudos já realizados.

A SBOC também é responsável por programas na área voltados a jovens oncologistas em parceria com instituições internacionais. No ano passado, por exemplo, o Programa de Imersão Internacional em Pesquisa Clínica selecionou dois bolsistas para um Observership no Developmental Therapeutics Program da Northwestern University Feinberg School of Medicine, um dos centros de referência no tratamento e no desenvolvimento de estudos clínicos em Oncologia. Ainda em 2018, a SBOC promoveu o Fellowship de Pesquisa Clínica no Exterior, que ofereceu a dois jovens a oportunidade de treinamento em Pesquisa Clínica em centros de referência fora do Brasil, como Johns Hopkins e Dana-Farber Cancer Institute.

Em parceria com instituições nacionais, a SBOC também promoveu no ano passado dois programas que se repetirão neste ano. O Programa de Especialização em Tumores Neuroendócrinos, realizado em conjunto com o A.C.Camargo Cancer Center, que tem duração de um ano e contém em sua programação tempo reservado para pesquisa e produção científica. Já o Programa de Capacitação em Pesquisa Clínica permite que dois residentes e quatro jovens oncologistas visitem, por uma semana, o Centro de Pesquisa Clínica em Oncologia do Hospital de Caridade de Ijuí (RS) – Oncosite, instituição que superou as adversidades, se tornou referência nacional em Pesquisa Clínica e hoje é responsável pelo maior número de estudos em andamento no país.

A participação dos oncologistas em todas essas iniciativas pode trazer resultados práticos em curto prazo. No caso dos programas voltados aos jovens oncologistas, por exemplo, a vivência em importantes Centros de Pesquisa Clínica pode contribuir para que eles fiquem ainda mais motivados como agentes decisivos para a criação de centros de Pesquisa Clínica em suas cidades. "O número de estudos em todo o mundo cresceu 13.000% nos últimos 18 anos. A parcela que cabe ao Brasil hoje é de aproximadamente 6 mil estudos ou 1,65% do total. Precisamos promover a Pesquisa Clínica em nosso país, principalmente porque aqui ainda é por meio dela que se tona possível ampliar o acesso a novas terapias, melhorar a qualidade de vida e muitas vezes aumentar a sobrevida de pacientes que não têm mais outras opções de tratamento", afirma Dra. Cinthya, que também é pesquisadora.

Câncer de mama triplo-negativo é relativamente raro e constitui o subtipo mais grave dos cânceres de mama. Embora diversos quimioterápicos tradicionais possam ter algum grau de atividade contra a doença metastática, o controle é pouco duradouro e a expectativa de vida das pacientes é menor que dois anos. Neste contexto bastante sombrio e sem avanços significativos nas últimas décadas, foi apresentado no Congresso da Sociedade Europeia de Oncologia (ESMO Congress 2018) o IMpassion 130, primeiro estudo de fase 3 a documentar benefício significativo de imunoterapia em câncer de mama metastático. Em face da importância do resultado, o estudo foi simultaneamente publicado na mais renomada revista científica médica, o New England Journal of Medicine. Posteriormente novos dados desse estudo (biomarcadores e sobrevida global) foram apresentados no tradicional Simpósio de Câncer de Mama de San Antonio, em dezembro, nos EUA, confirmando o benefício da imunoterapia.

O estudo IMpassion 130 randomizou mulheres com câncer de mama metastático triplo-negativo na primeira linha para receberem tratamento com nab-paclitaxel e placebo ou o mesmo nab-paclitaxel acrescido de atezolizumabe, um imunoterápico moderno. Foram planejadas análises para o grupo total das 451 pacientes de cada braço de tratamento, assim como uma análise exclusivamente para as 185 pacientes de cada braço de tratamento cujos tumores tinham a presença de PD- L1 nos linfócitos que infiltram o tumor. PD-L1 é o alvo da imunoterapia (atezolizumabe) e sua presença tem sido relacionada a maior benefício da imunoterapia em diversos tipos de câncer.

