
A Presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), Dra. Clarissa Baldotto, participou, nesta quinta-feira, 28 de abril, do primeiro dia do 4º Especial Global Fórum Fronteiras da Saúde, em Brasília (DF). Ela falou no painel dedicado ao Componente da Assistência Farmacêutica em Oncologia (AF-ONCO), mecanismo que organizado o acesso a medicamentos oncológicos no Sistema Único de Saúde (SUS).
Nesta terça-feira, 28 de abril, a Presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), Dra. Clarissa Baldotto, participou do primeiro dia do 4º Especial Global Fórum Fronteiras da Saúde, em Brasília (DF). Ela participou do painel dedicado ao Componente da Assistência Farmacêutica em Oncologia (AF-ONCO), mecanismo que organizado o acesso a medicamentos oncológicos no Sistema Único de Saúde (SUS).
Durante o debate sobre a incorporação de tecnologias, a oncologista clínica apresentou o Índice de Priorização de Medicamentos para Incorporação no SUS e Saúde Suplementar, documento cuja primeira versão foi criada em 2024, pela Sociedade, com o objetivo de qualificar e facilitar este processo, promovendo acesso mais equitativo e eficiente aos pacientes com câncer.
“No Índice, nós olhamos alguns critérios como benefício clínico, eficácia, necessidade não atendida e impacto da doença na população”, introduziu. “Assim, se tem 30 medicamentos em análise, podemos dizer qual é o prioritário [para incorporação]. Essa é uma das contribuições que a SBOC vem dando sobre o tema”, completou Dra. Clarissa.
Neste cenário de novos medicamentos oncológicos surgindo vertiginosamente e de dificuldades de aquisição e incorporação, a especialista também defendeu a utilização otimizada das tecnologias disponíveis. Ou seja, o médico tem que entender quais são as características do seu paciente e entender qual a melhor forma de usar as drogas às quais tem acesso.
“Sou especialista em câncer de pulmão e hoje estes tumores se dividem em, no mínimo, 30 doenças, cada uma delas com uma indicação de medicamento diferente”, disse. “Mas não adiante eu discutir a incorporação de medicamentos que estão com alto custo hoje, quando não tenho disponível nem o teste de biomarcador e não cobro isso do prestador que está prescrevendo”, afirmou a Presidente da SBOC.
Ex-presidente da SBOC (Gestão 2003-2005) e Diretor do Instituto Nacional de Câncer também foi um dos participantes da mesa. Em sua intervenção, o gestor defendeu que o SUS tem que se beneficiar do fato de ser o quinto maior mercado do mundo em saúde para realizar compras centralizadas e negociar preços mais atrativos junto à indústria, de modo a ampliar o acesso dos pacientes a terapias inovadoras.
Também participaram da sessão: o provedor da Santa Casa de Belo Horizonte, Dr. Roberto Otto, o consultor do Ministério da Saúde, Dr. Thales Castano Silva, a diretora do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos, Dra. Marcela Amaral, a diretora da Interfarma, Dra. Helaine Capucho, o coordenador-geral de Assistência Farmacêutica do Ministério da Saúde, Dr. Dalmare Anderson, o assessor do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde, Dr. Elton Chaves, o assessor do Conselho Nacional de Secretários de Saúde, Dr. Heber Bernarde, e a conselheira do Instituto de Governança e Controle do Câncer, Dra. Cátia Duarte.
O 4º Especial Global Fórum Fronteiras da Saúde, realizado pelo Instituto Lado a Lado pela Vida, continua até esta quinta-feira, 29 de abril, quando a Diretora da SBOC, Dra. Daniele Assad, participará de painel sobre os desafios de acesso, incorporação e sustentabilidade da oncologia na saúde suplementar.
A programação dos dois inclui painéis sobre os fluxos do cuidado oncológico, desde a atenção primária até à alta complexidade, além de debates sobre diagnóstico precoce, navegação de pacientes no SUS e o papel das políticas públicas na melhoria da jornada do paciente.
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