
A Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) esteve representada pela sua diretora Dra. Marcela Crosara no lançamento do relatório “Saúde Suplementar em Transição: Acesso à Inovação e Valor Assistencial”, promovido ontem (10) pela Interfarma, em Brasília (DF).
O estudo reúne análises sobre os principais desafios da saúde suplementar brasileira e propõe caminhos para ampliar o acesso à inovação de forma sustentável, com foco na geração de valor para os pacientes.
Um dos principais pontos do relatório compara os gastos com medicamentos e perdas associadas às ineficiências. Enquanto operadoras desembolsam entre R$ 30 e R$ 40 bilhões anuais com remédios de alto impacto clínico, cerca de R$ 50 a R$ 75 bilhões são consumidos, segundo as estimativas do estudo, com fraudes, desvios, sobreutilização, redundâncias e baixa resolutividade.
Para a Dra. Marcela Crosara, o evento reforçou a importância do diálogo entre os diversos atores do ecossistema de saúde. “O encontro promovido pela Interfarma foi uma oportunidade de discutir os desafios atuais da saúde suplementar e, principalmente, os caminhos para ampliar o acesso à inovação de forma sustentável”, disse.
“O relatório traz reflexões importantes sobre como podemos evoluir para um modelo que valorize não apenas a incorporação de novas tecnologias, mas também os desfechos e o valor efetivamente entregue aos pacientes. Como médica oncologista, considero fundamental que esse debate envolva todas as partes do sistema e mantenha sempre o paciente no centro das decisões”, completou a diretora da SBOC.
Produzido pela Interfarma em parceria com a consultoria L.E.K. Consulting, o relatório analisa dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), evidências técnico-científicas e informações econômicas do setor. Entre os pontos abordados estão os desafios para garantir a sustentabilidade dos planos de saúde, a incorporação de inovações terapêuticas e a adoção de modelos de remuneração e avaliação baseados em valor assistencial.
O levantamento também destaca a importância de reduzir desperdícios, fraudes e ineficiências no sistema, ao mesmo tempo em que defende mecanismos que possibilitem aos pacientes um acesso mais ágil e sustentável a tratamentos inovadores.
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