Os resultados do estudo mostraram que, avaliando a população como um todo, havia um controle mais duradouro da doença no grupo tratado com atezolizumabe associado ao nab-paclitaxel, embora a diferença na duração do controle tenha sido modesta. Já na análise das pacientes com PD-L1 positivo (cerca de 40% do total), o benefício em termos de controle da doença foi maior, com uma redução do risco de progressão de 38% (o que significou um ganho de 2,5 meses no controle da doença) em favor da utilização do atezolizumabe. O resultado mais impressionante e animador, no entanto, foi a redução de 38% no risco de morte (representando um ganho de 10 meses em termos de sobrevida global, 25 contra 15,5 meses favorecendo a imunoterapia) no grupo que recebeu atezolizumabe. A toxicidade do tratamento foi leve em ambos os grupos de tratamento (com ou sem imunoterapia).

No contexto de uma doença extremamente grave e praticamente órfã de novas opções de tratamento nas últimas décadas, em função da disponibilidade de ambas as medicações em nosso País (embora aprovadas para outros tipos de tumores) e, principalmente, em face do benefício significativo que este tratamento pode proporcionar às pacientes, a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) vê fundamentos científicos sólidos para solicitar celeridade na aprovação pelas autoridades regulatórias brasileiras da combinação de nab-paclitaxel e atezolizumabe para o tratamento de pacientes com câncer de mama triplo-negativo metastático, ainda mais agora com a aprovação desta combinação terapêutica pela agência norte-americana de medicamentos, o FDA, ocorrida no dia 08 de Março de 2019. Importante ressaltar a necessidade de assegurar o controle de qualidade na identificação das pacientes triplo-negativo, e também de garantir o acesso e o treinamento dos patologistas para a correta testagem da expressão de PD-L1, pois em tempos de medicina de precisão e de custos elevados do tratamento oncológico a correta identificação garante a medicação certa para a paciente certa.


Dr. Sergio D. Simon

Presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC)

Dr. Carlos H. Barrios
Membro titular da SBOC

Dr. Gilberto Amorim
Membro titular da SBOC

Dr. José Bines
Membro titular da SBOC

Dr. Max S. Mano
Membro titular da SBOC

Dr. Rafael Kaliks
Membro titular da SBOC

O câncer de mama é o mais comum na mulher brasileira, mas você sabia que dois terços dos casos de câncer mo público feminino surgem em outros órgão?

Mais de 10 mil mulheres, maioria fumantes, morrem de câncer de pulmão ao ano no Brasil. Cerca de 8 mil mulheres morrem de câncer colorretal (intestino). E o câncer de colo de útero mata quase 6 mil mulheres.

A Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) homenageou as mulheres neste 8 de março compartilhando prevenção. Em uma ação realizada na entrada principal do Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, foram distribuídos kits contendo:
- material informativo sobre principais tipos de câncer em mulheres;
- água de côco, representando a alimentação saudável na prevenção do câncer;
- e preservativos, com foco na prevenção do HPV, principal fator de risco para câncer de colo de útero e relacionado também a outros tipos de câncer.

A ação foi apenas o lançamento da campanha "SEJA A MULHER DA SUA VIDA E DE OUTRAS VIDAS.Compartilhe o que você sabe sobre prevenção de câncer com outras mulheres", que durante todo o mês trará informações relevantes sobre prevenção de câncer, principalmente dos tipos mais incidentes no público feminino, como mama, intestino, colo do útero, pulmão e tireóide.

"É papel social da SBOC disseminar informações de prevenção do câncer. Mas acreditamos que cada indivíduo e até mesmo a sociedade como um todo pode contribuir. Por isso pensamos nessa campanha, que desafia as mulheres a compartilhar informação de prevenção com outras mulheres", afirma Dra. Cinthya Sternberg, Diretora Executiva da SBOC.

A SBOC convida todas as mulheres para fazerem parte desse movimento utilizando o tema da campanha em sua foto de perfil no Facebook e compartilhando as informações de prevenção de câncer com a hashtag #SBOCnoMêsDaMulher. Clique qui e veja como participar.

O câncer de mama é o mais comum na mulher brasileira, mas você sabia que dois terços dos casos de câncer no público feminino surgem em outros órgãos?

Mais de 10 mil mulheres, maioria fumantes, morrem de câncer de pulmão ao ano no Brasil. Cerca de 8 mil mulheres morrem de câncer colorretal (intestino). E o câncer de colo de útero mata quase 6 mil mulheres.

Queremos homenagear as mulheres compartilhando prevenção. Durante todo o mês divulgaremos informações relevantes sobre prevenção de câncer, principalmente dos tipos mais incidentes no público feminino, como mama, intestino, colo do útero, pulmão e tireóide.

Facebook2

E durante todo o mês, compartilhe as informações de prevenção do câncer usando a hashtag #SBOCnoMêsDaMulher

No início de fevereiro aconteceu, em San Francisco – EUA, o congresso da Sociedade Americana de Oncologia Clínica destinado à discussão do tratamento de tumores do trato geniturinário (ASCO GU).

Na ocasião, foram apresentados importantes estudos e, entre eles, considerado o principal destaque do congresso, o estudo Keynote-426, que mostrou eficácia e segurança na combinação de axitinibe e do anti-PD-1 pembrolizumabe como primeira linha de tratamento no câncer renal avançado.

Para o estudo randomizado Fase III foram considerados elegíveis pacientes com câncer renal de células claras recém diagnosticados ou com recorrência da doença no estadio IV, sem tratamento sistêmico prévio.

Os resultados, apresentados no ASCO GU, mostraram um ganho significativo de sobrevida global: aos 12 meses, 89%; e aos 18 meses, 82,3%. Em relação à sobrevida livre de progressão, os índices foram de 59,6% aos 12 meses e 41,1 aos 18 meses. A taxa de resposta objetiva foi de 59,3%.

Dr. Volney Soares Lima, oncologista e membro da diretoria da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), participou do ASCO GU e avalia os resultados do estudo como uma grande novidade que, comparada ao que já temos disponível, modifica radicalmente o cenário para o tratamento do câncer de rim. “Houve um ganho importante de sobrevida global para esses pacientes, com redução de 47% do risco de morte. Esse benefício foi visto em todos os subgrupos, inclusive naqueles pacientes de risco favorável. Acredito que em breve essa combinação deva ser aprovada no Brasil e, pendentes ainda as aprovações regulatórias, se tornará o novo tratamento padrão para esse tipo de tumor.”, conclui Dr. Volney.

Um dos mais desafiadores diagnósticos de câncer de mama é o triplo-negativo metastático, que tem baixa taxa de resposta aos tratamentos disponíveis. Há duas décadas que não há avanços nas terapias, mas um estudo publicado no The New England Journal of Medicine há aproximadamente duas semanas sugere que esse quadro pode mudar em breve. Pesquisadores de centros médicos nos Estados Unidos aplicaram, em mulheres com esse tumor, uma imunoterapia que vem sendo testada para diversos tipos cânceres e conseguiram sucesso em 33% dos casos, com remissão de, em média, sete meses. A quimioterapia convencional produz resultado em 10% a 15% das pacientes, que ficam até, no máximo, três meses livres da doença.

A droga que produziu os resultados descritos no The New England Journal of Medicine é a sacituzumab govitecan. De acordo com Dr. Gilberto Amorim, oncologista e membro da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), essa substância combina um anticorpo cujo alvo é o antígeno Trop-2, expressado pela maior parte das células do câncer de mama, e o SN-38, molécula produzida pelo quimioterápico irinotecan. Quando o anticorpo se liga às moléculas Trop-2, o medicamento é liberado dentro da célula doente, diretamente no tumor. “Esse tipo de anticorpo conjugado é conhecido em nosso meio como ‘Cavalo de Troia’, pois se liga à célula tumoral e libera a quimioterapia dentro dela”, explica Dr. Gilberto.

Os testes foram feitos com 108 pacientes de câncer de mama triplo-negativo metastático que já haviam sido submetidas a outros tratamentos. O sacituzumab govitecan reduziu a doença em um terço das participantes e, em 3% do total, produziu remissão total. “Os testes mostraram resultados muito importantes. 45% de benefício clínico e mais de 30% de respostas objetivas e duradouras no estudo Fase I/II, o que não é comum. Por isso os resultados são tão promissores”, conclui Dr. Gilberto.

A terapia inovadora ainda está pendente de aprovação do Food and Drug Administration (FDA), órgão regulatório do setor de medicamentos nos Estados Unidos.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ampliou as indicações terapêuticas dos medicamentos olaparibe (Lynparza) e pembrolizumabe (Keytruda).

O primeiro teve sua indicação ampliada para o tratamento de manutenção de pacientes adultas com carcinoma de ovário de alto grau BRCA mutado recém diagnosticado, com resposta completa ou parcial à quimioterapia em primeira linha baseada em platina. De acordo com Dr. Sergio Simon, presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), o SOLO-1, estudo que resultou na aprovação dessa nova terapia, é o primeiro de fase III prospectivo e randomizado e foi apresentado no ESMO 2018, principal evento europeu de oncologia. “Nos resultados desse estudo, a análise primária da sobrevida mostrou uma importantíssima redução no risco de progressão ou morte, próxima de 70%. Portanto, esse tratamento deve ser considerado padrão para pacientes com esse tipo de câncer”, afirma Dr. Sergio. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de ovário é a segunda neoplasia ginecológica mais comum, atrás apenas do câncer de colo do útero. A estimativa é de 6 mil novos casos por ano.

Já o pembrolizumabe (Keytruda), passa a ser indicado para o tratamento de linfoma de Hodgkin clássico refratário ou recidivado após três ou mais linhas de terapias anteriores. A aprovação foi baseada em estudos que resultaram em dados significativos de resposta ao tratamento. Entre 19% e 22% dos pacientes apresentaram taxa de remissão completa. A taxa de resposta objetiva foi entre 58% e 69%. De acordo com estimativas INCA, 3.530 novos casos de linfoma de Hodgkin devem ser diagnosticados neste ano.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou duas novas indicações do anticorpo monoclonal anti-PD-1 pembrolizumabe (Keytruda).

Uma dessas indicações é para o tratamento adjuvante de pacientes com melanoma e envolvimento linfonodal. A aprovação foi embasada por um estudo randomizado que investigou o uso de pembrolizumabe ou placebo em 1.019 pacientes com melanoma estadio III. O uso do pembrolizumabe resultou em prolongamento da sobrevida livre de recidiva, com uma redução relativa no risco de morte ou recidiva em torno de 43%.

De acordo com Dr. Rodrigo Munhoz, Oncologista Clínico e Vice-presidente da SBOC, trata-se de uma aprovação muito importante, pois pacientes que apresentam melanoma e envolvimento linfonodal têm risco elevado de recidiva e evolução desfavorável. Essa é a primeira aprovação de um agente anti-PD-1 para o tratamento adjuvante nesse contexto. “Por muitos anos, o inteferon foi a droga padrão para tratamento desse tipo de câncer, porém com impacto marginal na chance de cura dos pacientes, às custas de toxicidades significativas. Mais recentemente, para os pacientes que têm mutação do gene BRAF, tivemos a aprovação da combinação de dabrafenibe e trametinibe, que são drogas de uso oral. Mas essa é a primeira aprovação no Brasil de um agente anti-PD-1 para tratamento adjuvante do melanoma de alto risco, o que aumenta nosso arsenal terapêutico disponível para tratar pacientes com intuito curativo”, explica Dr. Munhoz.

A outra aprovação é para o tratamento de primeira linha em paciente com câncer de pulmão de células não pequenas (CPCNP) em estágio avançado ou metastático, com histologia do tipo escamosa, em combinação com a quimioterapia. O estudo que motivou a aprovação avaliou 559 pacientes sem tratamento prévio para doença metastática. Os resultados apresentaram risco de morte de 36%, redução do risco de progressão ou morte de 44% e taxa de controle da doença em torno de 86%.